  APOSTILA
"TUDO SOBRE
 O DZIMO"




   Mary Schultze
      APOSTILA "TUDO SOBRE O DZIMO"
Captulo 1 - O Dzimo do Dzimo
         A maioria dos "pastores" que tem lido as vrias tradues que tenho feito dos artigos sobre o Dzimo, tem
desejado me detonar da igreja ou at mesmo desta cidade. Isso  um bom sinal, pois se eu fosse apenas uma velhinha
setuagenria inofensiva, do tipo que se ocupa dos netos, da cozinha, do croch e da TV, eles estariam felizes da vida.
Contudo, parafraseando o versculo de Isaas 50:4, posso declarar: " O Senhor DEUS me deu uma lngua erudita, para que eu
saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que est cansado. Ele desperta-me todas as manhs, desperta-me o ouvido para que
oua, como aqueles que aprendem".
         Dedico este artigo ao crente cansado da explorao feita por certos padres e pastores ambiciosos, que vivem
regaladamente  custa dos semi-analfabetos bblicos, os quais os alimentam e engordam, aumentando assustadoramente a
sua cota de colesterol. Sim, vocs j devem ter notado que 99 entre 100 pastores da ICR e da Igreja Evanglica so obesos,
pois um dos seus pecados capitais  a GULA!
        Temos aqui mais uma traduo importante, do PhD Russell Kelly, sobre o Dzimo, do artigo intitulado "Should
the Church Teach Tithing?". Vamos deixar que ele fale.
         Malaquias 3:10 diz o seguinte: "Trazei todos os dzimos  casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e
depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exrcitos, se eu no vos abrir as janelas do cu, e no derramar sobre vs
uma bno tal at que no haja lugar suficiente para a recolherdes".
        Este  o texto bblico do VT mais citado pelos pregadores do Dzimo no contexto do Novo Testamento. Ao mesmo
tempo  o texto mais prejudicial da Bblia, sem falar que ele diz o contrrio do que os pregadores falam.
         O que significa "Trazei todos os dzimos  casa do tesouro"... Durante mais de 40 anos senti que havia algo
errado com a interpretao comum desse texto, s que no conseguia atinar com o fato. Embora,  primeira vista o
pregador superficial, o estudante da Bblia e o leigo, pensem que este verso se explica por si mesmo, a verdade  que ele
est muito longe disso.
A pura verdade  que, alm deste simples verso, Deus JAMAIS ordenou a qualquer um que levasse TODOS OS DZIMOS
 "casa do tesouro" em Jerusalm. Vamos repetir: "TODOS OS DZIMOS  "casa do tesouro" em Jerusalm. De fato, a
verdade absoluta  exatamente o oposto. Vamos ler cuidadosamente a Palavra de Deus.
         Na verdade, havia trs tipos diferentes de Dzimos exigidos no VT e apenas uma pequena parte do primeiro tipo
deveria ser entregue na "casa do tesouro". Nesse caso, existe algo de sumamente errado com a explanao dos pastores
sobre Malaquias 3:10.
O PRIMEIRO DZIMO - O Dzimo dos levitas no devia ser entregue  "casa do tesouro" no Templo. Deus ordenou que
Israel levasse TODO o PRIMEIRO DZIMO aos levitas (no aos sacerdotes), onde estes residiam, isto , s cidades dos
levitas  e Jerusalm no era uma cidade de levitas. Os levitas no habitavam permanentemente na "casa do tesouro", nem
no Templo de Jerusalm. Leiamos Nmeros 18:21: "E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dzimos em Israel por
herana, pelo ministrio que executam, o ministrio da tenda da congregao".

        Agora vamos ler Neemias 10:37-b: "...e os dzimos da nossa terra aos levitas; e que os levitas receberiam os
dzimos em todas as cidades, da nossa lavoura".
          Ambos os textos deixam meridianamente claro que os levitas recebiam o Dzimo completo - TODO O DZIMO -
em suas cidades e no os sacerdotes que ministravam no Templo. Os levitas no eram os sacerdotes que ministravam no
altar, os que entravam nos locais sagrados. Eles eram originalmente apenas servos, os quais supunha-se que realizavam
todas as tarefas do santurio, mas no os cultos. Aps muitos sculos da execuo dessas tarefas desagradveis pelos
levitas, eles foram ilegalmente substitudos pelos descendentes dos servos de Salomo... os quais eram escravos ou
prisioneiros de guerra. Nmeros 18:21 e Neemias 10:37-b mostram claramente que Malaquias 3:10 obviamente no
significa TODOS os Dzimos, inclusive o que pertencia aos levitas.
O SEGUNDO DZIM0 - Tambm no era este  o Dzimo das festas  levado  "casa do tesouro" no Templo. Podemos
ler tudo sobre este Dzimo nos versos 6 e 7 de Deuteronmio 12 e em Deuteronmio 14:23, principalmente: " E ali trareis os
vossos holocaustos, e os vossos sacrifcios, e os vossos dzimos, e a oferta alada da vossa mo, e os vossos votos, e as vossas ofertas
voluntrias, e os primognitos das vossas vacas e das vossas ovelhas. E ali comereis perante o SENHOR vosso Deus, e vos
alegrareis em tudo em que puserdes a vossa mo, vs e as vossas casas, no que abenoar o SENHOR vosso Deus." (Dt 12:6-7).

          "E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comers os dzimos do teu
gro, do teu mosto e do teu azeite, e os primognitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR
teu Deus todos os dias". (Dt 14:23).
      Esse Dzimo das festas era trazido "ao local", isto , Jerusalm, como uma "oferta nacional de alegria".
Visto como esse Dzimo era sempre de alimentos, ele deveria ser comido ou bebido por todos, nas ruas,
enquanto Israel celebrava o tempo de suas festas anuais. Ento, o SEGUNDO DZIMO tambm no era
entregue na "casa do tesouro".
O TERCEIRO DZIMO  o dzimo dos pobres, era levado ao Templo de Jerusalm. Podemos ler a respeito deste em
Deuteronmio 14:28-29 e 26:12-13. Ele era entregue a cada trs anos e Deus ordenava especificamente que ele deveria ser
guardado "dentro dos portes" do pagador do dzimo para o uso dos levitas e todas as demais necessidades. Ento, o
TERCEIRO DZIMO nem sequer era entregue em Jerusalm e muito menos na "casa do tesouro".
          O verdadeiro significado de Malaquias 3:10 est revelado na expresso "casa do tesouro" e ao que Deus ordenava
que fosse entregue  "casa do tesouro", em Jerusalm. Essa "casa do tesouro" deveria ser apenas o local onde se guardavam
os itens pertencentes aos sacerdotes e no aos seus servos - os levitas.
          Quem quiser conhecer exatamente o que Malaquias 3:10 significa com a expresso "Trazei todos os dzimos 
casa do tesouro", precisa ler e estudar os textos seguintes. Neemias 10:35-38 e Nmeros 18:9-32 do a lista da poro das
ofertas e doaes destinadas a ser entregues  "casa do tesouro".
         Primeiro, Neemias 10:35 (repetindo Nmeros 18:12-13) ordenava que as "primcias" da colheita da terra deviam
ser entregues  "CASA DO SENHOR", anualmente.
         Segundo, Neemias 10:36 (Repetindo Nmeros 18:'5-18) ordenava que o "primognito" dos animais puros deveria
ser entregue  "CASA DO SENHOR".
          Terceiro, Neemias 10:37 ordenava que "As primcias da nossa massa, as nossas ofertas aladas, o fruto de toda a
rvore, o mosto e o azeite, traramos aos sacerdotes, s cmaras da casa do nosso Deus; e os dzimos da nossa terra aos levitas; e
que os levitas receberiam os dzimos em todas as cidades, da nossa lavoura".
        Quarto, Neemias 10:37-b (repetindo Nmeros 18:21-24) ordenava claramente que os dzimos fossem levados -
no  casa do tesouro  mas s cidades onde viviam os levitas, enquanto estes no estivessem a servio, "aguardando"
como cantores ou porteiros do Templo. "e os dzimos da nossa terra aos levitas... em todas as cidades da nossa
lavoura". Este fato revela o erro em que, fatalmente, cai a interpretao comum e Malaquias 3:10.
         Quinto  Neemias 10:38 (repetindo Nmeros 18:26) ordenava que 1/10 (um dcimo), ou seja, o dzimo do
dzimo fosse trazido " casa do nosso Deus , s cmaras da casa do tesouro". No era o dzimo integral, no era TODO
o dzimo, mas somente a poro dos sacerdotes, isto  o dzimo do dzimo. [No seria, portanto, justo que os padres e
pastores se contentassem apenas com 1% (um centsimo) do nosso rendimento bruto, j que o governo em nosso pas leva
mais de 37% do que se ganha, em forma de impostos vrios? E nem a isso somos obrigados, pois estamos no contexto do
Novo Testamento - MS].
        Agora ficou bem claro, quando se comparam os textos, que somente era ordenado que se entregasse uma parte dos
Dzimos  "casa do tesouro" no Templo, ou seja, o Dzimo dos dzimos, a poro destinada aos sacerdotes. Neemias 12:44
e 12:47 adicionam pouca coisa aos textos supra citados, sem contradizer Neemias 10:37-b. Leiamos: "Tambm no mesmo
dia se nomearam homens sobre as cmaras, dos tesouros, das ofertas aladas, das primcias, dos dzimos, para ajuntarem nelas,
dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Jud estava alegre por causa dos sacerdotes
e dos levitas que assistiam ali". ((Ne 12:44) "Por isso todo o Israel, j nos dias de Zorobabel e nos dias de Neemias, dava aos
cantores e aos porteiros as pores de cada dia; e santificavam as pores aos levitas, e os levitas as santificavam aos filhos de
Aro" (Ne 12:47).

         Em Neemias 10:35 lemos: "...Que tambm traramos as primcias da nossa terra, e as primcias de todos os frutos de
todas as rvores, de ano em ano,  casa do SENHOR". Exceto,  claro, o dzimo dos dzimos destinado aos sacerdotes.
Neemias 10:39 diz: "Porque quelas cmaras os filhos de Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas aladas do gro, do
mosto e do azeite; porquanto ali esto os vasos do santurio, como tambm os sacerdotes que ministram, os porteiros e os
cantores; e que assim no desampararamos a casa do nosso Deus". Nos versos 12:44-47 ficamos sabendo "como" e
"quando" os sacerdotes e alguns cantores e porteiros trabalhavam no templo e deviam ser sustentados.
         Conquanto a maioria dos levitas guardasse 90% dos dzimos nas cidades em que moravam, para a sua prpria
manuteno, o verso 12:47 diz que eles enviavam "diariamente" alimento queles que estavam aguardando a sua rotao no
Templo: "Por isso todo o Israel, j nos dias de Zorobabel e nos dias de Neemias, dava aos cantores e aos porteiros as pores de
cada dia; e santificavam as pores aos levitas, e os levitas as santificavam aos filhos de Aro".
         Isso quer dizer que o grosso da arrecadao, a poro maior do dzimo total ficava nas cidades dos levitas.


Russel Kelly, Phd/Mary Schultze, 2003.
Captulo 2 - Reflexes sobre o dzimo
       Tenho recebido muitos e-mails de irmos evanglicos, principalmente de pastores neopentecostais,
defendendo, com a maior garra, a obrigao do crente entregar o dzimo.
        Em geral esses pastores  vidos de lucro financeiro  procuram na Bblia, obviamente no Velho
Testamento - versculos que mostram como o crente tem obrigao de entregar o dzimo pois, se no o
entregar, o "gafanhoto devorador" vai consumir tudo que ele conseguir ganhar na vida e nenhuma bno ele
vai receber de Deus, simplesmente porque no obedeceu esse mandamento do Velho Testamento e, desse
modo, pode at perder a salvao. O que esses pobres iletrados bblicos ignoram  que o dzimo no , de
modo algum, uma doutrina do Novo Testamento. Ele  uma doutrina do Velho Testamento. Jesus elogiou
a viva que "deu tudo o que tinha" porque Ele viera para cumprir toda a lei e o Novo Testamento, que o
prprio Jesus iria escrever com o seu sangue, ainda no havia sido escrito. Alm disso, nosso Senhor Jesus
Cristo declarou que "a lei e os profetas vigoraram at Joo". Portanto, se um crente no entregar o dzimo, de
modo algum vai perder a salvao. Ele pode e deve entregar, se tiver condies para isso. O que no 
decente  um pastor arrancar 10% de um pai de famlia que ganha menos de 3 salrios mnimos, para
sustentar uma famlia de 3 ou 4 pessoas, e ficar por a exibindo carro do ano, morando em apartamento de
classe mdia ou luxo, enquanto os membros da igreja passam necessidade. Isso para mim  engodo religioso e
no posso aplaudir uma igreja que age desse modo.
         A respeito do assunto estou traduzindo o trabalho de uma teloga alem, j falecida, cujo nome  Margaret
Burgon, a qual foi obrigada, durante toda a vida, a entregar o dzimo  sua Igreja, pois o mesmo j vinha descontado em
sua folha de pagamento, da qual o governo alemo deduzia (e continua deduzindo, ainda hoje) 40% dos rendimentos, para
os seguintes fins: 1. Igreja, 10%. 2. Aposentadoria/Sade, 10%. 3. Educao, 10% 4. IR, 10%. Ela ganhava cinco mil
marcos alemes como Mdica Veterinria e s recebia 3 mil. Muitas vezes se privava de coisas necessrias, porque a vida
naquele pas  cara. Margaret costumava (como eu) alimentar-se de legumes, carne de aves e frutas. As frutas na Europa
so artigo de luxo e ela deixava de comprar suas frutas preferidas para poder sobreviver com as despesas de aluguel,
aquecimento, roupa, lixo, etc.
         Um dia ela resolveu estudar um meio de se livrar de uma daquelas dedues do seu salrio e comeou a estudar a
Bblia e as leis do pas. Foi a que descobriu que o Estado  quem paga a Igreja e que, mesmo que algum seja ateu, tem de
pagar esse dzimo, e se no declarar uma religio oficial, esse dinheiro cair nos cofres do Vaticano. A Alemanha, ao
contrrio do que todos imaginam, j no  um pas protestante, nem  mais o pas da Reforma de Lutero, desde a II Guerra
Mundial, mas  hoje um pas catlico, pois a Igreja Catlica  e sempre tem sido a dona desse pas.
          Quem fez a I Guerra Mundial, seno o Vaticano, para atirar a Frana contra a Rssia? (ele odiava a Repblica
Francesa, desde que esta havia nascido, aps a Revoluo, no sculo 18). E quem fez a II Guerra Mundial, seno o
Vaticano, com o objetivo mximo de criar uma Nova Ordem Mundial? Atravs de Hitler, Mussolini, Pavelic, Franco,
Salazar e outros ditadores por ele colocados no poder ele pretendia formar o Estado Corporativo Europeu (recm nascido
com o nome de Unio Europia), sob a sua gide, a fim de mobilizar o mundo inteiro contra o Comunismo, a Ortodoxia
Russa e o Protestantismo, os trs grandes "inimigos" do Vaticano. E por que os judeus foram massacrados em pelo menos
seis milhes de vtimas, se o alvo era exterminar os comunistas e os protestantes? Simplesmente porque os judeus como
liberais e financistas, sempre foram uma pedra de tropeo para o Vaticano e, desse modo, tinham de desaparecer, mesmo
porque sem judeus vivos seria bem mais fcil se apossar de Jerusalm e l estabelecer o quartel general do Catolicismo
Romano, para governar o mundo religioso, pois l foi iniciado o Cristianismo e l Jesus Cristo morreu e ressuscitou.
Portanto seria a cidade mais importante para a Igreja de Roma provar sua legitimidade como religio crist.
         Sou membro de uma Igreja Batista, que jamais me cobrou um centavo de dzimo e nem exibe um "cofrinho
sagrado". Durante 20 anos  desde que me converti ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo  sempre entreguei 10% do que
ganhava  minha igreja, de livre e espontnea vontade. H 3 anos, minha me, a quem eu dava tambm 10% dos meus
ganhos, teve um derrame e ficou paraltica. Eu teria de ajud-la, agora, no com apenas 10% dos meus ganhos, mas com
quase 30%. E foi ento que, estudando a Bblia, li em Marcos 7:11-13, que Jesus colocou as necessidades dos pais, muito
antes das necessidades do templo, e isso quando ainda vigorava o Velho Testamento e suas leis ultrapassadas, que no
salvam e jamais podem salvar pessoa alguma. Quando minha me for para o cu, voltarei a entregar o dzimo, porque esse
dinheiro nunca me fez falta. Mas, enquanto ela estiver viva e paraltica, continuarei usando-o para o seu conforto e bem
estar.
         Crente, leia a Bblia numa edio sria, como a Almeida Corrigida Fiel, por exemplo. Freqente uma Igreja que
no fique pedindo dinheiro e alegando que, se voc no entregar o dzimo, no ser abenoado. Deus  dono de toda a prata
e de todo o ouro do universo. Ele no precisa do seu dzimo. Mas se voc quiser ajudar o seu pastor a viver regiamente,
dirigindo um carro do ano e vestindo-se com o maior esmero, entregue o dzimo e mais que isso. Garanto que Deus vai
abeno-lo, em razo do seu bom corao e generosidade. Talvez at mais do que o seu dzimo tem "abenoado" o pastor
de sua Igreja. Tambm garanto que 90% dos pastores da cidade vo se tornar meus inimigos por causa deste artigo. Mas,
quem disse que estou aqui para agradar a homens? Se alguns iletrados bblicos j me detestam porque ataco o esprio
Movimento G-12, no vou me preocupar se mais alguns passarem a me chamar de "peste e promotora de sedies", ttulo
que os judeus j deram ao apstolo Paulo, h quase dois mil anos!
me chamar de "peste e promotora de sedies", ttulo que os judeus j deram ao apstolo Paulo, h
quase dois mil anos!


Captulo 3 - Ainda sobre o Dzimo

         Meu artigo sobre o dzimo, que nem cheguei a ler no jornal, foi motivo de alguns telefonemas e causou o maior
espanto entre os pastores "pedintes" do dzimo e os crentes "entregadores" do mesmo. Uma coisa  certa. O dzimo no 
uma doutrina do Novo Testamento.  doutrina do Velho Testamento, e Jesus disse que a Lei e os profetas vigoraram at
Joo. Paulo nos aconselha, em Glatas 5:1: "Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e no torneis
a colocar-vos debaixo do jugo da servido". Isso quer dizer que nenhum cristo deve ficar sob o jugo de coisa alguma,
nem mesmo da Igreja, pois  livre para fazer o bem. Deve praticar boas obras, dar o dzimo, SE QUISER, mas somente a
uma coisa ele est obrigado -  a amar o prximo, conforme declarao do mesmo Paulo, em Glatas 5:14: "Porque toda a
lei se cumpre numa s palavra, nesta: Amars ao teu prximo como a ti mesmo".
         Os pastores neopentecostais so sempre os mais vidos cobradores do dzimo. Isso porque, alm de serem
tremendamente utilitaristas, eles so arminianos. Crem piamente e ensinam aos pobres membros de suas igrejas que "o
crente pode cair da graa" e perder a salvao. Ora, Cristo  o Senhor eterno e absoluto dos cus e da terra. Ele morreu
pelos nossos pecados, ressuscitou gloriosamente e, atravs da f que depositamos em Seu sacrifcio, Ele nos d a salvao
eterna. Ento, que "salvao eterna"  essa, que pode ser perdida pelo crente, se ele cometer pecados... se deixar de
entregar o dzimo? Isso  balela catlica assimilada pelo neopentecostalismo. CRENTE NENHUM JAMAIS PODE
PERDER A SALVAO, isto , se realmente passou pelo novo nascimento. Desse modo, no ficarei admirada se,
qualquer dia desses, os pastores neopentecostais comearem a pregar tambm a doutrina do purgatrio e a pedir dinheiro
aos membros de suas igrejas, a fim de retirar de l os parentes falecidos.
     H poucos dias, um pastor da cidade, falando diante do esquife de um membro de sua Igreja, fez esta
espantosa declarao: "Era um membro fiel e digno de imitao... entregava pontualmente o dzimo,
etc." Pelo visto, esse pastor acredita piamente na salvao pelas obras, pois essa ovelha que estava sob o seu
cajado, tendo entregado pontualmente o dzimo,  "digna de imitao" e, portanto, da salvao. No  de
admirar que esse pastor seja to fantico pelo Billy Graham (o qual abraou de corpo e alma as doutrinas da
Igreja de Roma), visto como ele mesmo est abraando a mais catlica de todas elas: a salvao pelas boas
obras.
        Conheo uma poro de gente que foi excluda da Igreja, do Rio Grande do Sul at o Amazonas, por
no ter aderido ao esprio Movimento G-12. (D. Mariquinha foi considerada "persona non grata" no CAPETA,
onde se renem os pastores desta cidade, porque escreveu contra o G-12). S que, por trs da excluso dessas
pessoas que, por ignorncia, optaram por essas igrejas arminianas, havia um fator interessante: algumas no
eram dizimistas. Por isso os pastores "castellanos" aproveitaram a desculpa, a fim de excluir esses membros de
suas Igrejas, pelo crime de no adeso a um movimento ocultista, perigoso e "rachador" de igrejas
evanglicas. Estou de olho nesses pastores "catlicos pentecostais" e vou comear a vasculhar a vida de todos
eles...
         Infelizmente, um dos confiveis pastores da cidade, que no costuma entrar nesses conluios arminianos
e anticristos, tanto tem se aborrecido com certas "mutretagens", que at sofreu um grave problema de sade
e, provavelmente, vai ficar uns seis meses em repouso, perdendo o precioso tempo que poderia dedicar 
causa de Cristo, a Quem tem servido fielmente. O pecado  como um polvo, que estende os seus tentculos,
atingindo, ao mesmo tempo, os pecadores e os inocentes.  como lama podre atirada ao ventilador da
comunidade religiosa.
        No foi  toa que Jesus chorou diante do tmulo de Lzaro. Ele  o autor da vida e detesta todo tipo de
pecado porque o pecado gera a morte. Imaginem se Ele tivesse chegado diante do tmulo de Lzaro, em
Betnia, e tivesse gritado: "Lzaro, j que voc foi um judeu exemplar, que sempre entregou
fielmente o dzimo, eu ordeno: levante-se dessa laje sepulcral e venha para fora!"
        No seria esse o nosso Grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, o Criador e Sustentador do universo.
Seria o "outro Jesus", o Jesus do Arminianismo, o "deus" dos Mrmons, das TJs, dos Catlicos e dos que
recebem uma corrompida interpretao de Sua Santa Palavra. Seria o Jesus que precisa da senhora me dele
para colaborar na salvao dos pecadores. Seria o Jesus que deixou um homem pecador e corrupto como o Seu
vigrio na terra, dirigindo uma igreja que mente, mata e destri em Seu Nome, vendendo salvao aos tolos
que no sabem manejar bem a Palavra de Verdade. Seria, enfim, um Jesus exigente do dzimo, que no iria
andar sobre uma cria de jumento, mas num "Rolls Royce", igual ao da Rainha Elizabeth II.
e do dzimo, que no iria andar sobre uma cria de jumento, mas num "Rolls Royce", igual ao da
Rainha Elizabeth II.


Captulo 4 - Voltando ao dzimo
       H poucos dias encontrei na Av. Lcio Meira uma senhora que trabalha como vendedora numa loja da cidade. Ela
me parou para saber o que havia acontecido com o meu rosto, ao ver as marcas do acidente. Depois que lhe expliquei o
desastre sofrido, ela me contou que estava de frias e que o seu patro lhe havia dado um cheque pr-datado no valor das
mesmas. Acrescentou que estava com srias dificuldades porque o pastor (baixo pentecostal) da igreja da qual ela 
membro lhe havia exigido, antecipadamente, o dzimo das frias e ela ficara praticamente sem dinheiro para a alimentao
dela e dos filhos.
         Expliquei-lhe que o dzimo no  doutrina do Novo Testamento e que ela fizera mal em dar o mesmo
antecipadamente ao tal pastor e que deveria antes ter consultado a Bblia para saber se ele estava agindo corretamente.
         O telogo batista Jlio Carrancho, de Joanesburgo, fala bem sobre o assunto:
        Muitos grupos entre as igrejas protestantes insistem que o membro  (ou deve ser) forado a dar o dzimo, o qual,
ensinam eles, faz parte dos mandamentos de Deus para a igreja. Nada mais errado! J explicamos vrias vezes o que o
dzimo , mas resumamos aqui o assunto.
1. O dzimo era um sistema de contribuio ordenado por Deus, a fim de sustentar, a tribo dos Levitas na nao de Israel, a
qual fora encarregada de operar o Tabernculo em todas as suas funes, e no recebeu qualquer herana de terras.
2. O Senhor Deus ordenou que o dzimo fosse apenas 10% do total das colheitas e dos rebanhos criados anualmente.
3. O Israelita ficaria, portanto, na posse dos 90% restantes para seu uso pessoal.
4. Pregar sermes sobre o dzimo  totalmente contra as Escrituras. A pregao deve concentrar-se unicamente sobre a
simplicidade do evangelho, excluindo tudo o mais, seja dzimos, finanas, poltica e outras matrias prejudiciais.
5. Levantar a oferta durante o culto  um erro gravssimo na igreja protestante, especialmente quando  feito antes do
sermo, levando o crente a imaginar que ele tem a obrigao de sustentar o sermo com dinheiro!
6. No caso de estar presente no culto um convidado, ao qual  pedido (discretamente, claro) para contribuir com oferta para
um grupo ao qual nem sequer pertence, isso  uma gravssima falta de considerao e de boas maneiras. Infelizmente as
igrejas protestantes de hoje esto reduzidas a essa indesculpvel falta de educao.
7. O dzimo no faz parte do Novo Testamento, nem foi sancionado pela igreja, visto como a igreja no  Israel. Paulo
dedica o captulo 9 da II Corntios ao assunto das ofertas e nunca menciona o dzimo. O mesmo acontece em Filipenses
4:10-19. A igreja primitiva afastou-se do princpio dizimista por razes obvias: era um sistema que tinha morrido com a
Disperso de Israel, devido  desobedincia aos outros mandamentos mais importantes, tais como repudiar a idolatria. Os
judeus que ocupavam a Palestina ao tempo de Jesus j pagavam um pesado tributo a Roma, o que os deixava com menos de
90% estabelecido para a nao de Israel. Embora dessem o dzimo de tudo, Deus j no apreciava tal ritual.
8. O mesmo acontece hoje. O cristo  obrigado a contribuir, para o estado onde vive, com muito mais que os 10% que era
a norma em Israel [Na Alemanha, por exemplo, o desconto para o estado chega a 40% dos vencimentos do trabalhador]
Assim, o cristo jamais pode obedecer a norma dos 10%, pois tambm os 90% no lhe esto garantidos ou reservados.
Da, o sistema cair em desuso por ser impossvel pratic-lo. Deus foi justo com DEZ POR CENTO, assim como foi justo
com os NOVENTA POR CENTO que ficavam! Mas a igreja de hoje  desonesta nessa matria!
9. O princpio cristo encontra-se determinado em 2 Corntios 9:7. "Deus ama ao que d com alegria". Ora, dar 10% do
salrio grosso, antes de lhe ser retirada pelo menos a fatia dos 30% para o estado, no  bblico. Alguns grupos vo ao
extremo (como os Nazarenos, que conheo bem) de insistir que o membro tem a obrigao de contribuir com 10% do
grosso! Tal absurdo  o que leva muitos observadores a rejeitar grupos de igrejas e acus-los (justamente) de mentirosos.
10. Usar Mateus 22:21 para defender o dzimo  um absurdo teolgico, mas, infelizmente, as igrejas que o defendem no
poupam esforos para justificar passagens como esta. A palavra DZIMO no aparece no versculo e Jesus no estava a
instruir a igreja que ainda no existia. Csar, de fato, levou para Roma tudo o que lhe pertencia como conquistador,
conforme Jesus avisou, destruindo o templo e rapinando toda a sua riqueza e glria.
11. Usar Malaquias 3:10  outra heresia praticada por quase todas as denominaes. A passagem nada tem a ver com a
igreja, e lendo cuidadosamente o contexto, a razo da exclamao de Deus salta  vista! Que horrvel heresia e falta de
educao do ministro ir a ponto de acusar a congregao de roubar a Deus quando, muitas vezes, o grupo desperdia
milhares em vaidades humanas e, at, o ministro no passa de um mercenrio que no ama as ovelhas do seu rebanho, antes
as maltrata!
12. Leia Deuteronmio 14:28-29 e imagine a impossibilidade de praticar o dzimo no presente, fora da nao de Israel do
passado.
13. Como grande parte das heresias, forar a igreja a pagar o dzimo foi ressuscitado na seita de Roma [ICR] no tempo do
Snodo de Macon  585 DC. O catlico foi instrudo a pagar o dzimo sob pena de excomunho, o que aterrorizava o povo
simples e iletrado do Catolicismo. "O amor ao dinheiro  a raiz de todos os males", 1 Timteo 6:10. Mais tarde, o
confessionrio iria reforar aquela obrigao fiscal  diablica seita do papa, com ameaas de grave pecado, caso no fosse
obedecido. Pelo tempo de Carlos Magno (sculo 8), as naes catlicas eram foradas a contribuir com o dzimo para os
cofres de Roma. O "Sacro Imprio Romano" praticou por sculos o assalto  bolsa e  propriedade dos seus cidados. A
Inquisio aumentou em muito o patrimnio papal,  custa de suas expropriaes, Indulgncias e ROUBOS, em nome do
papa. A partir do sculo 16, os Anabatistas comearam a pregar contra o sistema fiscal dos papas e, aps a Reforma, esse
abuso diminuiu nos pases libertados de Roma. O Concilio de Trento (sculo 16) decretou que era crime reter o dzimo. A
Revoluo Francesa acabou com o "Sacro Imprio Romano" e o sistema fraudulento de cobrana de dzimos acabou por
a.
14. Reter o dzimo no  pecado nenhum! Dar meio por cento, 10% ou mais fica a critrio de cada um, segundo 2
Corntios 9:7 (no dar nada tambm no  pecado! Muitas vezes o sermo no vale mais que  da moeda que se
colocou no prato da oferta!). Ameaar os crentes com o dzimo (ou com Malaquias 3:10)  um PECADO
GRAVSSIMO e extremamente reprovvel das igrejas protestantes! Alem de ser falta de amor, respeito e educao por
parte daqueles que insistem nessa heresia! A maior parte do dinheiro coletado hoje  para usar mal e/ou enterrar em
propriedade ou outras vaidades das igrejas. Alguns grupos (os Nazarenos, por exemplo) tm tantas propriedades que se os
membros deixassem de dar oferta, a venda dessas propriedades manteria a intil liderana por vrias dcadas. As igrejas
protestantes seguem de perto a vaidade dos papas com as suas catedrais e outros monumentos, at chegar "Csar" e destruir
tudo [O que deve acontecer em breve, com o novo governante mundial da Unio Europia, o Estado Catlico
Mundial do Vaticano]. Os grupos carismticos, os neopentecostais e outros, alm de ofenderem/roubarem os seus
membros com pregaes acerca de dinheiro, contribuem para a desonra do evangelho e  necessrio repreend-los por tal
ofensa."
         Como vemos, Jlio entende do assunto e estou transmitindo suas palavras aos amigos e irmos em Cristo, a fim de
que consultem a Bblia e tomem sua deciso, quando forem importunados por algum pastor malandro, que, muitas vezes,
at ganha da autoridade central de sua denominao uma comisso sobre o que consegue extorquir dos seus membros.
         Sou membro de uma igreja batista desta cidade, h mais de seis anos, e no me lembro de ter ouvido qualquer dos
trs pastores da mesma ter ido ao plpito falar sobre o dzimo. Conhecemos uma denominao sria pelo que ela exige,
materialmente, dos seus membros. Se ela vive exigindo dinheiro,  duvidosa. Se prega, simplesmente, o legtimo
evangelho da salvao,  sria. A escolha fica a critrio dos leitores.

 duvidosa. Se prega, simplesmente, o legtimo evangelho da salvao,  sria. A escolha fica a
critrio dos leitores.


Captulo 5 - Abrao e o Dzimo
       No sou e jamais fui contra a entrega de dzimos e ofertas  igreja, pois quem tem dinheiro
sobrando, em vez de ir gastar nos shoppings da cidade, deve entregar o dzimo  sua denominao
- caso esta no tenha um pastor ambicioso, com salrio de magnata, carro do ano e filhos
estudando em colgios (jesutas) de luxo, como j testemunhei algumas vezes, o que no , que
eu saiba, o caso do pastor da igreja que eu freqento. Entreguei pontualmente o dzimo durante
20 anos, at que minha me teve um AVC, ficou paraltica e passei a mandar esse dinheiro e mais
o que j lhe dava, em vez de o dar  minha igreja.
       Garanto ainda, em o Nome do Senhor Jesus, que jamais fui to abenoada, como depois de
ter tomado essa deciso. E enquanto minha me no for para o cu, esse dinheiro ser-lhe-
enviado, todos os meses. (Leiam Mateus 15:1-9 e Marcos 7:10-13)
        Sou contra a explorao dos pastores "malaquianos", que nunca pregam a Palavra Santa,
usando o tempo em que ficam l em cima, no plpito, fazendo "comercial" em favor dos dzimos e
ofertas, falando que o crente tem obrigao de dar o que tem, e at mesmo o que no tem ,
deixando de pagar o aluguel e as prestaes que os brasileiros das classes mdia e pobre tm aos
montes, obrigando-os, por medo de serem amaldioados, a dar 10% do seu ganho mensal 
igreja. Como esclarece o telogo Jlio Carrancho, vejamos o caso de Abrao.
       Segundo Abrao, basta dar o dzimo UMA VEZ e est o caso resolvido para a vida inteira! ...
Abrao no deu o dizimo  igreja! Nem era salvo to-pouco! No deu o dzimo em "cash", nem do
que tinha antes, apenas dos despojos da guerra. (Voc, por acaso, j foi a alguma guerra aqui no
Brasil, em favor de um parente ambicioso, como era o sobrinho de Abrao?]
        Se Abrao aparecesse na igreja hoje iria ficar psicologicamente alterado por fazerem tanta
"histria" da nica vez que ele [cuidadoso com o seu patrimnio, como a maioria dos judeus]
dividiu alguma coisa com algum! [Ele era to rico que no tinha mais lugar para tanto gado, ouro
e prata, podendo, desse modo, dispensar os despojos de guerra, com a maior generosidade!]
        Provavelmente, ao ver as igrejas de hoje (at mesmo as batistas, que esto entre as
melhores e mais srias e para as quais tenho encaminhado os descontentes com as igrejas
ceifeiras), Abro diria: "Mas... o que  isso meu Deus!". Tambm, se ele soubesse o que se faz
hoje com os dzimos e as ofertas, ele teria dado o dzimo a Melquisedeque, mas... s escondidas!
       Sbado passado, chegaram aqui 3 obreiros de uma igreja "malaquiana" do Rio. Estavam
muito angustiados, citando Malaquias 3:8-10 o tempo inteiro. Os pastores dessa denominao tm
exigido cada vez mais a entrega dos dzimos e das ofertas, alm da participao nas campanhas
de "bno", o que lhes tem trazido srios apertos financeiros.
       Expliquei-lhes a situao dizendo:
       Que Malaquias 3 foi escrito para os judeus (e no para os gentios), num contexto
completamente diferente do nosso, quando havia apenas esse imposto, enquanto hoje temos mais
de 50 impostos diferentes a pagar e somos obrigados a contribuir com pelo menos 37% do que
ganhamos, mesmo que seja para sustentar os polticos ladres do nosso pas, etc.
       Que as igrejas que exigem dzimos e ofertas so dirigidas por pastores ambiciosos, muitas
vezes sem um curso teolgico, os quais comeam com uma igrejinha de fundo de quintal e cinco
anos depois j possuem um belo templo, carro de luxo, casa bonita e se vestem com ternos de
marca, uma coisa que meu marido (um qumico alemo), depois de 38 anos no Brasil, trabalhando
mais de 10 horas por dia, jamais pde comprar.
       Que sendo Deus o dono de toda a prata e de todo o ouro do universo (Ageu 2:8), Ele no
precisa do dinheiro de ningum.
       Vamos ajudar os missionrios que esto gastando suas vidas nos pases insalubres,
ganhando almas para Cristo. Vamos ajudar os irmos carentes, que ganham salrio mnimo para
sustentar uma famlia e na maioria das vezes at esto desempregados ou sem aposentadoria.
      Quando se fizer tudo isso, se ainda sobrar algum dinheiro, que se d o dzimo  igreja, que se
dem ofertas para ser construdo um novo templo e que se dem at presentes caros ao pastor,
porque "mais bem aventurado  dar que receber! (Atos 20:35).
dar que receber! (Atos 20:35).


Captulo 6 - Quem est roubando quem?
     Tenho pesquisado bastante o assunto do Dzimo, o qual os pastores vivem cobrando dos membros de
suas igrejas. Converti-me h 26 anos e durante 20 anos entreguei pontualmente 10% do meu rendimento
bruto  denominao que freqentava. Depois deixei de entregar, a fim de poder ajudar no sustento de minha
me enferma, conforme a ordem do Senhor Jesus Cristo, em Mateus 15:1-9 e Marcos 7:10-13.
       Vamos calcular quanto eu entreguei  igreja, nesses 20 anos de contribuio, na base de 12
salrios anuais (ao valor de hoje), sem mencionar as ofertas que, muitas vezes, eram at bastante
generosas. Em 20 anos, temos 240 salrios, que ao valor atual dariam uma soma de R$57.600,00.
       Trabalhei durante 36 anos  de 1958 a 1994  para no final de todo esse tempo possuir
somente um galpo no valor de R$31.000 e um apartamento no valor de R$45.000, ou seja,
consegui adquirir dois bens imveis no valor total de R$76.000, em todos esses anos de luta
constante.
       Se em 20 anos entreguei 240 salrios de dzimo, isto , R$57.600, isso quer dizer que a
igreja levou, proporcionalmente, muito mais do que consegui juntar para garantir a minha
velhice. Se em 36 anos s consegui economizar R$2.110 anualmente, a fim de garantir a velhice e,
por outro lado, entreguei  igreja uma mdia de R$2.880 anuais, isso quer dizer que dei mais do
que deveria ter dado!
        Para convencer os crentes de que Deus somente abenoa a quem entrega o Dzimo, os
pastores costumam usar trs versos do VT  Malaquias 3:8-10  os quais nada tm a ver com o
crente remido no sangue do Senhor Jesus Cristo. Malaquias  um livro do VT e os crentes vivem no
contexto do NT. O Dzimo  obra e Jesus disse: "A obra de Deus  esta: Que creiais naquele que ele enviou."
(Joo 6:29). O Dzimo  sacrifcio e em Hebreus 13:15, lemos "Portanto, ofereamos sempre por ele a
Deus sacrifcio de louvor, isto , o fruto dos lbios que confessam o seu nome".
      Isto sem falar que Malaquias 3:8-10 se refere ao Dzimo do Dzimo dos levitas (entregue
em forma de mantimentos) e no a 10% do que os judeus ganhavam (Vejam o captulo 1).
      Se os pastores fossem mais honestos e cobrassem, digamos (mesmo que indevidamente),
3% do que os membros de suas igrejas ganham, isto at seria aceitvel.
      Primeiro, porque os crentes j pagam cerca de 37% ao governo, na forma de vrios
impostos. Se derem mais 10%  igreja, vo ficar sem um mnimo de economia para a velhice,
num pas onde os aposentados vivem quase a po e gua. Ou ento vo passar fome, antes de
chegarem  velhice.    Segundo, porque na base de 3% todos poderiam contribuir (e no apenas
os mais fanticos) e a igreja poderia prosperar mais do que extorquindo 10% do bruto de uma
minoria (cerca de 1/3) desavisada, que imagina ter um Deus quitandeiro, desejando abeno-la,
com algumas cenouras e repolhos de bnos, contanto que ele faa uma troca...
        Terceiro, mesmo que o Dzimo fosse uma doutrina constitucionalmente correta do NT,
entreg-lo no nos acarretaria bno alguma, alm das que j recebemos quando nos tornamos
filhos de Deus, atravs da converso ao Senhor Jesus Cristo. Efsios 1:3 diz o seguinte: "Bendito o
Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abenoou com todas as bnos espirituais nos lugares
celestiais em Cristo."
         Vocs vo dizer que o dzimo  imprescindvel, pois sem ele a igreja no poderia se manter. Ora, se
uma igreja mdia, com 1.000 membros ganhando uma mdia de 3 salrios cada um, recebesse 3% desses
R$720 de cada um, teramos uma renda bruta de R$ 720.000 e 3% desse valor daria R$21.600 mensais. Se o
pastor ganhasse um salrio menos nababesco, se as igrejas fossem menos suntuosas e se os crentes tivessem
boa vontade (quem no  obrigado a coisa alguma sempre tem boa vontade), estes poderiam contribuir com
outro tanto em ofertas para as despesas da igreja. Mesmo porque os crentes sempre trabalham de graa nas
igrejas, exceto o pastor... Ento, porque ele tambm no arranja um empreguinho l fora, j que tem tempo de
sobra para trabalhar? Por que somente os membros so obrigados a trabalhar de graa?
        S  abenoado quem entrega o Dzimo? Que lorota boa!
         Se Deus Pai j nos abenoou com todas as bnos espirituais atravs do Seu Filho amado, do que mais
precisamos neste mundo? Para conseguirmos bnos materiais, devemos trabalhar arduamente, pois quando trabalhamos
sempre conseguimos progredir, de um modo ou de outro. O crente sincero que no bebe, no fuma e nem gasta com outros
vcios, obviamente vai prosperar mais do que um incrdulo que se permite todo tipo de vcio, alguns achando que na hora
da morte vo receber a "Extrema Uno" de um padre qualquer, ficando garantidos, para uma boa temporada no
purgatrio. Outros achando que vo reencarnar e, finalmente, outros que acham que no existe Deus nem inferno e,
portanto, podem pintar e bordar, pois tudo acaba na hora da morte, etc. Os crentes cometem dois graves pecados, que
deveriam ser evitados: comer demais e comprar mais do que podem pagar.
         O Dr. Paulo Breda, Presidente do Supremo Conclio da Igreja Presbiteriana do Brasil, certa vez me contou uma
histria interessante. Ele viajara entre o RJ e Fortaleza com Edson Queiroz, o homem mais rico do Cear. Pregou o
evangelho e Edson j ia aceitar Jesus, pois dizia ter a certeza de Sua divindade, quando se lembrou de perguntar:
"Reverendo, se eu me tornar protestante, serei obrigado a dar 10% dos meus ganhos  igreja?" O Dr. Paulo confirmou, o
homem desistiu e algum tempo depois pereceu num acidente de avio. No deu o Dzimo, mas deixou uma excelente
universidade para os jovens cearenses. Ser que isso no vale mais do que o Dzimo que ele poderia ter entregado  igreja?
Ser que ele foi para o inferno, mesmo crendo na divindade do Senhor Jesus Cristo (verdade em que a maioria dos pastores
modernos no cr)?
         Meu irmo, os pastores inventaram a lorota de que ns, os crentes, somos o "Israel de Deus" e, portanto, temos
algumas das obrigaes da Lei de Moiss. Isso no  bblico. J perceberam como esses pastores quase nunca usam as
Cartas de Paulo, preferindo os livros do VT? Ns somos a "Igreja do Senhor" e no o "Israel de Deus". Com Israel Ele
voltar a tratar na futura dispensao da F mais obras (aps o arrebatamento dos crentes), enquanto agora vivemos na
dispensao da graa da f em Cristo Jesus e no temos obrigao nenhuma com a Lei, devendo apenas crer em Jesus
Cristo como o nosso grande Deus e Salvador, o qual nos remiu pelo Seu sangue precioso. (Por que os pastores nunca
pregam Atos 16:30-31, hem?)
       Quem cr realmente no Senhor Jesus, l a Sua Palavra diariamente e leva uma vida reta diante de Deus e dos
homens, no precisa ficar tentando COMPRAR bnos nem favores de Deus, porque Ele j nos abenoou com todas as
bnos espirituais em Cristo! E seremos julgados pela Palavra (Joo 12:48), no pelas obras que fizermos em benefcio de
organizaes eclesisticas.
No culto matinal de hoje  numa cidade da frica do Norte - um pastor queria que os pobres negros dessem tudo que
haviam ganho na semana... em troca de bnos. E os infelizes, que j passam a mingau de farinha, gua e sal, foram dando
o que tinham e o que no tinham. Isso  justo? Ele citou Mateus 16:21, dizendo que o "jovem rico" se perdeu porque no
deu tudo que tinha a Jesus. Ele errou em dois pontos:
1. Jesus no disse que o jovem se perdeu, mas que "ele se tornaria perfeito" se vendesse o que tinha e desse...
2. "aos pobres"... No a uma igreja arquimilionria em dlares, cujo lder tem apartamentos e casas de luxo nos centros
mais sofisticados do planeta.
         A viva pobre (Lucas 21:2-4) foi elogiada por Jesus porque deu tudo o que tinha ao templo como o Dzimo
trienal que os judeus costumavam dar.
         Quem pesquisa a Palavra Santa nunca se deixa enredar nas malhas dos pastores mencionados na 1 Timteo 6:10,
os quais, infelizmente, so maioria!
          Uma igreja sria jamais fala em dinheiro durante o culto e se precisa faz-lo, que seja durante uma reunio de
lderes, os quais podem transmitir as "novidades" financeiras aos membros. Igreja que explora os membros  apenas uma
entidade "financeira", coisa muito comum entre as chamadas "igrejas neopentecostais", onde a base de tudo  a cobrana
de dzimos e ofertas. Vejamos dois captulos sobre esse tipo de "igreja".
 apenas uma entidade "financeira", coisa muito comum entre as chamadas "igrejas neopentecostais",
onde a base de tudo  a cobrana de dzimos e ofertas. Vejamos dois captulos sobre esse tipo de
"igreja".



Captulo 7 - Igrejas Ocultistas
         Minha amiga S.B.P. deixou de freqentar uma dessas igrejas neopentecostais, cujos pastores costumam "ceifar" os
crentes pelos "quatro ngulos", porque ficou revoltada com a ganncia dos pastores da mesma. Ela me enviou uma apostila
(cheia de erros de portugus) em que um desses "pastores" cita sempre determinados versculos do Velho Testamento, a
fim de convencer os membros de sua igreja a dar, no apenas os dzimos, mas ainda o que ele chama de "as primcias",
extorquindo dos pobres analfabetos bblicos tudo que eles tm de valor, isto , imveis, carros, relgios, jias, dinheiro, etc.
Os versculos preferidos so: xodo 34:26; Levtico 23:10; Nmeros 18:28-32; Deuteronmio 18:3-4 e 26:1-4,10; 1
Samuel 2:30; 2 Crnicas 31:5; Neemias 10:35-37 e 13:11-14,31. Isto para citar apenas alguns. O Novo Testamento nunca 
mencionado. Isso porque a doutrina do dzimo pertence ao Velho Testamento e esses "pastores" so todos corruptamente
arminianos, pregando a salvao pelas boas obras.
        Vou citar algumas frases da carta de S.B.P., pois fiquei simplesmente chocada com a COMERCIALIZAO do
evangelho do Senhor Jesus Cristo, que disse aos apstolos: "De graa recebestes, de graa da." (Mateus 10:8-b).
Vejamos algumas das informaes de S.B.P.:
1. Esses "pastores" citam todos os versculos bblicos que falam em primcias, doao de bens, dzimos, tudo que signifique
"dar" para a obra deles, porm jamais citam pelo menos um versculo da Bblia dizendo que o servio na Casa de Deus era
feito com transferncia, isto , que o dinheiro era empregado para auxiliar rfos e vivas desamparados, e que se
prestavam contas de tudo que era recebido nas igrejas primitivas, o que no acontece nas igrejas atuais.
2. Certa vez a pastora de uma delas me disse, quando eu era tesoureira, e insisti em que deveramos prestar contas do
dinheiro aos membros: "Nesta denominao no existe isso. Tudo tem que ser trazido  Casa de Deus, sem questionar o
pastor!" Por isso entreguei o cargo. No creio que Deus se agrade de trapaa, embuste, ou qualquer tipo de mentira,
principalmente em Sua Casa.
3. Uma parcela insignificante, alis mnima,  empregada na igreja, visto como tudo tem que ser doado pelos membros,
inclusive o vinho da Santa Ceia. Os pastores fazem campanha para tudo: material de limpeza, pintura do templo, gua, luz,
etc.
4. O dinheiro arrecadado vai, quase todo, para os bolsos dos "pastores", a fim de manter o conforto destes, enquanto o
povo continua sendo cada vez mais explorado. Os filhos adolescentes desses pastores estudam em bons colgios, no
prestam qualquer servio  igreja e ainda ficam se divertindo  custa dos pobres crentes que so ludibriados pelas pregaes
antibblicas desses "filhos de Eli".
         S.B.P. continua dizendo:
         Quero falar ainda de outra igreja em que o "pastor", vindo de Belo Horizonte, criou a chamada "Campanha da
Revolta". Ele iniciava os cultos gritando e incitando os membros a gritar: "Estou revoltado!", ao mesmo tempo em que
esmurravam trs vezes o ar, ritual (ocultista pago) que se repetia vrias vezes durante o "culto". Os membros da "igreja"
ganhavam um lencinho ungido, em cada culto, no qual deveriam ser escritos todos os seus problemas. No final da
campanha, cada leno era queimado, enquanto as cinzas, depois de ungidas novamente, eram sopradas para dentro de suas
casas, a fim de que todos os problemas fossem solucionados (isso  catolicismo da pior espcie, muito pior do que
paganismo romano! Lutero morreria de vergonha desses seus "colegas").
         Alm da histria do leno, havia ainda aquela "experincia" de chamar as pessoas  frente, soprar fortemente
sobre as mesmas, a fim de que fossem foradas a "cair para trs", o que era explicado como a "posse do Esprito Santo"
nessas pessoas. Para tanto, um dicono j ficava atrs de cada "vtima" do tombo, aguardando, a fim de ampar-la quando
casse "pelo poder".
Outra manobra usada com freqncia era o pastor apontar certas pessoas no auditrio, dizendo que Deus estava revelando
algo a respeito delas. Geralmente essas pessoas j haviam conversado antes com algum obreiro, relatando os seus
problemas, o que facilitava grandemente as "revelaes" do referido pastor.
         No final dos "cultos", frases como: "No aceito... Eu declaro... Eu determino... Estou revoltado..."
continuavam a ser repetidas aos berros, a fim de despertar o "deus" surdo dessas "igrejas", porque ele poderia estar
dormindo, viajando ou, at mesmo, no banheiro e, portanto, os pastores e membros da igreja tinham de gritar bem alto, a
fim de chamar a ateno dele (1 Reis 18:17-38).
          Esses pastores gostam muito de citar Deuteronmio 29:29: "As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso
Deus, porm as reveladas nos pertencem a ns e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras
da lei", cuja significao desconhecem totalmente.
         Outro expediente (muito usado numa "igreja" de Juiz de Fora, MG) foi a venda de "tapetes ungidos", sobre os
quais o crente deveria orar fervorosamente pelos problemas familiares, para que estes fossem depressa resolvidos. (Vejam
que belo exemplo de simonia!)
         Como vemos, minha amiga S.B.P. teve de sair correndo desse tipo de igreja ocultista, onde no  o Esprito Santo
quem age, no sentido de louvar e glorificar o Nome de Jesus (mas o "esprito profano", aquele que jamais convence
pessoa alguma do pecado, da justia e do juzo, dando respaldo a esses pastores que atacam pelos quatro ngulos) Esses
pastores malaquianos tero de enfrentar o julgamento do Senhor Jesus Cristo, de cujo Nome tm abusado iniqamente.
Nessa hora, sem dvida alguma, eles iro escutar do nosso Senhor Jesus esta sentena eterna: "...Nunca vos conheci,
apartai-vos de mim, vs que praticais a iniqidade" (Mateus 7:23).
        Nota: Segundo informao colhida na Internet, esta denominao foi fundada por Aime McPherson, uma
americana que morreu de overdose de drogas... Pelos frutos conhecereis a rvore...



Captulo 8 - Igrejas Ceifeiras
(Stira evanglica)
        D. Mariquinha foi convidada por uma jovem simptica para ir a um culto na "igreja" que ela freqenta.
Essa  uma das igrejas "ceifeiras", entre as dezenas de outras que existem nesta cidade. Mal o culto comeou,
depois de uma orao decorada e feita em voz altssima, a fim de impressionar os analfabetos bblicos que ali
se encontravam, o pastor da "igreja", um "afro" gordo e suado, foi gritando:
        "Quem quiser ficar rico, venha congregar nesta igreja porque aqui Deus  mais generoso do que em
qualquer outra dessas que existem por a..."
        A maioria dos presentes estava, de um certo modo, acreditando nos mritos daquele pastor, diante de
Deus. O homem orava em voz alta, pedindo que o Senhor abenoasse todos os que ali estavam e,
principalmente, os que fossem "generosos", dando o que podiam e at o que no podiam dar. Curioso  que
ele falou que Deus  o "dono de todo o ouro e de toda a prata do universo" e que  um absurdo o seu povo
no usufruir plenamente desse tesouro. Ele s esqueceu de acrescentar que, como Deus  dono de toda a
riqueza do universo, Ele no precisa do dinheiro dos crentes e, portanto, ningum deve fazer sacrifcio
financeiro para agradar a Deus. Quem quiser pode ler em Hebreus 13:15 que "o sacrifcio de louvor a Deus  o
dos lbios que confessam o seu nome". Aqui no se l que o crente precisa dar sequer um centavo para
agradar a Deus.
        Quando ele disse que a misria  obra do diabo, at que no mentiu tanto. Realmente, o diabo (da
cobia)  quem promove no corao dos polticos e dos empresrios a desmedida ambio de lucros,
impedindo-os de serem honestos nas Casas do governo e nas empresas que pagam mal os seus empregados.
Para afastar o poder do diabo, o pastor conclamou os presentes a formar um "tnel de fogo". Imediatamente,
os obreiros de ambos os sexos, vestidos a carter, dispuseram-se em duas filas, uma de frente para a outra,
entrelaando as mos, como numa quadrilha junina. Os crdulos presentes, na esperana de dias melhores,
comearam a atravessar o tnel de fogo, enquanto o pastor, acompanhado por um rgo eletrnico, gritava, na
maior exaltao: "Senhor, manda logo uma resposta. Lembra que ns no estamos invocando Baal aqui, no!
Estamos Te invocando para receber sade e prosperidade para essa gente boa, que est dando o seu ltimo
Real pra tua glria!"
        Aqui ele esqueceu que esse dinheiro no ser empregado para a glria de Deus, mas na conta dele,
pois as obras de sua manso, num bairro de luxo da cidade, esto inacabadas e ele est precisando ainda de
uns 100 mil Reais para o acabamento final.
        "Senhor, tu tens obrigao de dar tudo que a gente pedir porque Tu s Deus e Deus pode tudo!"
        Aqui ele esqueceu que Deus no tem obrigao de dar-nos coisa alguma. Ele j nos deu o maior
presente do universo, que  a salvao em Cristo. O resto a gente tem de fazer por onde conseguir. Quem leva
uma vida reta diante de Deus e da comunidade, claro que prospera mais do que quem anda gastando dinheiro
com futilidades. Quem no bebe, no fuma e nem freqenta discotecas e outros antros de perdio, no gasta
o dinheiro da comida com os vcios e, por isso, prospera, mesmo que seja em cmera lenta.
       Aps a "dana macabra" dentro do tnel, os crdulos presentes foram comandados a escrever setenta
vezes o prprio nome numa folha de papel. Depois os obreiros passaram pelos bancos, "ungindo" a testa de
cada membro da "igreja" com leo de soja barato. O pastor garante que esse leo  de oliva,  ungido e veio
diretamente de Jerusalm. A "festa" de baboseiras prosseguiu com o pastor gritando:
       "Quando vocs passarem em frente a uma casa bonita, olhem para ela e digam : Deus vai me dar uma
casa melhor do que essa!"
         Em seguida, para convencer os presentes, ele contou uma histria mais melosa dos que as histrias de
santos catlicos, tipo a de Sta. Tereza, que conversava com Deus, quando estava em xtase, etc. S que ele
no sabe, ou faz que no sabe, que crente nenhum pode entrar em xtase, pois isso  doutrina do ocultismo e
a Bblia probe totalmente qualquer envolvimento com o mesmo.
        Uma coisa  certa. Pode ser que os pobres membros daquela "igreja" no tenham conseguido melhorar
de vida... Mas o pastor da "igreja", sim. Apurou uma nota preta, naquela noite, e comprou logo uma cozinha
americana na loja de material mais prxima de sua casa. E ficou pensando: "Como Deus  bom! H cinco anos
eu no tinha onde cair morto. Hoje tenho um carro de luxo, um apartamento de dois quartos, uma boa grana
no banco e agora estou quase terminando uma casa maravilhosa, pois um pastor no pode viver na pobreza,
seno desabona o nome de Deus!"
         O prximo passo desse pastor vigarista vai ser uma viagem a Miami, pois pastor que nunca foi a Miami
no  muito respeitado pelos "confrades". De Miami poder trazer umas torneiras de inox douradas, iguais
quelas de outros pastores (estes abriram suas "igrejas" h mais de vinte anos), que vivem no maior luxo na
Flrida,  custa dos analfabetos bblicos, que acreditam mais em lorotas de pastor "evanglico" do que nas
verdades bblicas. Eles pensam ingenuamente: "Ora, se o pastor falou ento  porque Deus disse. A Bblia 
muito complicada. Melhor a gente no ler para no se confundir".
        Essa tem sido a maneira pela qual, durante dezesseis sculos, a Igreja de Roma engana o seu povo. Ela
ensina que somente a hierarquia romana pode interpretar a Palavra de Deus. Por isso os seus hierarcas deitam
e rolam sobre as verdades divinas, acrescentando, subtraindo, "interpretando" e fazendo tudo que for
proveitoso para explicar os seus dogmas fraudulentos. Os papas romanos so, de fato, infalveis na
disseminao da mentira religiosa. Por outro lado, os tais "evangelhos" da f e da prosperidade so um
vmito aos olhos de Deus e  provvel que, brevemente, Ele d um basta na explorao que esses
"legionrios" esto fazendo em o Seu Santo Nome!
(Inspirado em artigo da revista "Veja", edio 1.794, de 19/03/03



Captulo 9 - Igrejas "Malaquianas"

Ontem  noite resolvi visitar uma dessas igrejas "malaquianas", em vez de ir escutar os belos hinos clssicos e a pregao
do pastor da minha PIB, o qual, mesmo tendo me comparado a um dos diabinhos do livro "Cartas do Inferno" de C.S.
Lewis, continua sendo considerado por mim como o melhor pregador da cidade.
Dirigi-me a uma dessas igrejas "malaquianas", que costumam ceifar os bolsos e as bolsas dos crentes, cujos pastores se
engajam em movimentos celulares esprios, fazendo lavagem cerebral nas pobres ovelhas bem intencionadas, porm semi-
analfabetas em Bblia, as quais para ali se dirigem em busca de salvao, prosperidade e gozo emocional.
Quando l cheguei, estava orando uma pastora, a qual levou uns 10 minutos intercedendo pelos presentes, numa orao at
bem formulada. Em seguida um jovem dicono ocupou o plpito e falou 15 minutos sobre o movimento de clulas,
convidando os membros a se inscreverem no prximo congresso, ou coisa parecida, a fim de se habilitarem a um cargo no
Movimento G-12. Essa igreja  a mais engajada da cidade no tal movimento gerado, em 4a. dimenso, pelo evangelho
cristo-budista de Paul Young Cho, o qual foi plagiado pelo Caalhamas, um "vidente" colombiano espertssimo!
L pelas 8,30 hs. da noite, o pastor da igreja assumiu o plpito. Ele  um moreno chocolate, na casa dos 30 anos, o qual
chamaremos de H3AsO4, pois no conseguimos gravar o seu nome, o qual  mais ou menos parecido com essa frmula
qumica.
Ele saudou os presentes e mandou que todos abrissem as suas Bblias... Imaginem onde? Em Malaquias 3:1-12, com
nfase no verso 8, tendo lido e "explicado" a leitura dentro de sua convenincia, no que levou cerca de meia hora. Em
seguida, todo mundo comeou a cantar e danar uma cano bem moderninha, falando da obrigao de entregar os
dzimos e as ofertas, que H3As04 havia dito que deveriam ser MAIORES que o dzimo. Chamou seis membros da igreja
para darem testemunho de como, aps terem dado o seu ltimo centavo, logo conseguiram que suas dvidas bancrias
fossem zeradas, enquanto outros logo conseguiram um timo emprego, etc. Todos eles receberam uma chuva de palmas,
tornando-se estrelas naquele show religioso!
Depois H3AsO4 convocou todos os presentes a fazerem uma fila no corredor central, devendo estes depositar os seus
valores e em seguida sarem pelas laterais. Fiquei observando as centenas  muitas centenas  de pessoas que iam entregar
o seu dinheiro. A moa  minha direita, alm do envelope do dzimo semanal (fechado), separou 20 Reais, como oferta. A
jovem  esquerda, que me parecia ser uma diaconisa, separou uma fbula de dinheiro e foi tambm entregar. E quando viu
que eu no me mexia, ficou me observando com suspeita e mais tarde at me deu uma lio de moral. Essa morena gorda,
usando calas e bluso brancos bem justos, sapatos de salto altssimo e meias finssimas, parecia ser uma das mais
abastadas do harm religioso...
Depois da coleta gigantesca, uma pastora orou em favor dos "inocentes" doadores, pedindo a Deus que o dinheiro fosse
bem empregado, etc. Eu j estava cansada de tanto show malaquiano, quando, de repente, aps algumas canes (de
agradecimento pelas doaes feitas), que as centenas de pessoas gritavam a todo pulmo, danando freneticamente, como
num show de Chitozinho e Choror, o pastor comeou a ler a Bblia, novamente. Dessa vez, ele usou Gnesis 6:9, dizendo
que "No era homem justo e perfeito.. e andava com Deus". A partir da, mesmo com os erros de concordncia e de
linguagem (por exemplo: havia muitas pessoas...), o pastor "desabrochou" numa boa pregao, citando algumas passagens
do NT, como a 2 Ts 3:11, 1 Joo 5:20, 2 Joo 7 e outras, comprovando a divindade do Senhor e criticando as seitas falsas,
tipo TJ e Mormonismo. Houve uma hora em que ele garantiu que "todos os crentes que ali se encontravam iriam ficar 
direita do Rei, no Julgamento Final", deletando, sem piedade, o Arrebatamento e a 2 Corntios 5:10. (Imaginem se o Dr.
Peter Ruckman, telogo americano com seis graus de doutorado em Teologia, estivesse ali presente, hem? Ach, Du Mein
Gott!)
Tambm, o tempo inteiro, durante a pregao, H3AsO4 fazia algumas pausas, comandando a igreja inteira a repetir - vrias
vezes - certas frases construdas por ele, numa espcie de lavagem cerebral dos membros. No final da pregao, ele citou de
cor alguns versos bblicos do VT, coroando, assim, a sua mensagem malaquiana.
Para ser justa e franca, a pregao do homem no foi to ruim! Eu quase me "converti"  igreja dele! S que, aps ter
concludo a mesma, aps 40 minutos, ele mandou que os membros dessem um "grito de guerra", com toda a fora dos
pulmes, quando ele contasse at 3. O barulho foi to ensurdecedor, que a tenda da congregao quase desabou e meus
tmpanos no suportaram a avalanche de decibis. Logo comecei a sentir nuseas, tonturas, e no mais consegui me
levantar da cadeira, embriagada... de som!
Aproveitei uma pausa no barulho "guerreiro" e pedi que um jovem dicono entregasse a H3AsO4 a apostila de 40 ps., que
o Jlio Carrancho e eu preparamos sobre o Dzimo. Sa apressadamente, ainda meio tonta, e tive de tomar um comprimido
para dor de cabea, quando cheguei em casa. Mesmo assim, no consegui dormir antes das 5hs. da manh e vim escrever.
Uma coisa  certa. Ali as pessoas se alegraram muito, danaram  bea, se abraaram, se beijaram, todas elas tomadas de
incontrolvel emoo. O Esprito Santo era invocado aos gritos, de tal maneira que, mesmo que Ele fosse surdo, iria
escutar as invocaes daqueles crentes cheios de "poder".
Dezenas de pessoas foram  frente, aceitando Jesus como Salvador. Isso quer dizer que, mesmo pregando um evangelho
esprio, o pastor H3AsO4 no  dos piores, como eu sempre havia imaginado. Ele  carismtico, prega relativamente
bem,  amado e respeitado pelas suas ovelhas e tem conseguido arrecadar uma fbula em Reais, sob a sua tenda milagrosa!
S no sei se ele o conseguiu na Europa Oriental e na Argentina, lugares que ele se gabou de ter visitado, esclarecendo que
no sabe falar Ingls...
Obviamente,  bem melhor fazer parte de uma Igreja malaquiana, que prega Jesus como Deus e Salvador, do que ser um TJ
ou Mrmon, ou viver metido em discotecas e boates, fumando, ingerindo lcool e drogas, fazendo sexo ilcito e
espalhando AIDS pela cidade. Por isso, se no posso dar uma nota DEZ ao H3AsO4, pelo menos vou dar-lhe nota SETE,
pois ele no foi totalmente reprovado no teste de pesquisa religiosa, que fiz nesse domingo 20/07/2003.
Captulo 10 - Igrejas Malaquianas II

        Igrejas malaquianas so as que sempre usam Malaquias 3:1-10 para convencer os iletrados
membros a entregar o Dzimo do seu rendimento bruto. Os pastores sabem que Malaquias  um livro do
Velho Testamento, quando havia apenas um imposto a ser pago, numa nao teocrtica (Hoje temos mais de
50 impostos a pagar). A partir do Pentecostes, entramos na Dispensao da Graa, no Novo Testamento.
Portanto, toda a lei e os profetas, como Jesus falou, vigoraram at Joo Batista, e j no somos obrigados a
coisa alguma, alm de crer em Jesus como o nosso Grande Deus e Salvador, confiando no Seu Sacrifcio Vicrio
na cruz, para sermos salvos. O que disso passar  Catolicismo barato. Quando um pastor afirma que "se o
crente no der o Dzimo ele no ser abenoado", est chamando Deus de quitandeiro, o qual s entrega as
frutas e verduras se o pagamento for garantido.
         Conforme Efsios 1:3, "Deus j nos abenoou com TODAS as bnos espirituais... em Cristo". Quem quiser ser
abenoado na parte material, deve trabalhar arduamente e levar uma vida reta, sem vcios e sem "cheque especial"
estourado por causa da inadimplncia. Leia Romanos 13:8-a. Quando voc entrar numa igreja e o pastor citar Malaquias, d
o fora. V para casa ver o Fantstico, onde o Cid Moreira e o seu companheiro de apresentao no ficam pedindo dinheiro
algum e, portanto, so mais srios. Ou v para uma Igreja Batista. Se o pastor ali comear a pedir dinheiro, desista da
igreja!
          Quem desejar saber TUDO sobre o Dzimo, num estudo de 50 ps. de apostila, pode me telefonar (2643-3904).
Com apenas um captulo, embasada na Bblia, eu poderia provar que o Dzimo  ILEGAL, mas como o assunto  delicado,
resolvi preparar essas 50 ps. Ofcio A-4, a fim de no deixar dvida alguma. Dos 16 artigos, dez so meus e seis, do telogo
Jlio Carrancho (Joanesburgo), grande erudito na Bblia King James e em leis eclesisticas.
         A princpio eu estava apenas traduzindo os artigos para o site do Jlio. A me animei, comecei a escrever os meus
e o resultado tem sido uma BOMBA! Claro que TODOS os padres e pastores da cidade me detestam... Mas no tenho
medo de coisa alguma, pois no estou falando heresias contra a Palavra Santa, o que eles costumam fazer, quando exigem o
Dzimo. Dar oferta, sim. Como e quando pudermos, mas o Dzimo, NO! Que se dem quilos e mais quilos para ajudar os
irmos carentes. Que se dem ofertas e mais ofertas para ajudar os missionrios, mas o Dzimo, NO! Vamos acabar com
a vida fcil desses pastores espertos, os quais, em apenas cinco anos de carreira em suas igrejas malaquianas, faturam
milhes,  custa dos pais e mes de famlia, que trabalham para manter os seus lares. Deus no abenoa quem d o
Dzimo. Ele abenoa quem cr firmemente em Jesus Cristo. Quem l a Bblia, quem trabalha, quem anda na linha. Que
adianta entregar o Dzimo e ainda entregar "o que tem e o que no tem", e viver em pecado? A maioria dos pastores
(alguns vivendo em pecado) garante que se o crente der o Dzimo, vai ser abenoado de qualquer maneira. Esses homens
esto corrompendo vocs. Cuidado com eles. Creiam na Palavra Santa, que prega Jesus como nico Salvador e Senhor.
Andem na linha, sejam bons pais e mes de famlia, evitem dvidas impagveis e nunca, nunca se deixem engodar nessa
onda de experincia ocultista que tem entrado nas igrejas malaquianas. Porque Deus no  de confuso e nem vende coisa
alguma...
tem entrado nas igrejas malaquianas. Porque Deus no  de confuso e nem vende coisa alguma...


Captulo 11 - Ser dizimista, no senhor!
         Em nossa PIBT o pastor nunca fala em dinheiro. Ele  culto e inteligente demais para se expor, da mesma maneira
que os pastores malaquianos costumam fazer, mostrando o seu lado ambicioso, pensando em aumentar suas contas
bancrias, sem o menor interesse em ganhar almas para o Senhor Jesus Cristo.
         Pelo fato de jamais mencionar dinheiro no plpito, de pregar mensagens totalmente bblicas, de ser carismtico e
at charmoso, o nosso pastor tem agradado os membros e muito mais os visitantes, que chegam  nossa PIBT, amam a
igreja e acabam deixando as suas igrejas malaquianas para se filiar  nossa. Assim o rol de membros tem aumentado
bastante e logo teremos um novo templo para acomodar tanta gente que vai chegando e ficando... maravilhada com uma
igreja que nada tem de "propositada", de "emergente" e de "panentesta", uma igreja onde raramente so cantados
corinhos herticos (na Bblia e no vernculo), uma igreja na qual se pode realmente confiar, para ali se congregar, at o dia
em que o Senhor Jesus Cristo nos arrebatar, ou ento nos chamar para um encontro pessoal com Ele.
       Infelizmente, como nem tudo  perfeito, alguns lderes da igreja acharam por bem coletar mais dzimos e bolaram
um meio de fazer isso, escolhendo alguns membros (em geral novatos) para irem at o microfone, dizendo como so
abenoados porque tm sido fiis na entrega do dzimo, etc.
         Uma irm, que sempre fala articuladamente, esteve dando o seu testemunho de como Deus a tem abenoado por
ser dizimista. Criada num lar evanglico, essa irm se habituou a ouvir louvores a quem entrega o dzimo, foi educada
nessa mentalidade e agora  capaz de morrer, jurando que quem no entrega o dzimo no  abenoado. Ela chegou a ponto
de citar Malaquias 3:8-10. Ora, essa irm, que  to bajulada na Igreja, sendo muitas vezes convidada a orar, sentindo-se
uma VIP ali dentro, provou o seu total desconhecimento da Bblia, ao citar Malaquias, um livro do Velho Testamento, para
corroborar a sua reivindicao do dzimo.
         Digamos que essa irm, que j vai no terceiro ou quarto marido (ficou viva de dois ou trs maridos anteriores)
no fosse to abenoada assim, a ponto de ficar viva tantas vezes! Fiquei viva apenas uma vez e isso foi to doloroso que
nunca mais me casei, embora tivessem aparecido alguns candidatos (inclusive um pastor, tambm vivo).
        Vamos fazer um balano, para ver qual de ns duas  mais abenoada, se ela, que  to pontual no dzimo, ou eu,
que no o entrego:
1. - S tive um marido e fui muito feliz no casamento, durante 26 anos.
2. - Tenho duas filhas bonitas e inteligentes e cinco netos saudveis e lindssimos.
3. - Nunca fui pobre, sempre tive o essencial para viver e viajei por 15 pases ocidentais, muitas vezes me hospedando em
excelentes hotis cinco estrelas.
4. - Fui empresria durante 36 anos e nunca precisei pagar uma conta com atraso e nem fazer qualquer emprstimo
bancrio, o que ainda hoje me acontece, nesta fase da terceira idade.
5. - Tenho uma sade de ferro, sem nenhum dos achaques da idade... Ser que ela tem uma presso 12 X 8?
6. - Tenho 75 anos e nunca engordei - o que, obviamente, no  o caso dessa "dizimista abenoada".
7. - Traduzi mais de 6 mil pginas do Ingls, sou autora de 15 livros (dez j publicados) e de mais de mil artigos, todos eles
louvando e glorificando o Nome Santo do Senhor Jesus Cristo, o que vale mais do que ter entregado mil dzimos...
8. - Tenho um grupo na Internet, correspondo-me com dezenas de amigos e irmos na f (em Portugus e ingls) e sou
conhecida at no exterior, de onde recebo cartas de personalidades importantes, elogiando o trabalho que fao, desejando
vir ao Brasil para me conhecer pessoalmente. Exemplos: o Diretor do Centro de Pesquisas Bblicas de Jerusalm,
chegando ao Brasil, veio a Terespolis, simplesmente para almoar e passar um dia comigo. O Dr. Thomas Gilmer,
Presidente da Editora Trinitariana no Brasil, veio de So Paulo para me conhecer e almoar comigo.
9. - Sou amada e respeitada pelos vizinhos, no prdio onde tenho um apartamento comprado com muitos anos de trabalho
honesto. No freqento a casa de pessoa alguma, mas elas sempre me vm pedir conselhos e at o sndico me pede
aprovao sobre os projetos que pretende colocar em prtica no prdio.
10. Minha filha alem ontem me telefonou para dizer que me ama, que eu sou o seu modelo de vida, que sente a maior
alegria em me ter como me. Eu havia acabado de receber um presente e um carto com os seguintes dizeres: "Querida
mame: os dizeres deste carto [um pensamento de Pascal] me fizeram lembrar da nossa ltima conversa por telefone.
Como  bom saber que a Sra.  to feliz!
          Tambm me vem  cabea um trecho do livro de Kenn Follet, "Pilares da Terra", que diz: `Ter f em Deus no
significa ficar sentado sem fazer nada. Significa ver que se ter sucesso, quando se fizer o melhor possvel, sincera e
inteligentemente.'
         Pois  isso que a Senhora , Me! Uma expert na lngua, na Bblia e na VIDA! Feliz Dia das Mes! - Margarete.
         Ora, com tantas bnos materiais, familiares e espirituais me cobrindo a vida, do amanhecer ao por do sol, se eu
precisasse de mais alguma bno, iria correndo at o gazofilcio da igreja e ali colocaria, no somente 10% do meu
salrio, mas at muito mais. Contudo, j tenho Filipenses 4:7, 19 e Efsios 3:19-20 me abarrotando a existncia! Ento,
Louvado seja Deus, que eu no seja dizimista! Realmente, gosto de contribuir com misses e com a construo do novo
templo. Mas... ser dizimista, no senhor! Se no houvesse dizimistas to fanticos na igreja eu at contribuiria, digamos,
com 5% do que recebo do INSS, para ajudar nas despesas da mesma e pagar o salrio do pastor. Mas dar 10% do bruto de
minha penso, depois de ter trabalhado durante 45 anos ... E ver gente deixando de se alimentar corretamente para entregar
10% de sua renda bruta, levando tantos pastores (principalmente os das igrejas malaquianas) a engordar as suas contas
bancrias no exterior... Essa no!
              Se os "abenoados dizimistas" da nossa PIBT acham que estou errada e querem falar biblicamente sobre o
assunto, podem me procurar. Tenho um livro prontinho para entregar-lhes, mesmo sabendo que os lderes da Igreja vo me
detonar por causa disso!!! Nesse caso, como no coloco a menor f no dzimo, eu citaria Romanos 14:23 e 12: " tudo o que
no  de f  pecado" e "cada um de ns dar conta de si mesmo a Deus".



Abril 2005.
Captulo 12 - Que culpa tenho eu?

      Para alguns irmos (principalmente mulheres) que me enviam mensagens contundentes, achando que vo me deixar
deprimida, ou com um enorme complexo de culpa, respondo simplesmente.
         Que culpa tenho eu ... que Deus tenha sido maravilhoso demais para mim, desde o dia do meu nascimento, at o
dia de hoje? Ele me tem cumulado de bnos (mesmo eu no sendo dizimista) e essas bnos so tantas que resolvi fazer
um ligeiro resumo de algumas delas...
         Nasci num lar catlico, onde havia muita generosidade com os empregados, meus pais me amavam muito e me
deram tudo de que eu precisava para ser uma criana feliz. Fui educada na f em Cristo, honrando-O como Deus e
Salvador, embora com a falsa noo de que Maria tinha quase tanto poder como Ele e que eu era to abenoada, por ter
nascido no dia da Imaculada Conceio.
         Na escola nunca tirei o segundo lugar, sempre era a melhor aluna da classe e quando terminei o curso ginasial
falava Ingls fluentemente, tendo aprendido essa lngua sozinha, porque sempre me dediquei ao estudo da mesma, alm do
Portugus e do Latim, que eu tambm apreciava muito. Por isso hoje consigo escrever as duas primeiras lnguas sem
problema algum de redao e ainda entendo um pouco da terceira. Do Alemo aprenderia o bsico, no futuro...
        Meu pai me adorava. Quando completei 15 anos, ele me deu de presente um colar com 15 gramas de ouro 18 K,
com uma medalha de Nossa Senhora. Quando completei 18 anos, ele, que sempre desejou me ver formada em Medicina,
deu-me de presente uma caneta de ouro 18 K com duas esmeraldas formando os olhos da cobra que adornava a pea. Nos
anos seguintes, eu escreveria sempre com essa caneta de ouro!!! At que um dia perdi a pea... Mas no chorei, pois nunca
me apeguei a coisas materiais.
          Meu pai sempre me cumulava de mimos. De brincos e pulseiras, de roupas lindas, dizendo que eu era uma
princesa, que era linda e que um dia ainda seria uma grande mdica. Nisso ele errou, pois me tornei uma secretria
bilnge, depois empresria em cosmticos e, finalmente, uma escritora evanglica, pelo que agradeo imensamente a
Deus, pois no gosto de ver sangue...
         Por no ter seguido a carreira que meu pai escolhera, ele rompeu comigo e me cortou a mesada (que era a maior
do colgio), mas logo arranjei um bom emprego e at o dia do casamento nunca me faltou coisa alguma. Dou graas a Deus
por esse rompimento com meu pai, visto como aprendi a me "virar" sozinha" e, assim, cresci na vida. Romanos 8:28!!!
         Casei-me com um alemo de Berlim e no poderia ter escolhido um marido mais honesto, mais trabalhador,
amoroso e apaixonado do que este. Ele continuou me cumulando de jias, roupas finas e livros, viajamos por 13 pases
(depois viajei por mais dois), ele sempre me dando amor, apoio e dizendo que eu era maravilhosa! Trabalhamos muito e
fizemos uma pequena fortuna (nunca recebi nada de meus pais, porque minha me ficou com tudo e como esta morreu
recentemente e meus 4 irmos esto se desentendendo por causa da herana, preferi ficar neutra, pois brigar por dinheiro
no  exatamente o meu forte).
         Converti-me aos 48 anos de idade, lendo em duas lnguas a Bblia King James/Trinitariana, e, quando me filiei a
uma igreja presbiteriana, j havia lido o Novo Testamento 50 vezes, portanto no deixei que pastor ou presbtero algum me
fizesse a cabea, impondo-me leis humanas (como o Dizimo, por exemplo). Hoje leio a Bblia em trs idiomas e fiz um
bom curso teolgico, portanto os pastores sempre pensam bastante, antes de virem me expor doutrinas humanas, tentando
me convencer de coisas que so do interesse deles e no do Reino...
         No posso reclamar da vida. Tenho o suficiente para viver, sou amparada por um bom plano de sade, tenho boa
sade, o mesmo peso dos vinte anos, congrego numa igreja excelente e minha cabea ainda est funcionando muito bem.
Ultimamente, quando traduzi dois livros de Teologia Bblica (O Senhor do Cu e A Glria do Seu Nome), num total de 120
pginas, consultei o dicionrio apenas 12 vezes, o que deu uma consulta para cada dez pginas. Esses livros escritos por Sir
Robert Anderson so maravilhosos e me fizeram crescer na f, pois versam sobre a Divindade e o Nome de Jesus Cristo,
nosso grande Deus e Salvador.
         Gastei seis semanas nas duas tradues e como no aceitei pagamento algum (enquanto um irmo que traduziu um
outro livro de 120 ps., do mesmo autor, pediu R$1.800  pessoa interessada na traduo), ganhei de presente um monitor
de cristal lquido, que h tanto tempo eu desejava possuir.
          Que culpa tenho eu se Deus  to maravilhoso assim comigo, provando a veracidade de Efsios 3:19-21? "E
conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, quele que
 poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente alm daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em ns
opera, a esse glria na igreja, por Jesus Cristo, em todas as geraes, para todo o sempre. Amm".

         Aos invejosos aconselho que faam a seguinte orao: "Senhor, tu tens sido bom demais com a Mary, que  to
m, to orgulhosa, to vaidosa, to deficiente no amor ao prximo... Castiga a Mary e me d tudo que tens dado a ela".
           Se Ele escutar esta orao, tudo bem. Ele  SOBERANO e JUSTO. Tem todo o direito de fazer o que bem
desejar... com o fariseu invejoso que fizer esta orao.


Abril, 2005



Captulo 13 - O Diabo era eu!

          No Seminrio onde estudei Teologia, nos anos 1980, tive um professor que j est na glria e se chamava
Valdomiro. Ele nos dava aulas de Novo Testamento e era bom demais no assunto. Com ele aprendi muitas coisas
importantes e uma delas jamais irei esquecer em minha vida crist: "Irmos, nunca usem o Velho Testamento, a no ser
para ilustrao, pois estamos na Dispensao da Graa e temos o Novo Testamento para nos orientar em tudo.
Especializem-se em Paulo e usem as doutrinas do VT apenas para comparao com o NT, e os profetas antigos, apenas
para conhecer as profecias e aguardar o seu cumprimento, vivendo uma vida reta diante de Deus e dos homens". Procurei
seguir o conselho do meu professor e s tenho que me alegrar. Adoro os salmos... como poesia lrica e edificante!
         Aps doze anos, seguindo literalmente essa regra, conheci outro pastor - Paul Pimentel - que estudou no mesmo
seminrio e  um mestre em Apologtica. Com ele trabalhei 3 anos no CPR (Centro de Pesquisas Religiosas) e aprendi
tanto ou mais do que aprendi de Bblia no seminrio. Lendo um livro por dia, traduzindo vrios livros teolgicos e
apologticos do Ingls e respondendo cartas dos associados do CPR, aprendi muita coisa importante e uma delas  que o
Novo Testamento deve ser a nossa MAIOR regra de f e prtica na vida crist.
         Infelizmente, a maioria dos pastores hoje em dia se apega fervorosamente ao Velho Testamento, por dois motivos:
Primeiro, porque esses pastores medocres podem usar e abusar das histrias antigas, fantasiando os seus enredos, a seu bel
prazer. Segundo, porque podem impor muitas leis do VT aos pobres membros de suas igrejas, para os escravizar, como por
exemplo, usando Malaquias para extorquir o dzimo dos que no conhecem bem a Palavra de Deus.
         Vamos dar um exemplo: Em certa igreja neopentecostal, que adora ceifar os bolsos dos seus membros, foram lidas
h alguns domingos, num culto vespertino, as seguintes passagens bblicas de Jeremias 35:1,2,8,10,16: "A PALAVRA que
do SENHOR veio a Jeremias, nos dias de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Jud, dizendo: Vai  casa dos recabitas,
e fala com eles, e leva-os  casa do SENHOR, a uma das cmaras e d-lhes vinho a beber. Obedecemos, pois,  voz
de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou; de maneira que no bebemos vinho em todos
os nossos dias, nem ns, nem nossas mulheres, nem nossos filhos, nem nossas filhas; mas habitamos em tendas, e
assim obedecemos e fazemos conforme tudo quanto nos ordenou Jonadabe, nosso pai. Visto que os filhos de
Jonadabe, filho de Recabe, guardaram o mandamento de seu pai que ele lhes ordenou, mas este povo no me
obedeceu..."
       Ao contrrio do pastor da PIBT, que usaria depois essas mesmas passagens apenas para aconselhar que os
membros vivam conforme os ditames da Palavra Santa, esse pastor "ceifeiro" pregou mais ou menos o seguinte:
         "Meus irmos: Recabitas eram homens de Israel que no bebiam vinho... nem cerveja, nem conhaque,  claro!
Todo o dinheiro que eles ganhavam consertando objetos de metal era para entregar no templo, para sustentar a obra do
Senhor. No vou condenar quem d um cheque sem cobertura, pois ningum consegue mais ganhar o suficiente para
pagar tantos impostos e comprar tudo que  preciso nos supermercados, que s sabem explorar o bolso da gente. No vou
condenar quem atrasa o pagamento do aluguel, da luz e do telefone, pois as companhias multinacionais exploram tanto
que o dinheiro acaba depressa e no d para a gente cumprir todos os compromissos do ms. No vou condenar quem
vive com uma mulher sem casar... Pois nem sempre  possvel se casar, por vrios motivos... O que eu condeno , sim, 
crente que bebe vinho, mas se atrasa na entrega do dzimo e das ofertas, porque roubar o governo, tudo bem, mas `roubar
a Deus'  um caso muito mais srio e isso causa maldio de vida!"
         Depois de ter lido Malaquias 3:6-8, tendo olhado para a terceira fila e me visto de cara amarrada, o pastor falou
com voz trovejante: "Meus irmos, o diabo odeia esses versculos de Malaquias e ele est aqui presente, podem crer..."
(Pelo visto, o diabo era eu!)
         E foi por a a fora o tal pastor malaquiano, pregando (os pobres analfabetos bblicos na cruz de sua ambio), at
ficar rouco e ver a uma fila enorme de ovelhas se dirigindo ao gazofilcio, enquanto "o diabo" permanecia quietinho em
sua cadeira de plstico barato...
         Amados: Tenham cuidado com os pastores que usam e abusam do Velho Testamento. Eles no so srios.
Quando no so embromadores de primeira, fantasiando as histrias do Velho Testamento para preencher o tempo e
engabelar os crentes, so uns irresponsveis e abusivos extorquidores dos membros de suas igrejas.
          Leiam e meditem o Novo Testamento. Procurem igrejas que preguem o NT. Vivemos na Dispensao da Graa.
No temos obrigao alguma, a no ser crer realmente na validade do sacrifcio vicrio do nosso Divino Salvador,
procurando seguir os ensinamentos do Apstolo Paulo. Os recabitas no bebiam vinho? Tudo bem, eles viviam na era do
VT! Eu bebo uma taa de vinho suave, sempre que recebo uma visita e ela aprecia vinho. Jesus tomava vinho com os
fariseus... Serei melhor do que Ele? Paulo nos diz em Efsios 5:18: "E no vos embriagueis com vinho, em que h
contenda, mas enchei-vos do Esprito". Ele no probe que se beba vinho, probe apenas que o crente se embriague.
Quem toma uma taa, em ocasies especiais, at pode estar cumprindo Efsios 5:17 : "Por isso no sejais insensatos, mas
entendei qual seja a vontade do Senhor".
        E qual  vontade do Senhor?
           Que eu seja uma crist autntica, pois a maioria dos crentes  hipcrita demais, sempre se
comportando de um modo na igreja e de outro, no mundo. A maioria dos crentes quer parecer melhor do que
realmente ... Crente que atrasa os seus pagamentos, que d cheque sem fundo, que vive na imoralidade, que
se esconde atrs de uma capa de santidade, esse merece a condenao de Paulo. Leiam Romanos 13:7-8: "Dai
a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor;
a quem honra, honra. A ningum devais coisa alguma, a no ser o amor com que vos ameis uns
aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei".
         Leiam ainda: "GERALMENTE se ouve que h entre vs fornicao, e fornicao tal, que nem ainda entre os
gentios se nomeia... Mas agora vos escrevi que no vos associeis com aquele que, dizendo-se irmo, for devasso, ou
avarento, ou idlatra, ou maldizente, ou beberro..." (1 Corntios 5:1, 11). Paulo fala de "beberro". Os pastores
malaquianos probem que se tome uma taa de vinho em diais de festa, mas fecham os olhos aos membros que atrasam
suas contas, que viverem maritalmente, contanto que estes entreguem pontualmente o dzimo e as ofertas. Por que ser?
          Resposta: Porque esto mais interessados em suas contas bancrias do que na edificao dos membros de suas
"igrejas".
Junho 2005



Captulo 14 - Vamos comprar a boa vontade divina!
         Os pastores das igrejas malaquianas (neopentecostais) fazem tudo que lhes vem  cabea, a fim de agradar aos
freqentadores, mesmo que isso v de encontro (em vez de ao encontro)  Palavra de Deus. O jornal americano "The
Christian Science Monitor" publica sobre este assunto um artigo de Kris Axtman:
"Depois de propalar o jargo "Cristo  melhor do que a vida" certo pastor dirige-se aos 16.000 freqentadores da igreja e
proclama: "Hoje vamos ter muito rock. Neste local j se ouviu muito rock, antigamente, portanto agora vamos cantar rock
para Jesus"... Os rgos h muito foram substitudos por guitarras eltricas e os hinos pelas msicas mundanas. Assim so
tocados e cantados os ltimos sucessos do rock, aplaudidos em jogos e eventos seculares mais recentes.
         A maior entre as mega-igrejas dos USA  a Igreja de Lakewood, com 25.000 membros. Essa "moda" de mega-
igreja foi criada por Paul Young Cho, na Coria do Sul, e adotada no Ocidente. O que importa no  a qualidade dos
freqentadores, mas a quantidade dos mesmos. J no se d ateno aos dogmas tradicionais, os quais foram substitudos
por smbolos e sermes de pensamento positivo, que levantam a auto-estima dos membros. Eles aprendem que "atravs de
Deus so sempre vencedores e jamais vtimas". As mensagens so de encorajamento, fceis de serem digeridas, pois
ningum  chamado de "pecador". A palavra "arrependimento"  muito forte! O "Jesus" dos pastores modernos  apenas
um sinnimo de pensamento positivo, de poder e de vitria. Ningum  aconselhado a tomar a sua cruz e seguir ao Senhor,
pois isso est fora de moda... No se fala mais de "condenao eterna", nem de "lago de fogo e enxofre", pois isso  coisa
da religio obsoleta. A mensagem deve ser de encorajamento porque  assim que o "evangelho" moderno funciona, tanto
que essas igrejas esto sempre lotadas. A pregao  cheia de motivao do ego, como: "Mantenha sempre uma atitude
positiva! Deixe todo pensamento negativo de lado. Seja determinado! Deus tem obrigao de dar tudo que voc pedir". O
Esprito Santo h muito se transformou num "office boy" desses pastores malaquianos.
        Esse tipo de sermo  incrementado com um "coral" bem moderno de at 300 vozes. O barulho  ensurdecedor,
todos imaginando que Deus  surdo e, portanto, os crentes precisam gritar para serem ouvidos. Claro que essa gente no
conhece Habacuque 2:20: "Mas o SENHOR est no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra".
        As moas, vestidas quase exclusivamente de mini-saias, exibindo decotes escandalosos, se gabam: " bom
demais. No perdemos um culto sequer, pois nos sentimos realizadas, l dentro, e ainda compramos os vdeos e levamos
para casa. A mensagem  sempre positiva demais e a msica  grande!".
         Esse tipo de instituio se expande assustadoramente. A "operao do erro" est em franco andamento, a fim de
que o Anticristo encontre a igreja estabelecida pronta para receber os sinais e maravilhas que enganaro a maioria dos
cristos da atualidade. Todos esperam ser arrebatados - esperando, contudo, que isso acontea daqui a uns 30 anos, no
agora, pois a vida  to boa!
         Nos anos 1970, havia apenas 10 mega-igrejas nos USA, mas hoje elas passam de 740. Aqui no Brasil elas tambm
se multiplicam, principalmente nas chamadas "tendas", que abrigam milhares de iludidos analfabetos bblicos, os quais
entregam aos falsos pastores o que tm e o que no tm, tentando comprar a boa vontade de Deus, a fim de ganhar bnos
e mais bnos. No se fala em santidade de vida, pois a suposio  que os dzimos e ofertas cobrem todo tipo de pecado
e, assim, todos se sentem felizes e realizados, contanto que dem bastante dinheiro aos falsos pastores (Os dzimos e ofertas
exigidos por esses falsos pastores equivalem s indulgncias da Igreja de Roma). Entre os analfabetos bblicos, que
escutam o tempo inteiro textos fora do contexto, encontram-se pessoas da classe mdia, pobres e at os miserveis, que
deixam de pagar a passagem de volta para casa, a fim de darem o dinheiro da passagem de nibus ao "Senhor", pois assim
Ele vai lhes conceder um bom emprego, uma boa casa, um carro e tudo com que essa gente sonha. Sim, porque com a falta
de empregos no pas, s mesmo um milagre para se conseguir trabalhar e ganhar dinheiro... E como o "pastor" promete
conseguir tudo que desejamos, vamos encher os seus bolsos e suas contas bancrias, esperando que em breve todos os
nossos problema sejam resolvidos!


Mary Schultze  Julho 2005 (Informaes colhidas no "TBC This Week", 12/01/04)



Captulo 15 - Quem precisa ser dizimista?

       Imaginem Jesus gritando, diante do tmulo, em Joo 11:43: "Lzaro, j que voc foi um judeu
exemplar, que sempre entregou fielmente o dzimo, eu ordeno: levante-se dessa laje sepulcral e venha para
fora!"
        Minha faxineira (bimensal) afirma ser crente, mas abandonou a igreja porque o pastor vivia
censurando-a por no entregar 10% do que recebe em suas faxinas domsticas. Cansou de ouvir reclamaes
e deu o fora da igreja...
        O dzimo  doutrina do Velho Testamento, nunca fez parte do contexto da igreja primitiva e foi
inventado pelas igrejas independentes das denominaes tradicionais, com o objetivo de crescer mais
depressa. Infelizmente, como diz Paulo na 1 Timteo 6:10, "o amor ao dinheiro  a raiz de toda a espcie
de males; e nessa cobia alguns se desviaram da f, e se traspassaram a si mesmos com muitas
dores". Por isso, enquanto muitos pastores engordam suas contas bancrias, recebendo altos salrios para
pregar oito sermes mensais, os crentes vo ficando cada vez mais pobres de dinheiro e doutrina, pois a
preocupao de recolher o dzimo tem sido maior do que a de entregar mensagens realmente bblicas.
        Enquanto muitas igrejas neopentecostais recolhem milhares de Reais, em suas caixas coletoras do
"semanalo" ou "mensalo", muitos pais e mes de famlia deixam de comprar mantimentos indispensveis ou
de pagar as contas do ms, com medo de serem amaldioados, caso no entreguem pontualmente o dzimo.
No se encontra em parte alguma do Novo Testamento qualquer mandamento de entrega do dzimo, mas em
Romanos 13 lemos sobre a obrigao de pagar todos os impostos devidos ao governo e ainda no verso 8,
lemos "A ningum devais coisa alguma". Os pastores malaquianos vivem citando Malaquias e outros
profetas do VT, iludindo os crentes com mensagens espiritualizadas, em vez de usarem as Epstolas de Paulo,
que so o nosso verdadeiro evangelho. Jesus declarou que "toda a lei e os profetas duraram at Joo" e
que Ele fora enviado "s ovelhas perdidas da casa de Israel". Depois separou o apstolo Paulo para pregar
aos gentios e quando lhe apareceu no confinamento de trs anos no deserto, entregou-lhe tudo que seria
importante para ns, os gentios. Infelizmente, a maioria dos pastores malaquianos despreza o evangelho
paulino, simplesmente porque este no rende lucro algum.
         Converti-me em 01/05/1978. Entreguei o dzimo durante muitos anos, at que minha me adoeceu e
precisei pagar um plano UNIMED para ela, que j estava chegando aos 90 anos. Ela morreu com quase 97 anos
(25/03/05), bem assistida por uma enfermeira e um bom plano de sade. Cumpri, assim, o mandamento de
honrar pai e me. E agora, deveria voltar a entregar o dzimo? Claro que no! Durante meses andei estudando
o assunto e acabei escrevendo o livro "O Dzimo do Dzimo", com o resultado de minhas pesquisas. Esse livro
(em forma de apostila) tem evitado que muitos irmos abandonem suas igrejas, pois quando se queixam da
cobrana do dzimo, eu mando "O Dzimo do Dzimo" para eles, que depois me agradecem, dizendo que agora
esto mais firmes na leitura da Palavra e na freqncia  igreja, entregando somente o que podem e quando
podem...
       Quando me aposentei (1995) recebia dez salrios mnimos, mas o governo foi me subtraindo aos
poucos e hoje recebo menos de sete. Mesmo assim, continuo empregando um salrio mnimo no ministrio de
escrever livros e artigos, a fim de edificar os irmos na f. Aproveito meus conhecimentos de Ingls, traduzo
bons autores e envio essas tradues aos irmos, ou preparo apostilas com o material. Fao este trabalho por
amor ao Senhor e no ao pastor... Os pastores trabalham menos do que eu e ganham um bom salrio... Ora,
por que seria eu to tola a ponto de lhes dar 10% do que recebo, depois de 45 anos de trabalho rduo? Meu
gasto com tinta, papel ofcio, cpias xrox, manuteno do computador e Internet s vezes ultrapassa o
oramento, mas nunca me faltou dinheiro para efetuar os pagamentos mensais (sempre trs dias antes do
vencimento), alimentar-me convenientemente e ainda comprar coisas bonitas, para melhorar o visual.
         Sou feliz e muito abenoada, mesmo no sendo dizimista. Nunca fiquei gravemente enferma, nem
precisei ser internada num hospital, por qualquer doena ou para fazer uma cirurgia. Tenho 76 anos, sem
nenhum dos achaques da terceira idade. No tenho problema cardaco, renal ou respiratrio, nem tenho
diabetes, osteoporose e presso alta. Minha presso  12 X 8, meu peso  o mesmo dos vinte anos e ainda
consigo traduzir 10 pginas de Ingls sem consultar o dicionrio. Portanto, ainda no estou com o mal de
Alzeimer... Fao todo o servio domstico. Fico mais de oito horas dirias teclando no computador e no tenho
tendinite, enquanto minha filha de 29 anos j est de brao enfaixado! Mas a maior bno  o trabalho que
realizo em prol do evangelho, apenas por amor ao meu SENHOR.
        Vou continuar longe da caixa coletora do "semanalo" ou "mensalo", pois temo que, se comear a
entregar o dzimo, segundo a pregao dos pastores malaquianos, as bnos divinas sero tantas que irei
explodir, transformando-me em "mulher-bomba", quando muitos pastores malaquianos j me chamam de
"peste!" Noventa e nove entre cem pastores aqui em Ter me detestam por causa dos artigos contundentes
que publico no jornal (O Dirio) da cidade. Louvado seja Deus!
         Mas, pensando bem... se de repente me acontecesse um terrvel acidente e eu morresse? Ora, depois de 76 anos,
quatro meses e trs dias de bnos incontveis, morrer - na cama ou no asfalto - seria mais uma bno, pois "combati o
bom combate, acabei a carreira, guardei a f. Desde agora, a coroa da justia me est guardada, a qual o Senhor,
justo juiz, me dar naquele dia; e no somente a mim, mas tambm a todos os que amarem a sua vinda". (2 Timteo
4:7-8).


Mary Schultze, 11/04/06



Captulo 16 - A Verdade sobre o Dzimo I

         Pretendemos, pela graa de Deus, escrever dois longos artigos mostrando a realidade do dzimo no
Velho e no Novo Testamentos. No primeiro, usaremos parte do material conseguido no artigo - "The Truth
About Tithing" - (Sees 1 e 16) - de Richard Wayne Garganta - e parte do material do trabalho de Russel E.
Kelly - "Should The Church Teach Tithing?". No segundo voltaremos a usar mais material do artigo de Richard
Wayne Garganta - Sees 2 a 15 e 17 e do livro de Russel Kelly. Nossa nica inteno ao preparar este
trabalho  esclarecer e edificar os milhes de crentes brasileiros que esto sendo explorados por pastores
inescrupulosos, com respeito ao ato de dizimar. Agradeo a Deus porque o pastor da nossa PIBT no faz parte
desse grupo de mercenrios.


Primeira Parte - A Verdade Sobre o Dzimo - F.A.C.T. versus F.I.C.T.I.O.N. - O DZIMO BASEADO NO
PACTO DA F ABRAMICA versus CONDENAO  INDUO PELO MEDO, A QUAL  OPRESSORA E
NEGATIVA (Richard W. Garganta).


        Uma nota pessoal do autor:


        Escrevi este artigo porque, durante anos, tenho visto as doutrinas ao redor do assunto do dinheiro,
numa induo consideravelmente perversa. Pouco antes de escrev-lo, ouvi um ministro dizer: "O segredo do
verdadeiro poder sobre o diabo  o dzimo" e "O segredo de uma contnua relao com Deus  o dzimo".
         O que achei por demais preocupante  que numa igreja com cerca de 200 pessoas, ningum hesitava,
nem parecia reconhecer, que o legtimo Evangelho de Cristo estava sendo comprometido. Peguem suas
Bblias, abandonem suas opinies e vejamos o que ela realmente diz sobre este assunto.
1 - O dzimo antes da lei no era rotineiro, mas voluntrio.


        Os dois exemplos do dzimo antes da lei (em Gnesis) foram eventos nicos e voluntrios, envolvendo
mais do que dinheiro. O exemplo de Abrao foi o do dzimo entregue uma vez apenas, dos despojos de uma
guerra (Hebreus 7:2; Gnesis 14:20). Visto como Abrao havia feito um voto de no tomar pessoalmente
qualquer despojo dessa guerra, (Gnesis 14:22-24), aparentemente ele dizimou o que pertencia aos outros...
ou o que poderia depois lhe pertencer. Nada existe na Escritura dizendo que Abrao tenha dado o dzimo de
sua renda ou riqueza, em tempo algum.
       Abrao recebeu uma bno e em seguida deu o dzimo, aparentemente fora de um hbito social,
sem qualquer mandamento divino para faz-lo. (Gnesis 14 e Hebreu 7:1).
         O exemplo nico de Jac [de dizimar] foi prometido SE Deus fizesse algo por ele, e a Escritura no
esclarece se Jac de fato o cumpriu (Gnesis 28:22). De qualquer maneira, estes dois exemplos esclarecem
que o dzimo antes da lei no era obrigatrio, mas voluntrio. Visto como a Escritura s registra incidentes
dessa uma nica vez em que o dzimo foi dado (antes da lei), fica claro que essa no era uma prtica
rotineira... Tambm, tendo em vista que Jac prometeu dizimar o que ele j possua e lucrava (quer dizer,
possua totalmente, no em crdito ou mercadoria baseados em hipteses), entende-se que ele pretendia
dizimar sobre os lucros. Isso  importante e sobre os lucros discutiremos mais tarde.
         Os que procuram tornar o dzimo estritamente baseado em dinheiro, obrigatrio e rotineiro, afirmando
ter ele existido "antes da lei", no esto ensinando como ele realmente foi dado, "antes da lei". Notem ainda as
seguintes escrituras mostrando a natureza voluntria de como se ofertava antes da lei (xodo 35:5, 21, 22, 24,
29).
        Alguns mestres da obrigao de dizimar usam as Escrituras exigindo que se TRAGA, em vez de DAR o
dzimo, a fim de provar que este  obrigatrio. Como veremos mais tarde, o dzimo na lei era obrigatrio,
enquanto as passagens que mencionam o dzimo ANTES DA LEI dizem que este era DADO.


Algumas consideraes sobre Melquisedeque


        Muito tem sido criado sobre o misterioso Rei de Salm (Jerusalm), em Gnesis 14, pelos mestres do
dzimo obrigatrio. A realidade [porm]  que, no tempo de Abrao, dizimar era uma prtica pag e um hbito
voluntrio especial de aceitar uma regra criada. Usar o argumento de que o dzimo  hoje obrigatrio porque
Abrao o deu a Melquisedeque  ridculo, pelas seguintes razes:
- Primeira, Abrao dizimou voluntariamente os despojos de guerra, no a sua riqueza pessoal.
- Segunda, no havia qualquer ordem dada por Deus no sentido dele dizimar.
- Terceira, Abrao j havia sido abenoado pela vitria que Deus lhe dera (Hebreus 7:2; Gnesis 14:20,22,24).
Nada existe na Escritura que diga ter sido a bno sobre Abrao o resultado do seu dzimo.
- Quarta, o dzimo de Abrao foi um exemplo nico.
         A questo do sacerdcio de Melquisedeque  puramente judaica. No  assunto gentlico, visto como
os gentios nada tinham a ver com o sacerdcio levtico. Foram os judeus que tiveram problema em aceitar
Cristo como o Sumo Sacerdote, porque Ele era da Tribo de Jud e no da Tribo de Levi, da qual os judeus
haviam sido doutrinados que os sacerdotes deveriam sair. Essa  a razo do autor de Hebreus ter discutido
amplamente o assunto em sua Epstola. Os judeus, obviamente, no podiam entender o sacerdcio de Cristo e
o autor de Hebreus tentou explic-lo. [....] Lembrem-se que os levitas pagavam o dzimo do dzimo aos
sacerdotes. O autor de Hebreus tentou explicar aos judeus que a Tribo de Levi ainda no havia nascido, estava
no seio de Abrao e que eles, de fato, pagaram o dzimo ao sacerdcio eterno de Melquisedeque, ao qual
pertencia Cristo, para assim reconhecer, mesmo indiretamente, o sacerdcio de Melquisedeque. O autor
estava tentando mostrar aos judeus que o sacerdcio levtico era ineficiente e temporrio, enquanto o de
Melquisedeque era eterno e melhor. Os levitas ainda no nascidos, ao pagar o dzimo atravs de Abrao, no
justificam uma doutrina obrigatria do dzimo, pelas quatro razes supracitadas.
          difcil os gentios entenderem estes assuntos, por serem eles basicamente irrelevantes  sua
aceitao de Cristo. Os gentios no precisam tornar-se judeus para se tornarem cristos e Paulo deixou claro
ser errado colocar sobre eles o fardo das questes e obrigaes judaicas.
         Posso garantir que a legtima significao do aparecimento de Melquisedeque em Gnesis 14 
porque Abrao havia arriscado a vida para resgatar o seu sobrinho [L]. Este  o primeiro relato bblico de
algum tentando salvar um homem, com total altrusmo. Lembrem-se que Abrao no poderia reter os
despojos de guerra e recusou-se a faz-lo. Sua nica motivao [para essa guerra] foi salvar o sobrinho. Aps
o registro desse primeiro ato de altrusmo, repentinamente o Rei de Salm aparece com po e vinho
[comunho]. Abrao passara no teste por ter querido sacrificar-se pelo prximo. Mais tarde, ele estaria
concordando em sacrificar o prprio filho [Isaque] e temos aqui novamente um tipo de Cristo em forma de
sacrifcio e promessa.
         Isso no faz muito mais sentido bblico do que tentar torcer a Escritura, a fim de fazer parecer que
Melquisedeque quis ensinar a obrigatoriedade do dzimo, especialmente em vista dos demais assuntos
discutidos neste documento?


Palavras de Russel E. Kelly, autor do livro "Should the Church Teach Tithing?" (Deveria a Igreja Ensinar o
Dzimo?) a Richard W. Garganta, comentando o seu artigo "The Truth About Tithing" (A Verdade Sobre o
Dzimo):


        Aprecio este artigo escrito sobre o dzimo. Concordo 95%, o que  timo para mim. Minha tese de 364
pginas de doutorado PH.D engloba a maior parte dos seus pontos em detalhe. (Checar os pontos em revista
no amazon.com). S discordo da afirmao de que o dzimo de Abrao foi baseado na f e foi voluntrio. A
Bblia no diz isso, embora muitos tenham assumido ser esta a verdade. Minha pesquisa em Gnesis 14:21,
no 14:20, me fez chegar  concluso de que Abrao parece ter pagado os despojos de guerra em vista da
TRADIO CANANITA DE OBRIGATORIEDADE, a qual podemos comprovar que tem continuado a existir
pelo mundo, at o dia de hoje. Visto como a sua definio "agrria" do dzimo  a nica de f verdadeira, no
deveria a palavra ser usada com outra definio  independente de quo sincera a pessoa fosse. Tenho muito
o que compartilhar com voc, caso esteja interessado.
        Passei mais de dez anos fazendo pesquisa para escrever o meu livro.


Segunda Parte  Algumas citaes de Russel E. Kelly (PH.D), autor da tese de doutorado - "Should The
Church Teach Tithing?"


        O dzimo no Velho Testamento era limitado aos alimentos produzidos pelos agricultores e pecuaristas.
         Na Bblia a palavra "Dzimo" nunca aparece isolada, mas sempre como "dzimo do alimento". O dzimo
bblico era sempre estritamente definido e limitado pelo prprio Deus. Os legtimos dzimos bblicos, portanto,
eram sempre: 1. Somente taxados sobre os alimentos; 2. Somente sobre as fazendas e os rebanhos; 3.
Somente dos israelitas; 4. Somente de quem morava na Terra Santa, dentro das fronteiras nacionais de Israel;
5. Somente vigorando nos termos do Antigo Pacto; 6. Somente podendo receber aumento da mo de Deus.
        Desse modo, 1. Itens no alimentcios no podiam ser dizimados; 2. Animais caados e peixes no
podiam ser dizimados; 3. Quem no fosse israelita no podia dizimar; 4. Alimentos que viessem de fora da
Terra Santa no podiam ser dizimados; 5. Os dzimos legtimos no podiam acontecer, caso no existisse um
sacerdcio levtico; 6. Os dzimos no podiam vir de coisa alguma feita pela mo do homem, como adquirido
em caa ou pescado nas guas.
        Quando se usa a expresso "dizimar tudo" , conforme Levtico 27:30, precisa ser levado em conta que
esse tudo se referia: 1. Da terra (Levtico 27:30); do rebanho (Levtico 27:32); 2. do gro e do vinho (Nmeros
18:27,28); 3. do gro, vinho e leo (Deuteronmio 12:17; 14:23; Neemias 13:5); 4. do aumento da sementeira
(Deuteronmio 14:22); 5. do solo (Neemias 10:37); 6. do alimento (Malaquias 3:10 e Mateus 23:23).
         Negociantes, tais como carpinteiros (Jesus), pescadores (Pedro) e fabricantes de tendas (Paulo) no
eram qualificados como pagadores de dzimos, visto como sua renda provinha da habilidade manual, em vez
da prosperidade pela bno pessoal de Deus sobre o que provinha de Sua Terra Santa. Trabalhadores
diaristas nas fazendas no dizimavam porque os seus patres j o faziam, pagando dzimos sobre os produtos
colhidos.
       A Lei da herana e da "poro dobrada" (Deuteronmio 27:17) eventualmente foraria muitos israelitas
a buscarem as cidades, para ali ganharem a vida como comerciantes.
        O dzimo no Velho Testamento nunca era dado em dinheiro. Ele at podia ser cambiado por dinheiro,
visto como no era dinheiro (Deuteronmio 14:24-26).
         No Velho Testamento o dzimo "pertencia ao Senhor", por ter crescido na Terra de Deus, dentro das
fronteiras de Israel, atravs do labor de um israelita. Se tais condies no fossem preenchidas, ento ele no
"pertencia ao Senhor".
         Os dzimos no tinham outro propsito que no fosse o de sustentar os levitas que serviam os
sacerdotes, os quais davam 1/10 dos seus dzimos aos sacerdotes. Era um pecado usar o dzimo para
"qualquer outra finalidade". O "propsito do dzimo" nunca mudou. O dzimo jamais foi dado aos ancios e aos
pregadores [na igreja]. Ser que os ancios e os pregadores [atuais] no estariam "roubando a Deus",
recebendo o dzimo e em seguida usando-o para um propsito totalmente diferente daquele usado na Antiga
Aliana?
        O dzimo do Velho Testamento, como quase tudo a que se refere o Livro de Levtico, era "santo" ou
"muito santo" ao Senhor. 1. Ele s era "santo" porque provinha do que crescia na Terra Santa, atravs do povo
de Deus na Antiga Aliana. 2. Era santo por ser um estatuto de adorao cerimonial. 3. A Igreja do Novo
Testamento rejeita tudo o mais de Levtico, igualmente chamado "santo" ou "muito santo". 4. A Israel no Velho
Testamento era ordenado no compartilhar os seus estatutos com nenhuma outra nao (inclusive a guarda do
sbado e o dzimo) (xodo 23:32; 34:12,15; Deuteronmio 7:2). 5. O dzimo no era dado aos profetas nem
aos rabinos. Por ser "santssimo" ele podia ser dado somente aos levitas (Nmeros 18:9; Neemias 10:37). Seu
nico propsito era o de sustentar os levitas, os quais serviam aos sacerdotes. Embora os levitas fossem
guardas, cantores, padeiros, artesos e curtidores de animais, eles no eram sacerdotes.
        O dzimo jamais foi usado para os missionrios ou para pagar as despesas do Templo. Embora os
sacerdotes recebessem 1/10 do dzimo, eles tinham outros meios de sustento (Nmeros 18).
       Quanto a Malaquias 3:8: "Roubar o homem a Deus? Todavia vs me roubais, e dizeis: Em que te
roubamos? Nos dzimos e nas ofertas", esta passagem pertence ao Velho Testamento, ao contexto da
Antiga Aliana e nunca  citada na Nova Aliana (da Igreja). Comparem Malaquias 2:8-10; 3:7 e 4:4 com
Neemias 10:28-29 e Deuteronmio 27:26.
         Em Malaquias os sacerdotes tinham roubado a Deus. Especialmente em Malaquias 1:6; 2:1 e 3:3, ele
se dirige aos sacerdotes desonestos. Estes haviam roubado os dzimos dos levitas e as melhores ofertas de
Deus. Neemias 13:10 diz: "Tambm entendi que os quinhes dos levitas no se lhes davam, de maneira
que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra". Vemos aqui
que os sacerdotes tinham roubado os dzimos dos levitas, por isso a adorao no Templo havia cessado e
estes voltaram  sua terra. (Ver Neemias 13:4-13; Malaquias 1:6-14 e 2:1 a 3:7).
        [Uma observao aos modernos cobradores do dzimo]: Paulo diz em Glatas 3:1: "Todos aqueles,
pois, que so das obras da lei esto debaixo da maldio; porque est escrito: Maldito todo aquele que
no permanecer em todas as coisas que esto escritas no livro da lei, para faz-las".
         A audincia de Malaquias vivia sob as ordenanas da Antiga Aliana, as quais englobavam BNOS
E MALDIES [Ser que os pregadores atuais esto conscientes de que tambm estariam sujeitos s
maldies e no somente s bnos?]. As maldies gerais de Deuteronmio 27:26 foram reafirmadas pelos
israelitas em Neemias 10:28, 29. Especialmente os sacerdotes j haviam sido amaldioados vrias vezes em
Malaquias, por quebrarem sua especial "Aliana em Levi" (Malaquias 2:1-10).
         Malaquias 3:10: "Trazei todos os dzimos  casa do tesouro, para que haja mantimento na minha
casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exrcitos, se eu no vos abrir as janelas do
cu, e no derramar sobre vs uma bno tal at que no haja lugar suficiente para a recolherdes".
Este dzimo era exclusivamente em alimentos. Este verso  totalmente mal compreendido e mal usado.  muito
fcil provar pela Palavra de Deus que "todos os dzimos" nunca foram para o Templo: a) As cidades dos levitas
devem ser levadas em considerao e Jerusalm no era uma delas. Os levitas e os sacerdotes moravam nas
cidades dos levitas com as suas famlias e rebanhos. (Ver Nmeros 35; Josu 20 e 21; 1 Crnicas 6; Nmeros
13:10 e Malaquias 1:14). Israel era comandado a trazer os seus dzimos, primeiro s cidades levticas. (Ver
Neemias 10:37,38 e 2 Crnicas 31:15,19). No faz sentido ensinar que 10% do dzimo eram levados ao
Templo, quando a maioria dos levitas e sacerdotes no residia em Jerusalm. b) As 24 reas de percurso dos
levitas e sacerdotes tambm devem ser consideradas. A partir dos Reis Davi e Salomo, eles foram divididos
em 24 famlias. Essas divises tambm foram postas em prtica, no tempo de Malaquias, por Esdras e
Neemias. Visto como somente uma famlia oficiava no Templo por uma semana, durante certo tempo, no
havia razo alguma para que TODOS os dzimos fossem enviados ao Templo, enquanto 98% destes eram
destinados para alimentar os que se encontravam nas cidades levticas (1 Crnicas 24:26; 28:13,21; 2
Crnicas 8:14; 23:8; 31:2; 15:19; 35:4,5,10; Esdras 6:18; Neemias 11:19,30; 12:24; 13:9-10; Lucas 1:5). c) Por
conseguinte, logo que o contexto das cidades levticas, as 24 famlias de sacerdotes, os filhos menores, as
vivas, Nmeros 18, 2 Crnicas 31, Neemias 10:13 e todo o livro de Malaquias forem avaliados, poder-se-
concluir que somente 1% a 2% de todo o dzimo eram entregues normalmente no Templo de Jerusalm
(Neemias 13:4-13 e Malaquias 1:6 a 2:10) d) Portanto, Deus estava apenas ordenando aos sacerdotes para
trazerem toda a poro dos dzimos, porque eles a haviam roubado dos levitas, tendo mantido o melhor para
si mesmos, enquanto ofereciam ao Senhor animais mancos e enfermos. (Ver Neemias 13:4-13; Malaquias 1:6
e 2:10).
         A Igreja tem sido definida como uma organizao e edifcio local. Nesse caso, o nico paralelo com o
Templo do Velho Testamento (no qual habitava o Senhor)  agora o corpo dos crentes individuais, o Corpo de
Cristo (onde Deus habita agora, conforme 1 Corntios 3:16, 17 e 6:19). NO existe paralelo algum com o
edifcio do Templo do Velho Testamento. Mais uma vez, lamentavelmente, os dzimos jamais foram usados
para sustentar as atividades missionrias, especialmente fora das fronteiras da Terra Santa de Israel.
          A Igreja no  um armazm, um edifcio ou uma organizao para receber e armazenar dzimos e
alimentos. E o Novo testamento tambm no a chama assim. Ela  a assemblia dos sacerdotes cristos.
Durante vrios sculos, aps o calvrio, os cristos nem sequer tinham um edifcio prprio onde pudessem
adorar, pois o Cristianismo era uma religio ilegal. Eles recusavam-se a chamar os seus locais de adorao de
"edifcios eclesisticos", de "tabernculos", ou "templos", etc.  um erro traduzir a palavra grega "ekklesia"
como "igreja".
          RESUMO: (1) No existe paralelo algum entre os levitas do Velho Testamento e os lderes
eclesisticos do Novo Testamento. Os levitas eram apenas servos dos sacerdotes (Nmeros 18:21-25;
Neemias 10:37). (2) Os sacerdotes do Velho Testamento recebiam apenas 1/10 de todo o dzimo dos levitas
(Nmeros 18:21-26; Neemias 10:37-38). Esse procedimento j no  usado em parte alguma no Cristianismo.
(3) Os apstolos em Atos 2 no recebiam dzimos, mesmo porque ainda estavam voluntariamente contribuindo
para o sustento do Templo, por alguns anos mais, conforme  visto em Atos 15 e 21. (4) Os apstolos em Atos
no ficaram ricos, ensinando a doutrina do dzimo; eles compartilhavam sua riqueza com cada membro da
Igreja, o que no acontece hoje em dia entre os ministros que ensinam o dzimo.
        Hoje, as classes mais pobres e iletradas so as maiores vtimas das pessoas inescrupulosas, sendo
facilmente enredadas na mgica do "fique rico depressa", tanto na loteria como no dzimo. Contudo isso no
funciona para a vasta maioria! De fato, pode ser obviamente demonstrado que Malaquias 3:10 no funciona!
As estatsticas do Internal Revenue Service americano tm comprovado que os muito mais ricos so os que
pagam as menores porcentagens  caridade, enquanto os pauprrimos do a maior. Se Malaquias 3:10
realmente funcionasse com os cristos da Nova Aliana, ento os milhes de cristos dizimistas pobres
escapariam da pobreza, tornando-se o grupo de pessoas mais ricas deste mundo, em vez de permanecerem
na pobreza. [A teologia da prosperidade, cujos lderes so os mais vidos dos dzimos, funciona
exclusivamente para eles mesmos].
         Qual o princpio usado pelos atuais pregadores do dzimo? Alguns afirmam que as leis morais ainda
so vlidas, enquanto os estatutos e condenaes terminaram no Calvrio. Entretanto, o ato de dizimar era um
estatuto cerimonial de adorao e todos os outros de Levtico foram abolidos. [Por que, ento, s o dzimo
permaneceu intocado???] Outros dizem que Deus repetiu em termos de graa aquilo que Ele desejava que a
Igreja soubesse aps o Calvrio. Ento, mais uma vez o dzimo no foi repetido. Deus disse a Israel no Pacto
Antigo que dizimasse para sustentar o sacerdcio levtico e diz, meridianamente, que o sacerdcio levtico foi
substitudo pelo sacerdcio de cada crente (Hebreus 7:5,12,18,19; 4:16; 1 Pedro 2:9 e Apocalipse 5:10).
         Israel e os dzimos do Velho Testamento falharam miseravelmente em aperfeioar o Doador ou
produzir misses. O sistema comprovou ser ineficiente, tendo sido substitudo pela liderana do Esprito Santo,
atravs da graa e das ofertas dadas por amor s almas perdidas. (Hebreus 7:18; 2 Corntios 3:10-18 e 2
Corntios 8).
         O dzimo era a base financeira do antigo sistema sacrifical j extinto, permitindo que este funcionasse.
Quando tal sistema foi abolido, o seu aparelho de sustentao tambm o foi. Agora j no  necessrio que
haja dzimos para sustentar os sacerdotes para ouvir confisses e para outros sacrifcios... Por isso Hebreus
diz, claramente, em 7:12; que "mudando-se o sacerdcio, necessariamente se faz tambm mudana da
lei".
        Quanto ao argumento [sobejamente usado pelos cobradores do dzimo] de que o mesmo foi praticado
antes da lei mosaica, este  extremamente fraco. Provrbios 3:9 diz: "Honra ao SENHOR com os teus bens,
e com a primeira parte de todos os teus ganhos" [Deus aqui no cita o dzimo, mas os ganhos do crente,
que podem ser compartilhados com os pobres e com os necessitados fsicos e espirituais].
        Quanto s primcias, estas eram totalmente separadas dos dzimos. Enquanto as primcias e os
primognitos iam diretamente para as mos dos sacerdotes (Nmeros 18:12, 13, 17, 18), os dzimos iam
diretamente para os levitas nas cidades levticas (Nmeros 18:21-24 e Neemias 10:37)... Os sacerdotes
recebiam apenas 1/10 dos dzimos, conforme antes explanado.
        O dzimo nunca foi um pilar [como a guarda do sbado] para os israelitas. Assim como no deve ser
para os cristos... A Igreja primitiva usou os recursos voluntrios de mulheres, crianas, escravos e soldados,
para espalhar o Evangelho de Cristo ao mundo conhecido, em menos de uma gerao, um dos princpios do
Novo Testamento.
         Quanto  passagem de Mateus 23:23: "Ai de vs, escribas e fariseus, hipcritas! pois que dizimais
a hortel, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juzo, a misericrdia e a f;
deveis, porm, fazer estas coisas, e no omitir aquelas"... Esta passagem fala das coisas importantes da
lei. Jesus promoveu o dzimo, sim... porque Ele era judeu, nascido sob a lei (Glatas 4:4). Em Mateus 23:2, 3,
Ele mandou que os Seus discpulos obedecessem a todas as (milhares de) coisas ordenadas pelos escribas e
fariseus. Isso porque o povo os considerava como os legtimos intrpretes da lei. Este  um texto relativo 
Antiga Aliana - antes do Calvrio - e no um texto da Nova Aliana, [pois o prprio Jesus tambm falou "A lei
e os profetas duraram at Joo" (Lucas 16:16)]. Do mesmo modo como Jesus no mandou que os enfermos
gentios curados por Ele fossem se apresentar diante dos sacerdotes judeus, tambm no os instruiu a
dizimarem pelo sistema levtico.
         No  possvel que os crentes da Nova Aliana queiram se colocar sob as maldies da Antiga
Aliana. A verdade  que os cristos de hoje esto, SIM, "roubando a Deus", deixando de carregar o fardo da
preocupao pelas almas perdidas [Esto roubando-Lhe as almas que Ele poderia ganhar, se fossem mais
interessados em Misses].


Richard Wayne Garganta - "The Truth About Tithing"
Russel Kelly - "Should The Church Teach Tithing?"
Traduo e comentrios de Mary Schultze, junho 2006



Captulo 17 - A Verdade Sobre o Dzimo II

(Excerto comentado do livro "The Truth About Tithing", de Richard Wayne Garganta 
richardinri@aol.com)




1. - O dzimo no era dado em dinheiro nem baseado no ganho, mas baseado na TERRA.


        Se dois fazendeiros fizessem a colheita de dez cenouras, cada um, ambos seriam obrigados a dizimar
uma cenoura. Sob o sistema agrrio do dzimo, no importava se um deles vendesse as nove cenouras
restantes por cinco e o outro por 10 dlares. O dzimo da colheita no se relacionava ao ganho, mas  TERRA.
O dinheiro era, raramente, se  que houve, uma coisa dizimada na Bblia (Neemias 13:10-13). Para ser
realmente bblico, o dzimo no era baseado no ganho ou no dinheiro, de modo algum! (Deuteronmio 14:22-
23; 18:1-5; 26:12; Neemias 10:38-39; 12:44; Levtico 27:30-33; Josu 13:14). O dzimo antes da lei era
voluntrio e baseado no lucro; o dzimo na lei era obrigatrio e baseado na produo (agrria). Os meios
agrrios (da terra) e o dzimo agrrio eram baseados no que se conseguia produzir na terra, em plantaes e
animais. Deus ordenava que as pessoas trouxessem 1/10 da produo da terra, antes de venderem-na. Ento o
dzimo no era baseado no ganho da colheita...
        Deus deu os dzimos de Israel aos levitas, por herana, em vez da terra. (Josu 13:14; Deuteronmio
10:6-9; 18:1-5, Nmeros 18:21-24) e, aparentemente, estes no precisavam dizimar o ganho da venda da
propriedade herdada (Deuteronmio 18:6-8). Os levitas e sacerdotes dependiam dos dzimos para COMER. A
casa de Deus era um ARMAZM e PONTO DE DISTRIBUIO para os sacrifcios, levitas, sacerdotes e os
necessitados: "Trazei todos os dzimos  casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa,
e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exrcitos, se eu no vos abrir as janelas do
cu, e no derramar sobre vs uma bno tal at que no haja lugar suficiente para a
recolherdes" (Malaquias 3:10). (Neemias 13:10-13; 1 Samuel 8:15, 17; 2 Crnicas 31:11; Deuteronmio
12:6-7; 17-19; 14:22-23). Houve uma exceo para converter o dzimo em dinheiro, antes permitida na lei.
Segundo muitos eruditos, tal exceo foi mais tarde abolida. Deuteronmio 14:24-27 mostra essa antiga
exceo, provando que sistemas financeiros aconteceram, sem que o dizimo fosse baseado em dinheiro. Nessa
antiga exceo, poder-se-ia vender o dzimo em circunstncias especficas, para gastar o dinheiro no que se
desejasse, contanto que isso fosse compartilhado com o levita local. Esses versos tambm deixam claro
que "se a distncia fosse longa demais para CARREGAR O SEU DZIMO", provando que o dzimo no era
baseado em dinheiro. O Novo Testamento mostra os fariseus dizimando no sobre o lucro ou dinheiro, mas
sobre o que eles cultivavam (Lucas 18:12; Mateus 23:23), mostrando que o dzimo era baseado na produo
agrria.
        Deus j no habita em templos. As pessoas  que so a Casa de Deus e o Corpo de Cristo.
Mesmo com tanta "revelao" grassando, hoje em dia, na igreja, eles no conseguem entender isso e
continuam a buscar no Velho Testamento a [extinta] glria do Templo.


2. - O ato de dizimar sempre foi feito para honrar a Deus. No foi feito para conseguir alguma
coisa de volta nem para ser equivalente a uma loteria crist.


        Nenhuma das palavras inglesas "sacrifice", "offering" ou "gift" corresponde s palavras bblicas korban,
corban ou quorban. (Ver a palavra "gift" em Marcos 7:11), sendo estas derivadas de um verbo que de um
modo significa "estar perto" e do outro, "trazer para perto". No primeiro caso, ele se refere s prprias ofertas e
no outro, aos ofertantes, como sendo estes trazidos para perto de Deus. Hoje em dia, a mentalidade de "dar
para receber"  vergonhosamente pregada, enquanto dar para honrar a Deus, ou ficar mais perto de Deus, 
mencionada apenas como formalidade.
        Viver com dbitos foi biblicamente relaxado e a usura tornou-se ilegal entre os judeus. O cancelamento
de dvidas cada sete anos e o Ano do Jubileu cada cinqenta anos, os quais eram LEI, j no se encontram
mais em efeito (Deuteronmio 15 e Levtico 25).  TUDO da Lei ou nada da mesma. No mundo hodierno, dever
a algum por servios ou produtos j recebidos, ou contratados, no imediata e apropriadamente, ou altos
juros em vez de usar dinheiro para pagar os "dzimos", a fim de "sair das dvidas",  terrivelmente tolo,
enganoso e no escriturstico. Isso equivale a uma loteria "crist" e aos cristos imbudos do "esprito de
jogatina".
         Vejo que estamos numa cultura de dbitos e no estou dizendo que os cristos devem estar 100%
isentos de dvidas, antes de ofertar qualquer dinheiro. Estou falando da obrigao (lei) de dar, quando as
pessoas esto dando em obrigao, medo ou motivao inapropriada em vez de honrar suas responsabilidades
legais, resultando isso em dar desproporcionalmente e entrar em mais dbitos. Os pregadores de hoje
raramente condenam o dar com dbito e vergonhosamente at encorajam isso, chamando de um ato de f.
Infelizmente, a realidade  que muitas vezes o dar em dbito  uma forma de jogo cristo, um jogo de dados,
um ato de desespero por parte de algum que j est sobrecarregado de dvidas.
        Referindo-se  oferta da viva, o mesmo Cristo que observou ser sacrifical a abundncia em dar, disse
em outra parte para sermos financeiramente responsveis. Ele denunciou a prtica de dar a Deus, enquanto se
ignoram as responsabilidades (Marcos 12:41-44; 7:10-13; Mateus 22:21; 17:25-27). Romanos 13:7-8 diz:
"Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem
temor, temor; a quem honra, honra. A ningum devais coisa alguma, a no ser o amor com que
vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei."
        Nos dias de hoje, quando voc no ousa dar, logo lhe diro para usar o seu carto de crdito ou
assumir um compromisso de dar [o que contraria totalmente Romanos 13:7-8]. Onde, por acaso, j foi uma
dvida encorajada na Bblia? Ela fala de pessoas dando o que possuam e no o que seria baseado em
emprstimos e juros. Escutei, recentemente, numa TV crist, que algum deveria entregar o montante de sua
dvida ao Senhor e que esse algum iria receber uma resultante bno divina para liquidar essa dvida. Isso
no passa de um jogo "cristo" antibblico.

4 - A lei do dzimo era baseada num sistema agrrio (terra), num governo teocrtico e numa
sociedade agrcola.

         A terra era propriedade oficial do Senhor, "explorada" pela igreja, com os levitas recebendo os dzimos
de Israel, em lugar da terra (Levtico 25:23-24). Tal sistema j no existe, da por que muitos judeus j no
dizimam. Poderia existir o argumento de que uma forma de sistema agrrio ainda existe com o governo
substituindo a igreja. Hoje o governo  "proprietrio" da terra e a explora atravs de impostos e taxas. Todos
pagam esse "dzimo", direta ou indiretamente ao governo, atravs de IPTU's, aluguis, impostos comerciais
[ICMS, IPI, etc.] e impostos agrcolas.
O tempo do dzimo obrigatrio corresponde ao princpio da organizao do governo do estado teocrtico
judaico, atravs da Lei de Moiss, da explorao agrcola da terra pela igreja, do sacerdcio levtico e do
primeiro Templo judaico a Tenda do Encontro. Seja feita uma distino importante de que numa teocracia a
igreja  o governo, com todas as responsabilidades de governo. Hoje a igreja j no explora a terra; no
responde pelo sistema judicial, legislativo e governamental; no mantm nem dirige as foras armadas, nem a
fora policial; no cuida dos impostos, da distribuio dos recursos pblicos, dos servios de sade, do bem
estar social, das aposentadorias, nem outras responsabilidades governamentais. O governo teocrtico da
igreja/estado judaico fazia tudo isso, e muito mais, sob a Lei. Nos USA a igreja e o estado so separados, e
muito mais de 10% so pagos em impostos, pela substancial maioria dos americanos, s funes
governamentais e j no mais  igreja. Vinte e cinco at trinta por cento das taxas americanas vo para uma
variedade de causas, quando muitas, se no a maioria, so manuseadas pela igreja, num governo teocrtico.
Hoje em dia, as dedues de pagamentos e outras taxas at ajudam na iseno de impostos, diminuindo os
lucros, inclusive as doaes feitas s igrejas.

4 - Sob o sistema agrrio de dizimar, a igreja tinha encargos com relao a manusear e distribuir
os dzimos. Tais encargos j no se encontram em efeito.

          A igreja, sob a lei agrria de dizimar, tinha responsabilidades especficas sociais e comunitrias por
causa da lei, tal como: usar uma porcentagem para ajudar os pobres (Deuteronmio 14:28-29; 2 Crnicas
31:14-15; Neemias 13:12-13). Em alguns casos, a igreja dava tambm penses a certos membros (2 Crnicas
31:16-18). O uso comunitrio e a distribuio eram para os levitas, sacerdotes, estrangeiros, transeuntes,
rfos e vivas (Deuteronmio 26:12 e 14:29). No existem mais esses encargos para a distribuio
comunitria do dzimo, na igreja de hoje. Cada igreja crist que tenho visto ensinando o que  incorretamente
chamado "dzimo bblico" como lei, no est praticando realmente o dzimo, conforme os pactos exigidos
(Deuteronmio 26:12-15), responsabilidades comunitrias e distribuio de recursos pela igreja, conforme
evidenciado no Livro de Atos. Na igreja do Novo testamento, as pessoas vendiam o que possuam e
entregavam o resultado  igreja, para que ningum ficasse em falta (Atos 4:34-35). Convm notar que, sob a
lei, as responsabilidades comunitrias eram encargos obrigatrios, enquanto as doaes do Novo Testamento
eram VOLUNTRIAS e o dzimo jamais foi mencionado (Atos 4:34-35 e 5:4). Pedro falou para Ananias:
"Guardando-a no ficava para ti? E, vendida, no estava em teu poder?" Ele jamais falou: "Voc era
obrigado a trazer o dzimo dessa venda". Paulo tambm encorajou o sistema de distribuio de recursos, na 2
Corntios 8:13-15 e em Romanos 12:13. O propsito do Velho e do Novo Testamentos em relao  riqueza
no era ficar rico ou impressionar as pessoas, mas realizar a obra de Deus e compartilhar as necessidades
(Deuteronmio 15, Levtico 25, Mateus 19:21 e Efsios 4:28).
         Hoje em dia, um sistema de distribuio de recursos, conforme a igreja primitiva do Novo Testamento,
seria impossvel e teria uma aparncia de seita. Contudo, o princpio de usar o suprfluo de algum para suprir
as necessidades de outrem permanece claro atravs do Novo Testamento. Hoje em dia, muitas pessoas do o
"dzimo" a um povo rico e bem sucedido, com pouca ou nenhuma considerao pelos realmente necessitados.
O objetivo de dar tem se tornado o de receber, em vez de distribuir os recursos aos carentes e a outros.
Cristo ensinou ao jovem rico que vendesse suas possesses e desse esmolas aos pobres (Lucas 12:33). Ele
ficou impressionado porque Salomo no Lhe pediu riqueza como prioridade de sua vida (2 Crnicas 1:7-12).

5 - O Dzimo, segundo se ensina hoje, foi modificado e j no corresponde ao dzimo bblico.

         Deus destinou os dzimos aos levitas em recompensa pelos seus servios e por no terem recebido a
herana pessoal da terra. Os levitas davam o dzimo dos dzimos que recebiam aos sacerdotes. O Cristianismo
no tem um sistema agrcola nem levitas e cada cristo agora  um sacerdote,  o templo e um co-trabalhador
com Cristo (2 Pedro 2:5-9; Apocalipse 1:6; 5:10. 20:6). De cada judeu era exigido, pela Lei Levtica, que
fossem pagos trs dzimos de sua propriedade:
1. - Um dzimo para os levitas
2. - Um dzimo para uso do Templo e para as grandes festas
3. - Um dzimo para os pobres da terra.
         Em vista do acima exposto,  claro que qualquer igreja que exigisse o dzimo deveria estar gastando
PELO MENOS UM TERO de sua entrada com os pobres, visto como essa era a exigncia sob a lei do dzimo
obrigatrio. Ser que existe alguma igreja que se aproxime disso? No conheo uma sequer!
         Contudo, no  incomum o fato de alguns ministros [eu diria muitos] chamarem seus paroquianos de
ladres, quando estes no entregam o dzimo. Toda a lei ou nada! Os dois nicos exemplos de dzimos antes
da lei, em Gnesis, foram voluntrios, no rotineiros e baseados na renda. A lei bblica de dizimar era na base
agrria (da terra). Nenhum desses dzimos era dado em dinheiro, conforme geralmente se ensina hoje. As
pessoas no deveriam estar "criativamente inventando" uma doutrina ensinando que o dzimo bblico  dar
10% da renda bruta ou lquida, apanhando e escolhendo qual a parte da lei que elas devem seguir,
determinando quantias ou misturando a lei com a graa.
        A Bblia  clara sobre o que era o dzimo, antes e durante a vigncia da Lei e como deveria ser
manipulado. Um dzimo corresponde a 1/10... Mas 1/10 sobre o que e... como? Se algum quer ensinar que o
dzimo  1/10 da renda bruta ou lquida, que NO chame isso de dzimo bblico. E caso seja esse o seu plano,
tenha muito cuidado para no colocar pedras de tropeo no caminho das pessoas, pressupondo que o seu
plano  a Lei de Deus, resultando em castigo, caso no seja obedecido.
        O dzimo no pode ser praticado conforme o foi nos tempos bblicos, porque a lei do sistema agrrio,
dos sacrifcios, do cancelamento de dvidas, do Ano do Jubileu e outros fatos inter-relacionados foram todos
abolidos. Alm disso, as igrejas no tm lei alguma os substituindo, para exigir as responsabilidades
comunitrias da distribuio de recursos, conforme o dizimo na lei agrria. Nesse caso, seria melhor deixar
inteiramente de lado a palavra "dizimar", nesta Era da Graa, a fim de evitar a mistura da Lei com a Graa,
como tem sido to comum hoje em dia.
        Contudo, isso deve ser difcil em razo da "dizimomania" que tem varrido a terra. Muitos vo acreditar
que um "plano de dar" vai assistir, contribuir e ajudar as pessoas a decidir o que  apropriado a dar, o que ser
brevemente discutido.

6 - Controle, ambio ou completa ignorncia constituem a motivao por trs de muitas das
mensagens atuais sobre o dzimo obrigatrio.

         O Novo Testamento  claro neste ponto: somos comandados a dar. Para sermos abenoados
devemos dar generosa, alegre e voluntariamente, no por necessidade, mas conforme nossas posses, em
esprito de f, amor e retido. O Novo Testamento no estabelece claramente, de modo algum, quantia ou
porcentagem. Paulo no diz para darmos conforme uma porcentagem, mesmo estando a par do ato de dizimar
(1 Corntios 16:2) [Paulo ordenava que se fizessem as coletas antes dele chegar, o que demonstra a sua
preocupao de jamais induzir - com a sua presena - os crentes a darem essas ofertas].
         Vrias vezes Paulo comparou o dar voluntariamente com dar fruto e com ofertas queimadas [o seu uso
da terminologia do VT (fruto e ofertas queimadas), sem mencionar o dzimo, no poderia ter sido um lapso, em
razo de sua ascendncia judaica (Filipenses 4:17-18; Romanos 15:26-28)]. A Bblia ensina a dar, conforme o
Senhor nos tem feito prosperar e conforme nossa capacidade e posses (2 Corntios 8:11; 9:5-13 e Atos 11:29).
A palavra "meios" tem o significado grego de "possesso" e "propriedade". Isso quer dizer que voc est dando
o que  totalmente seu e no o que se baseia em credirios ou juros.

O dzimo da Aliana baseado na f abramica F.A.C.T. - j sucintamente discutido, pode ser ensinado
como uma prtica de f e graa, evitando, contudo, toda controvrsia sobre a mutilada doutrina do dizimar
hoje. Por que no se ensina o dizimar dessa maneira?  por causa do controle, da ambio e, algumas vezes,
da ignorncia. A ignorncia corre livre, e fcil e proveitosamente, no sentido de controlar as pessoas atravs do
sentimento de culpa e obrigao. Ao chamar os no dizimistas de ladres, ou pregar o dzimo junto com a
condenao, a obrigao e o medo, com relao a especficas quantias dadas, sem o conhecimento do
sacrifcio, da f e dos compromissos (que sero discutidos mais tarde), e a inteno que moveu o doador,  o
mesmo que pregar a lei.  tambm uma pedra de tropeo, no  escriturstico, sendo, portanto, um pecado.
Uma CONTA obrigatria no pode ser "dar" e "Tudo que no  de f  pecado", portanto, vamos acabar
com a F.I.C.T.I.O.N. (Condenao e Temor Induzidos, o que  Opressor e Negativo). Cristo ensinou que um
homem deveria vender tudo que tinha e dar aos pobres (Marcos 10:21), contudo ficou satisfeito quando o
outro [Zaqueu] prometeu que daria a metade dos seus bens aos pobres (Lucas 19:1-10), o que mostra
claramente que quantias especficas no so importantes para Deus.
          A histria das duas pequenas moedas da viva torna meridianamente claro que a relao com o
dinheiro, a atitude do doador e o sacrifcio  que so importantes. Cristo disse que a viva havia ofertado mais
do que os ricos, apesar dos ricos terem ofertado mais (Marcos 12:41-44). Cristo focalizou claramente o
sacrifcio feito e no as quantias ofertadas. Os mestres do dzimo obrigatrio apelam estupidamente para o fato
de que uma pessoa rica poderia dizimar sem fazer sacrifcio algum, em razo de sua renda. Para um rico fazer
o mesmo sacrifcio de uma pessoa pobre, quando esta d 10%, ele teria de dar 90% ou mais de sua renda. A
Bblia est cheia de admoestaes contra a opresso aos pobres. A intricada doutrina do dzimo obrigatrio,
baseada na entrada da renda, nos dias de hoje,  uma coisa que Deus no iria autorizar, visto como oprime os
pobres. Lembrem-se que a lei do dzimo obrigatrio no era baseada na entrada da renda, conforme ficou claro
na seo 2. Cristo ficou impressionado com o sacrifcio feito na oferta e no com as quantias ofertadas. Se
uma pessoa rica d 10% sem sentir sacrifcio, o mesmo Cristo, que no se impressionou com as grandes
ofertas em Marcos 12:41-44, tambm no se impressionar com as mesmas ofertas, hoje.
          Alguns ensinam, ofensiva e desavergonhadamente, o dizimar como lei. Muitos usam sutis distores
mentais que chegam a esse ponto: "No, o dzimo no  obrigatrio, mas se voc  um filho de Deus, vai
querer dar 10% de sua renda" ou ento usam uma tcnica semelhante de obrigao e culpa. A outros dizem
que no entreguem o seu dinheiro a algum em necessidade, mas a "um ministrio, onde a uno financeira
est fluindo".  ento "sugerido" que sem isso no haver bno. Outros ainda tm a desfaatez de dizer:
"No fui eu quem disse isso, foi Deus". Um boato aplicado a uma Escritura mal aplicada ou ainda a mal aplicada
"maldio de Malaquias", sero discutidos na seo 10. Outros dizem: "Todo o seu dinheiro pertence a Deus."
Conquanto todas as coisas pertenam a Deus, convm lembrar que Ele tambm disse: "O trabalhador 
digno do seu salrio". E que a Escritura  vlida para todos, no somente para os que fazem a obra de Deus.
Cristo ensinou que vendssemos o que temos para dar aos pobres, mostrando a respeito do dinheiro um foco
consideravelmente diferente do que demonstram os modernos lderes da prosperidade: "Vendei o que
tendes, e dai esmolas. Fazei para vs bolsas que no se envelheam; tesouro nos cus que nunca
acabe, aonde no chega ladro e a traa no ri. (Lucas 12:33). Enquanto isso, muitos lderes de igreja,
hoje em dia, contentam-se em pregar uma mensagem mista, quanto a se o dzimo  ou no  obrigatrio
[deixando os membros de suas igrejas cada vez mais confusos quanto ao assunto]. Essa FICTION precisa
acabar!!!
       Alguns chegam ao extremo de ensinar que o dzimo obrigatrio  simplesmente uma "janela aberta s
bnos" e que "dizimar alm do dzimo  que produz uma tempestade de bnos" [Quem tem medo de
tempestades, como eu, continue sendo um crente no dizimista, como eu!].

         Com uma mdia de 30 a 35% de sua renda entregue ao governo, para que este exera as funes que
a igreja no mais exerce, dando mais 10% de dzimos mais ofertas, presume-se que os americanos doem no
mnimo 50% de sua renda bruta, conforme a pregao dos mestres do dzimo obrigatrio. [No Brasil os
impostos do governo j atingem uma faixa de quase 50%. Nesse caso, o brasileiro que entrega o dzimo
retm apenas 40% do que ele recebe de renda bruta... Ento  o caso de indagar: Deus deseja ver os Seus
filhos passando necessidade, enquanto os lderes malaquianos se locupletam de bens?]

            O antigo ditado - "Deus no se deixa vencer em generosidade" -  realmente correto. Jamais
poderamos dar mais do que Deus nos d. Contudo, levar as pessoas a crerem que elas podem dar
indiscriminadamente o seu dinheiro para terem suas necessidades miraculosamente supridas,  infantil e, de
modo algum, tem respaldo nas Escrituras. Deus deixa bem claro que devemos ser responsveis e auto-
sustentveis, sem dependermos dos outros. Isso no quer dizer que Ele no abenoe o ato de dar com
sacrifcio. Ele o faz. Refiro-me ao dar sem responsabilidade, ao dar indiscriminado, manipulado ou
impropriamente motivado e coagido.
         Certo ministro declarou: "No vamos permitir que faam trabalho na igreja pessoas que no sejam
dizimistas fiis!" Este  um dito feito pelo homem e de modo algum  espiritual. Ser que Paulo alguma vez
exigiu dinheiro para algum servir s igrejas? Ser que o Novo Testamento tornou o dzimo obrigatrio para o
exerccio de qualquer cargo nas igrejas? [Imaginem Paulo recomendando: Timteo, antes de Apolo servir 
igreja tal, veja se ele  um dizimista fiel!].

         Primeiro, esses ministros parecem ignorar que para os crentes que escolhem o modo bblico de
dizimar, conforme este documento, TUDO deveria ser dizimado ao Senhor: os dons, os talentos, as posses, o
tempo, etc. Contudo, duvido que esses ministros tenham se preocupado em indagar a qualquer uma dessas
pessoas do Corpo de Cristo, sobre as suas carncias. Parece que a sua nica preocupao  com o que estas
estariam dando em dinheiro ao Templo. Os hebreus sob a lei agrria eram obrigados a declarar, honestamente,
que haviam dado o dzimo "aos levitas, aos estrangeiros, aos transeuntes, aos rfos e s vivas"
(Deuteronmio 26:13-15). [No contexto atual, o crente que reside num prdio de classe mdia baixa (ou
pobre), em vez de dar o dzimo, deveria ajudar os vizinhos mais pobres, uma vez que Paulo diz em Glatas
5:14: "toda a lei se cumpre numa s palavra, nesta: Amars ao teu prximo como a ti mesmo". ]

           Ser que os defensores do dzimo obrigatrio, levam em conta o dinheiro de origem duvidosa, da
negligncia nos pagamentos, dos compromissos de dizimar, com o crente contraindo dvidas para isso? Todas
essas consideraes so bblicas e podero acarretar a rejeio divina ao dzimo. No consigo me lembrar
de ter uma nica vez escutado qualquer mensagem sobre essas consideraes bblicas. A verdade 
que muitos ministros do dzimo obrigatrio no se importam com a origem "corrupta" do mesmo, contanto que
o recebam... Contudo, Deus fica muito mais satisfeito com uma vida HONESTA E RESPONSVEL do que com
aquele crente que d, movido pelo temor e deslumbrado com as grandes igrejas!
        A lei de dar por obrigao era em geral flexvel. Existem muitos exemplos bblicos com relao ao dar
obrigatrio, dizendo, por exemplo: "Quem no tiver um touro, pode dar uma pomba; se no tiver uma pomba,
que d uma taa de farinha, etc." Pelo visto, a lei tinha muito maior considerao s realidades da vida do que
muitos pregadores atuais da prosperidade (Ver Levtico 12:6).
         Imaginem a situao de duas pessoas vivendo separadas, cada uma ganhando 400 dlares por
semana. Uma delas no tem despesa alguma para viver, enquanto a outra tem dois paralticos em casa para
serem cuidados. Imaginem outra situao em que duas pessoas ganham 500 dlares por semana. Uma delas
mora com os pais, sem pagar aluguel, enquanto a outra mora num apartamento alugado, com trs filhos para
criar, com um dos filhos deficiente, sem plano de sade... Pois o dzimo obrigatrio ordena que essas pessoas
dem exatamente o mesmo, a fim de no serem amaldioadas! [Ser que Deus aprovaria isso?] Isso  um
absurdo! As despesas de nossa vida devem ser responsavelmente manuseadas, segundo a Escritura e o
dinheiro que  gasto com enfermidade ou necessidade certamente faz parte da "obra de Cristo". Quem diz o
contrrio  um legalista, sem considerao com o prximo, um imaturo e ambicioso.
        Quando satisfazemos as necessidades do outro estamos realizando a obra de Cristo (Mateus 25:31-46).
As CEGAS REGRAS DA LEI com relao s quantias, no so o DAR que o Novo Testamento ensina realmente.
Quando Cristo e Paulo falam em dar, eles sempre deixam claro que o sacrifcio  mais importante do que as
quantias (Marcos 12:42-44; 2 Corntios 8:1-5,12). Cristo nos ensinou a nos libertarmos do dar por obrigao
(Mateus 17:24-27).


7 - Deus  Soberano e as recompensas podem no ser vistas, conforme se espera nesta vida.


        A histria de J pode ser resumida em duas declaraes:
        Primeira, no questionar Deus por causa das coisas ruins que possam acontecer com as pessoas boas.
Segunda, no julgar as pessoas em tempos difceis, porque os caminhos de Deus esto acima da nossa
capacidade de compreenso.
        J deixa claro que muitas vezes as circunstncias da vida podem no estar completamente relacionadas
com aes da pessoa. A vida pode ser cclica e, algumas vezes, parecer completamente m e injusta. Ensinar
que dar  de certa maneira garantir uma situao particular da vida  imaturo e no escriturstico.
       O Soberano Senhor pode dar e tomar, independente da pessoa dar ou de sua espiritualidade. A histria
de Lzaro mostra um homem que viveu e morreu na pobreza e, contudo, foi levado pelos anjos ao seio de
Abrao, enquanto o rico foi para o inferno (Lucas 16:19-22). Circunstncias financeiras da vida no refletem
necessariamente a condio espiritual. A Bblia est repleta de admoestaes sobre as armadilhas do dinheiro.
         Muitos ensinam que dizimar  uma forma de "proteo ao dinheiro", que garantir o dizimista contra
prejuzos, acidentes e outras calamidades da vida. Certo pregador disse: "Se eu no dizimasse teria medo de
atravessar a rua". Outro disse: "Sei que posso evitar as calamidades, pois dou o dzimo". Estes pregadores
precisam aprender duas lies. Uma delas  lidar com as realidades, conforme  ensinado na histria de J. A
outra  aprender sobre a vida dos apstolos e incontveis outros cristos, que sofreram atravs dos tempos,
por Deus, pela verdade e pela causa de Cristo. Todos, exceto um deles, foram martirizados. Muitos
experimentaram bofetadas, apedrejamentos, naufrgios e outras calamidades e problemas, pois "Muitas so
as aflies do justo, mas o SENHOR o livra de todas" (Salmos 34:19). (Ler tambm Atos 14:22). Muitos
dos pregadores "bem vestidos" de hoje so ignorantes. Eles vo aonde so bem recebidos, pagos e aplaudidos
e consideram qualquer crtica - vlida ou invlida - como "perseguio pela causa de Cristo". O Cristianismo ao
estilo Poliana  imaturo e sempre conduz a problemas. A realidade  que a maioria de todos ns cresce mais
com a dor, com as acusaes e tribulaes, do que com a facilidade, o conforto e as guas plcidas.
         Devemos examinar toda a Escritura e no apenas as promessas de prosperidade que gotejam em
nossos ouvidos. Paulo diz que Deus nos abenoa com abundncia em todas as coisas (Filipenses 4:19),
conquanto falando tambm de receber uma oferta para os cristos necessitados. Ele jamais sugeriu que esses
cristos tivessem ficado pobres por causa da falta de f ou da m conduta. De fato, ele at ensina que em
outro tempo poderia at ser que esses cristos doadores pudessem vir a ter necessidade, como os atuais
necessitados, mesmo tendo sido abenoados e capazes de levantar oferta, nessa ocasio, e abeno-los.
         Paulo disse claramente que a vida no significa uma bno financeira atrs da outra, sem jamais
acontecer uma carncia (2 Corntios 9:5-13 e 8:13-15). Ser possvel admitir que Pedro no tivesse f, nem
levasse uma vida correta e bem sucedida, quando disse quele mendigo: "No tenho prata nem ouro..."
(Atos 3:6)? Ser que Maria no tinha uma vida correta? Pois ela teve de levar uma oferta de pobre para ser
purificada (Lucas 2:22-24; Levtico 12:6-8). Francamente, acho que se a maioria dos cristos atuais tivesse de
viver, durante um ano, conforme a igreja primitiva viveu ou como viveram os apstolos, iria se afastar das
coisas suprfluas. O mesmo Cristo disse: "Dai e vos ser dado" com uma bno, na ressurreio,  pessoa
que deu (Lucas 14:12-14).


8 - Cristo no ensinou a dar 10% da renda de algum, contudo permanece o princpio de sustentar
ministros e igrejas.


            Havia     um    bem      estabelecido     sistema      em     vigor,    no       tempo      de
Cristo. Contudo, a nica meno direta sobre o dzimo foi feita a um judeu, ainda sob a lei, e o dzimo era em
ervas (agrrio). NO em dinheiro ou lucro pela venda das ervas (Mateus 23:23; Lucas 11:42). Certamente
havia um comrcio de ervas e condimentos (Joo 12:5 e Marcos 14:3-5); contudo os dzimos mencionados por
Jesus eram claramente dados em ervas e no destas procedentes.
         Nesse caso, devemos dizer aos cristos de hoje que eles devem dizimar com ervas? Ou ser que
devemos dar um pulo totalmente antibblico das ervas para os 10% da renda em dinheiro? Cristo tambm
ordenou que alguns realizassem a purificao cerimonial, lavagem dos ps e celebrao dos dias santos e das
festas judaicas. Ento, porque no se exigem mais essas coisas dos cristos, hoje em dia? [Ser porque no
do o mesmo lucro?] Toda a lei ou nada! Nem mesmo nos ensinos aos judeus, Cristo ensinou a dar o dzimo
como prioridade para Deus (Lucas 18:9-14), dizendo que havia coisas mais importantes com que se
preocuparem (Mateus 23:23). Alm disso, considerem-se as vrias tradues com referncia ao dzimo e
observem as significativas mudanas... [Aqui deixo de traduzir as comparaes nas vrias tradues da
Bblia]. Conquanto os mandamentos para dizimar no existam no Novo Testamento, o princpio de que a igreja
e os ministros podem ser sustentados  uma indisputvel doutrina do Novo Testamento (1 Corntios 9:6-9,
13,14 e Lucas 10:7) Convm notar que s vezes Paulo no se recusou a receber doaes, quando achou que o
Senhor seria assim mais bem servido. (1 Corntios 9:13-19).


9. - O Dizimo antes e durante a lei jamais foi o mesmo que oferta das primcias

         Muitos mestres do dzimo obrigatrio confundem o dzimo com a oferta das primcias. Por no saberem
manejar corretamente a Palavra da Verdade, muitas escrituras com relao a dar as primcias so mal
aplicadas, a fim de darem suporte  doutrina do dzimo obrigatrio. A oferta das primcias acontecia quando os
israelitas traziam a primeira poro dos frutos colhidos como oferta. Era uma petio pelas colheitas futuras, as
quais, ento seriam dizimadas. [Era uma forma de promessa de que os dzimos das colheitas seriam
entregues]. A oferta das primcias nunca foi dzimo, antes nem durante a vigncia da Lei Mosaica.
          Deus j no habita em templos. As pessoas  que so a Casa de Deus e o Corpo de Cristo.
Mesmo com tanta "revelao" grassando, hoje em dia, na igreja, eles no conseguem entender isso e
continuam a buscar no Velho Testamento a [extinta] glria do Templo.
          Certa igreja gastou milhares de dlares na aquisio de aparelhos eletrnicos de som e em
computadores. Mas no pde ajudar um cristo carente, o qual, por motivo de doena, no dispunha de uma
pequena quantia para no perder o seu veculo utilitrio. A obra de Cristo e do Corpo de Cristo  mais do que
os cofres da igreja e seus edifcios. Ela deve ser compartilhada com as necessidades das PESSOAS, em muitos
nveis diferentes, onde quer que estas se encontrem.
         Quem gasta dinheiro num ministrio de presos, est gastando-o para Cristo. Quem alimenta o prximo
faminto, est alimentando a obra de Cristo. Conquanto a igreja local no deva ser negligenciada, no
existe qualquer Escritura dizendo que todo o dinheiro destinado a Deus tenha de entrar na igreja, para os
cofres dos ministros. Muitos pregadores e igrejas at parecem pensar que o simples fato de dar para o
Senhor  dar para eles. Certa vez escutei um deles dizer: "Se algum  sua esquerda ou  sua direita
precisar de pneus ou de muletas para o seu filho, voc precisa dar o dzimo, antes de pensar nessas coisas".
[Esse pastor nunca leu a 1 Timteo 5:8, que diz: "Mas, se algum no tem cuidado dos seus, e
principalmente dos da sua famlia, negou a f, e  pior do que o infiel"]. ... Como se ajudar o irmo ou
satisfazer as necessidades da famlia no fossem a verdadeira obra de Deus! Leiamos a histria do Bom
Samaritano. Quantos esto pagando aos outros para fazerem a sua obra. Esto pagando aos outros para que
esses ministrem em seu lugar. Muitos esto dizimando por medo da ridcula "Maldio de Malaquias"', deixando
o seu vizinho passar necessidade. Eles acham que somente aps terem conseguido a sua "chuva de bnos
financeiras" podero ajudar os carentes. Essas igrejas procuram ainda a glria do Templo judaico, esquecendo
a glria do templo do Novo Testamento... o Corpo de Cristo, que vive e respira.
         Muitos "dizimistas fiis" tm deixado de ajudar um casal de idosos carentes, a fim de darem o dzimo
na igreja, porque ali sua ao ser registrada, enquanto o ato de dar ao prximo ficar em segredo. Contudo
Cristo nos mandou dar em secreto. Hoje existem incontveis gigantescos edifcios eclesisticos e todo tipo de
ministrio cristo na Mdia e na Internet, etc. Com toda essa construo de coisas ser que o Cristianismo
melhorou? Recentemente, quando via um certo programa "cristo" na TV, em casa, precisei desligar o
aparelho, quando entrou um descrente, com vergonha da escandalosa petio mercenria de dinheiro. [Por
essas e outras  que s ligo a TV para ver o Jornal Nacional ou ento novelas, para no precisar "me
envergonhar do Evangelho, que antes era o poder de Deus e agora  dos pastores malaquianos"]...

        A desculpa  que o mundo no vai escutar a mensagem do evangelho, a no ser que voc seja rico e
bem sucedido, o que  uma tolice. Cristo no tinha onde reclinar a cabea e mesmo assim as multides afluam
para Ele. Joo Batista vivia como um eremita e mesmo assim as multides corriam para ele. Muitos cristos, no
Livro de Atos, vendiam o que possuam, para que as pessoas carentes tivessem o necessrio. Mesmo assim, a
mensagem deles foi tremendamente bem sucedida. Pelo que sei, nenhum dos apstolos ficou conhecido como
um bem sucedido homem de negcios, mas, mesmo assim, eles entregaram muito bem a sua mensagem.
        A Bblia ensina que nada h de errado com a prosperidade ou o sucesso obtidos, contanto que sejam
apropriadamente manuseados. Oro para que os alcancemos atravs de uma vida limpa, de f, graa e amor,
no pelo temor da lei, da condenao ou da F.I.C.T.I.O.N.


11 - O que significa Dizimar pela F embasada no Pacto Abramico - F.A.C.T.?


          Os dois exemplos de dizimar em Gnesis foram voluntrios, baseados no lucro e na f. Estudem
Glatas 3, Efsios 2:12 e Romanos 4, e vero como Paulo relata a f, a justia e o que  ser um "verdadeiro
israelita", voltando  f antes da lei e  promessa feita a Abrao. O FACT est baseado nesse princpio
abramico, um princpio de que o dzimo deve ser oferecido a Deus do que  totalmente posse do dizimista,
jamais baseado em crdito e juros. No se pode "colocar Deus em primeiro lugar", negligenciando o pobre e
necessitado, as obrigaes financeiras, as necessidades familiares e os compromissos assumidos. Quem faz isso
no est colocando Deus em primeiro lugar, mas querendo impression-Lo, esperando que Ele lhe mande uma
"chuva de bnos". Em outras palavras, voc est dando para receber... Esse tipo de pensamento impingido
pela teologia da prosperidade  imaturo, no escriturstico e antitico. Ele no passa de um "jogo cristo", um
cncer que se alastra no Corpo de Cristo...
          Deus espera que sejamos financeiramente responsveis, no estultamente imbudos desse completo
"esprito de jogatina". (Romanos 13:7-8). No se pode oferecer a Deus coisa alguma que esteja contaminada
por dbitos. As doaes a Ele devem ser feitas de coisas que nos pertenam ou que tenham sido honestamente
adquiridas atravs de doaes (2 Samuel 14:24). Entretanto, raramente se escuta isso dos pregadores da
prosperidade. Antes de escolher o mtodo FACT, as despesas obrigatrias devem ser deduzidas de sua renda
bruta. Disso resultar uma mdia do que se pode pagar. [Recebo em mdia R$2.300 mensais (+- US$1,000).
Quando deduzo as despesas de Plano de Sade, energia eltrica, telefone, Ministrio, 2 Condomnios,
faxineira, prestaes, etc. me sobram apenas R$600,00 para alimentao/medicamentos, por isso entrego
R$60,00  igreja, no como dzimo, mas como ajuda  construo do novo templo. O Governo brasileiro j
nos taxa em mais de 37% do nosso ganho; portanto, a igreja no pode receber um dzimo e deixar-nos
passando necessidade. Dar uma boa oferta para misses (duas vezes por ano) me d a maior alegria!]
          Se algum quiser dar 10, 20 ou 30% do que recebe, maravilha! Mas que o d generosa, alegre e
voluntariamente, jamais por temor de maldio. [Contanto que depois no entre no SPC, como certas amigas,
que eram membros de uma igreja malaquiana (da f) e se endividaram tanto que vieram pedir meu nome
para fazer credirios na cidade  uma delas, de um aparelho (R$400). Dei o nome a uma delas... a qual,
depois, desistiu de pagar. Mas como  honesta, simplesmente me devolveu o que havia comprado em meu
nome, mesmo sem eu exigir]. Somente quem oferta conforme as exigncias do Novo Testamento pode
candidatar-se s bnos divinas [Infelizmente, nas igrejas "avivadas", costuma-se ver uma poro de
crentes ofertando o que tm e o que no tm, visto como os pastores ambiciosos os convencem de que
dando 10 Reais, por exemplo, eles vo receber 1.000 Reais de Deus, ou seja, sempre um valor centuplicado,
como se Deus costumasse agir no mesmo padro das loterias da CEF...]
12 - Cuidado com as corrupes nas Bblias Modernas

        No af de facilitarem a petio de dinheiro, a maioria das Bblias modernas troca palavras como "ervas"
por dinheiro e coisas desse tipo. [Recomendamos o uso da Bblia King James - para quem saber ler Ingls - e
da Bblia Corrigida FIEL em Portugus. Essas no fazem sabotagem na Palavra, com o fito de engodar os
cristos....] (Esta parte foi resumidamente interpretada porque achei muito complicada).

13 - Outras consideraes finais


        Estudem e orem bastante sobre este assunto, a fim de se convencerem do mesmo. No se permitam
ficar sob uma condenao desnecessria... "Quando algum acha que algo  pecado, ento para ele 
pecado". Porque sua conscincia no est esclarecida. Romanos 14 e Mateus 6:2-4 podero ajud-los a
entender isso e ajud-los tambm a lidar com outros itens com referncia  lei do dzimo no Pacto, no se
deixando influenciar pelo vento de doutrina em vigor.
       O plano F.A.C.T.  bom, voluntrio, bblico, embasado na f e na graa, o qual poderia ser ensinado
sem a hertica subalimentada reconstruo da lei agrria do dzimo ou da mistura da lei com a graa.
        O plano FACT de dar  exatamente este. O caso  se algum est realmente dando em obedincia a
Deus, segundo as exigncias do Novo Testamento, conforme detalhadas neste documento, fazendo, portanto, a
coisa certa, mesmo sem determinar porcentagens. Que os crentes sejam conduzidos pelo Esprito, vivendo
corretamente, sendo, sobretudo, generosos, segundo o mandamento de Cristo. Que no usem este documento
como desculpa para se tornar avarentos.
         Embora eu tenha encontrado termos como dzimo financeiro, dzimo inspirador, dzimo de revelao e
outros, a Bblia realmente s ensina o dzimo voluntrio, antes da lei, baseado na renda e o dzimo agrrio da
lei, baseado na produo da terra.
        Conquanto alguns - que pregam o dzimo obrigatrio - possam dizer que "no temos revelao", muitos
encontraro a verdade neste documento. Outros que pregam o dzimo obrigatrio podero ver a verdade neste
documento, quando carem em desgraa, sofrerem calamidades, ou algo que os torne menos egostas e
interessados em objetivos, ou que estejam se aproximando da morte.
        Estejam certos de que estou ... crendo nas bnos divinas. Pessoalmente tenho experimentado
milagres da providncia e proviso de Deus. Talvez vocs perguntem: " Por que, ento voc toma agora essa
posio?" Posso responder com uma palavra apenas - MATURIDADE.
          Em vista da atual realidade financeira mundial, quem achar que deve ensinar o plano de entrega para
facilitar o dar, que ensine o FACT - o dzimo baseado no Pacto de Abrao descrito neste documento. Ofertas
voluntrias podem, e muito, suplementar o dzimo do plano FACT. Este pode ser segundo a f de que somos os
"legtimos israelitas", os quais iro governar com Cristo, e compartilharo da herana da f, no baseada na lei
abramica.
        Que a Igreja de Deus possa manejar corretamente a Palavra da Verdade, sem jamais ultrapassar o que
nela est escrito e NUNCA praticar uma doutrina que misture a lei com a graa.
         A questo, portanto,  a seguinte: os pregadores de hoje tm a mesma f abramica para pregar o
plano FACT, ou ser que continuam pregando o plano F.I.C.T.I.O.N. (Fear Inducement Condemnation That Is
Opressive & Negative)? Conquanto alguns continuem livres da ignorncia ou do hbito, outros pregadores "da
f" no tero bastante f nem carter para pregar a verdade contida neste documento. Eles preferiro justificar
a mistura da lei com a graa, usando o sentimento de culpa, a manipulao e o controle sobre as ovelhas,
enganando-se a si mesmo e aos outros, imaginando que a obra de Cristo est sendo bem feita.


        Palavras de Russel Kelly, autor do livro "Should the Church Teach Tithing?" (Deveria a Igreja
Ensinar o Dzimo?) a Richard Wayne Garganta:
         Aprecio este artigo escrito sobre o dzimo. Concordo 95%, o que  timo para mim. Minha tese de 364
pginas de doutorado PHD engloba a maior parte dos seus pontos em detalhe. (Checar os pontos em revista no
amazon.com). S discordo com a afirmao de que o dzimo de Abrao foi baseado na f e foi voluntrio. A
Bblia no diz isso, embora muitos tenham assumido ser esta a verdade. Minha pesquisa em Gnesis 14:21, no
14:20, me fez chegar  concluso de que Abrao parece ter pagado os despojos de guerra em vista da
TRADIO CANANITA DE OBRIGATORIEDADE, a qual podemos comprovar que tem continuado a existir pelo
mundo, at o dia de hoje. Visto como a sua definio "agrria" do dzimo  a nica de f verdadeira, no
deveria a palavra ser usada com outra definio  independente de quo sincera a pessoa fosse. Tenho muito o
que compartilhar com voc, caso esteja interessado.
        Passei mais e dez anos fazendo pesquisa para escrever o meu livro. As. Russel Kelly.
        Rabino Robert Alput - "Dizimar no sentido de colheitas, certamente j no se faz. Claro que os
judeus so encorajados a fazer caridade (tzedakkab). Se eles do 10% ou mais, isso  com eles, com Deus e
com os seus contadores".
         Zola Lewitt - O dzimo para os cristos de hoje? Dizimar era parte da Lei de Moiss, sob a economia
legal de Israel e no se aplica  igreja hodierna, visto como vivemos sob a graa e no sob a lei (Romanos 6:14
e 10:4).
          Ento, temos a obrigao de "apresentar os nossos corpos em sacrifcio vivo, santo e
agradvel a Deus, que  o nosso culto racional. E no sermos conformados com este mundo, mas
sermos transformados pela renovao do nosso entendimento, para que experimentemos qual
seja a boa, agradvel, e perfeita vontade de Deu" (Romanos 12:1-2).
         O Novo Testamento ensina a dar conforme o que temos e no o que no temos. (2 Corntios 8:12). Se
pudermos dar apenas 5%, conforme o Senhor nos ordenar, que assim seja. No  quanto damos que importa a
Deus, mas a atitude e a motivao com que o fazemos. Essa  a preocupao do NT com respeito a dar, em
vez de medir a quantia que  dada (2 Corntios 8-9).
         A Concordncia Greco-Hebraica de Estudo da Bblia da Verso BKJ (The Hebrew-Greek Key Word Study
Bible) oferece uma nota explicativa sobre Malaquias 3:7-15: "Esta passagem  muito usada pelos que advogam
o `dizimar para manter a minha casa', ou seja, `Trazei todos os dzimos  casa do tesouro, para que haja
mantimento na minha casa' (no caso, a igreja local), em vez de se levar a outro local. Eles sugerem que os
donativos aos ministrios deveriam ser alm do "dzimo". Certamente "a casa do tesouro" de Malaquias
significa o Templo ou algum anexo do mesmo. Contudo, o dzimo do Velho Testamento - ou 10% - no poderia
ser razoavelmente equiparado com os 10% do salrio ou renda bruta que a maioria das pessoas recebe hoje
em dia. Acima de tudo, o ato de dar deveria ser um assunto entre o Esprito Santo e o crente, jamais uma
regra estabelecida. Ele pode ser um guia adequado para determinar quanto as pessoas podem dar (de fato,
para muitos numa sociedade prspera este nvel pode at ser adequado), mas a quantia a ser dada deve ser
uma deciso pessoal. O Apstolo Paulo escreveu que Deus examina a motivao para dar e no a quantia (2
Corntios 9:7). Ele diz ainda que as igrejas esto gastando cada vez mais do seu oramento, com itens como
cadeiras de teatro, ampliao de sistemas sonoros, ao mesmo tempo em que cortam despesas nos fundos para
os programas de alcance exterior. Tambm convm notar que muitos dos ministrios que se recusam a mostrar
a completa contabilidade financeira so aqueles cujos mestres so mais enfticos no dzimo obrigatrio.
Opinio de Richard Wayne Garganta - Muitas pessoas que criticam os pregadores, chamando-os
ambiciosos coletores de dinheiro, so, elas mesmas, atormentadas pela mentalidade do "dar para receber".
Tambm existem pregadores de f e homens confiveis. Existem os mestres do sucesso, mas tambm os que
pregam a mensagem do Evangelho. Os leitores bem esclarecidos podero saber a diferena entre eles.

Richard Wayne Garganta - "The Truth About Tithing" - "richardinri@aol.com)
Traduo e comentrios de Mary Schultze, 03/07/2006.


Captulo 18 - A Verdade sobre o dzimo III

        Este  o melhor artigo j escrito sobre o dzimo. No se precisa ler mais coisa alguma para ficar a par
deste assunto. Est sendo publicado com a permisso do autor (Todos os direitos reservados de Richard Wayne
Garganta, Box 1355, Coventry Rhode Island, 02816).
     A verdade sobre o dzimo  F.A.C.T. versus F.I.C.T.I.O.N. - O DZIMO EMBASADO NA F
ABRAMICA versus CONDENAO E TEMOR INDUZIDOS, O QUE  OPRESSOR E NEGATIVO.


        Uma nota pessoal:
        Escrevi este artigo porque, durante anos, tenho visto as doutrinas ao redor do assunto do dinheiro,
numa induo consideravelmente perversa. Pouco antes de escrever isto, ouvi um ministro dizer: "O segredo
do verdadeiro poder sobre o diabo  o dzimo" e "O segredo de uma contnua relao com Deus  o dzimo."
        O que achei por demais preocupante  que numa igreja com umas 200 pessoas, ningum hesitava nem
parecia reconhecer que o legtimo Evangelho de Cristo estava sendo comprometido. Peguem suas Bblias,
abandonem suas opinies e vejamos o que ela realmente diz sobre este assunto.


1.- O dzimo antes da lei no era rotineiro, mas voluntrio.
        Os dois exemplos do dzimo antes da lei (em Gnesis) foram eventos nicos, voluntrios e envolvendo
mais do que dinheiro. O exemplo de Abrao foi do dzimo entregue uma vez apenas, dos despojos de uma
guerra (Hebreus 7:2; Gnesis 14:20). Visto como Abrao havia feito um voto de no tomar pessoalmente
qualquer despojo dessa guerra, (Gnesis 14:22-24), aparentemente ele dizimou o que pertencia aos outros ou
o que poderia em breve lhe pertencer. Nada existe na Escritura dizendo que Abrao tenha dado o dzimo de
sua renda ou riqueza, em tempo algum.
       Abraao recebeu uma bno e em seguida deu o dzimo, aparentemente fora de um hbito social,
sem qualquer mandamento divino para faz-lo. (Gnesis 14 e Hebreu 7:1).
        O exemplo nico de Jac [dizimar] foi prometido SE Deus fizesse algo e a Escritura no esclarece se
Jac de fato o cumpriu (Gnesis 2822). De qualquer maneira, estes dois exemplos esclarecem que o dzimo
antes da lei no era obrigatrio, mas voluntrio. Visto como a Escritura s registra incidentes de uma nica vez,
antes da lei, o dzimo ser dado, fica claro que isso no era uma prtica rotineira... Tambm, tendo em vista que
Jac prometeu dizimar o que ele j possua e lucrava (quer dizer, possua totalmente, no em crdito ou
mercadoria baseados em hipteses), entende-se que ele pretendia dizimar sobre os lucros. Isso  importante e
sobre os lucros discutiremos mais tarde.
         Os que procuram tornar o dzimo estritamente baseado em dinheiro, obrigatrio e rotineiro, afirmando
ter ele existido "antes da lei", no esto ensinando como ele realmente foi dado, "antes da lei". Notem ainda
as seguintes escrituras mostrando a natureza voluntria de como se ofertava antes da lei (xodo 35:5,
21,22,24, 29).
         Alguns mestres da obrigao de dizimar usam as escrituras que declaram que se TRAGA, em vez de
DAR o dzimo, a fim de provar que este  obrigatrio. /como veremos a seguir, o dzimo na lei era obrigatrio,
enquanto as escrituras que mencionam o dzimo ANTES DA LEI dizem que este era DADO. (Ver tambm a parte
16 - alguns pensamentos sobre Melquisedeque para futura discusso sobre o dzimo antes da lei).
2. - O dzimo no era em dinheiro nem baseado no ganho, mas baseado na TERRA.


        Se dois fazendeiros fizessem a colheita de dez cenouras, cada um, ambos seriam obrigados a dizimar
uma cenoura. Sob o sistema agrrio do dzimo, no importava se um deles vendesse as nove cenouras
restantes por cinco e o outro por 10 dlares. O dzimo da colheita no se relacionava ao ganho, mas  TERRA.
O dinheiro era, raramente, se  que houve, uma coisa dizimada na Bblia (Neemias 13:10-13. Para ser
realmente bblico, o dizimo no era baseado no ganho ou no dinheiro, de modo algum! [Deuteronmio 14:22-
23; 18:1-5; 26:12; Neemias 10:38-39; 12:44; Levtico 27:30-33; Josu 13:14). O dzimo antes da lei era
voluntrio e baseado no lucro; o dzimo na lei era obrigatrio e baseado na produo (agrria). Os meios
agrrios (da terra) e o dzimo agrrio eram baseados no que se conseguia produzir na terra, em plantaes e
animais. Deus ordenava que as pessoas trouxessem 1/10 da produo da terra, antes de venderem-na. Ento o
dzimo no era baseado no ganho da colheita. De fato, era contra a lei vender o dzimo. Era obrigao levar o
PRODUTO e no que dele resultasse (Levtico 27:28). Existem muitas referncias para dizimar o "excedente"
(Ex., Deuteronmio 14:22, usando "tbuw'ah"), o que significa literalmente fruto ou produto e nos versos do
dzimo COMER o dzimo  sempre mencionado. Notem em Neemias 13:10 que os levitas iam para o CAMPO a
fim de repor os dzimos em falta. Durante o tempo da lei agrria o cmbio do dzimo era comum, mas tambm
havia SISTEMAS MONETRIOS em lugar (Gnesis 23:15-16 e 42:25; Jeremias32:9-11; Deuteronmio 14:25 e
Malaquias 3:5). Mesmo assim, o permanecia o dzimo agrrio (baseado na terra).
       Conforme o Dicionrio Douglas/Teney da Bblia NVI, Levtico 27:31 deixa claro que uma penalidade de
20% sobre o dzimo era cobrada de algum que redimisse o seu dzimo e recusasse usar o dinheiro, a fim de
pagar por um substituto. Novamente isso mostra que no era baseado no ganho nem no dinheiro.
        Deus deu os dzimos de Israel aos levitas, por herana, em vez da terra. (Josu 13:14; Deuteronmio
10:6-9; 18:1-5, Nmeros 18:21-24) e, aparentemente, estes no precisavam dizimar o ganho da venda da
propriedade herdada (Deuteronmio 18:6-8). Os levitas e sacerdotes dependiam dos dzimos para COMER. A
casa de Deus era um ARMAZM e PONTO DE DISTRIBUIO para os sacrifcios, levitas, sacerdotes e os
necessitados "Trazei todos os dzimos  casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa,
e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exrcitos, se eu no vos abrir as janelas do
cu, e no derramar sobre vs uma bno tal at que no haja lugar suficiente para a
recolherdes" (Malaquias 3:10). (Neemias 13:10-13; 1 Samuel 8:15, 17; 2 Crnicas 31:11; Deuteronmio
12:6-7; 17-19; 14:22-23). Houve uma exceo para converter o dzimo em dinheiro, antes permitida na lei.
Segundo muitos eruditos, tal exceo foi mais tarde abolida. Deuteronmio 14:24-27 mostra essa antiga
exceo, provando que sistemas financeiros aconteceram, sem que o dizimo fosse baseado em dinheiro. Nessa
antiga exceo, poder-se-ia vender o dzimo em circunstncias especficas, para gastar o dinheiro no que se
desejasse, contanto que isso fosse compartilhado com o levita local. Esses versos tambm deixam claro
que "se a distncia fosse longa demais para CARREGAR O SEU DZIMO", provando que o dzimo no era
baseado em dinheiro. O Novo /testamento mostra os fariseus dizimando no sobre o lucro ou dinheiro, mas
sobre o que eles cultivavam (Lucas 18:12; Mateus 23:23), mostrando que o dzimo era baseado na produo
agrria.
3. - O ato de dizimar sempre foi feito para honrar a Deus. No foi feito para conseguir alguma
coisa de volta nem para ser equivalente a uma loteria crist.


        Nenhuma das palavras inglesas "sacrifice", "offering" ou "gift" corresponde s palavras bblicas korban,
corban ou quorban. (Ver a palavra "gift" em Marcos 7:11), sendo estas derivadas de um verbo que de um
modo significa "estar perto" e do outro, "trazer para perto". No primeiro caso, ele se refere s prprias ofertas e
no outro, aos ofertantes, como sendo estes trazidos para perto de Deus. Hoje em dia, a mentalidade de "dar
para receber"  vergonhosamente pregada, enquanto dar para honrar a Deus, ou ficar mais perto de Deus, 
mencionada apenas como formalidade.
         Viver com dbitos foi biblicamente relaxado e a usura tornou-se ilegal entre os judeus. O cancelamento
de dvidas cada sete anos e o Ano do Jubileu cada cinqenta anos, os quais eram LEI, j no se encontram
mais em efeito (Deuteronmio 15 e Levtico 25).  TUDPO da Lei ou nada da mesma. No mundo hodierno,
dever a algum por servios ou produtos j recebidos, ou contratados, no imediata e apropriadamente, ou
altos juros em vez de usar dinheiro para pagar os "dzimos', a fim de "sair das dvidas",  terrivelmente tolo,
enganoso e no escriturstico. Isso equivale a uma loteria "crist" e aos cristos imbudos do "esprito de
jogatina".
         Vejo que estamos numa cultura de dbitos e no estou dizendo que os cristos devem estar 100%
isentos de dvidas, antes de ofertar qualquer dinheiro. Estou falando da obrigao (lei) de dar, quando as
pessoas esto dando sem obrigao, medo ou motivao inapropriada em vez de honrar suas responsabilidades
legais, resultando isso em dar desproporcionalmente e entrar em mais dbitos. Os pregadores de hoje
raramente condenam o dar com dbito e vergonhosamente at encorajam isso, chamando de um ato de f.
Infelizmente, a realidade  que muitas vezes o dar em dbito  uma forma de jogo cristo, um jogo de dados,
um ato de desespero por parte de algum que j est sobrecarregado de dvidas.
       Referindo-se  oferta da viva, o mesmo Cristo que observou ser sacrifical a abundncia em dar, disse
em outra parte para sermos financeiramente responsveis. Ele denunciou a prtica de dar a Deus, enquanto se
ignoram as responsabilidades (Marcos 12:41-44; 7:10-13; Mateus 22:21; 17:25-27). Romanos 13:7-8 diz:
"Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem
temor, temor; a quem honra, honra. A ningum devais coisa alguma, a no ser o amor com que
vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei."
        Nos dias de hoje, quando voc no ousa dar, logo lhe diro para usar o seu carto de crdito ou
assumir um compromisso de dar [o que contraria totalmente o mandamento supra citado]. Onde, por acaso, j
foi uma dvida encorajada na Bblia? Ela fala de pessoas dando o que possuam e no o que seria baseado em
emprstimos e juros. Escutei, recentemente, numa TV crist, que algum deveria entregar o montante de sua
dvida ao Senhor e que esse algum iria receber uma resultante bno divina para liquidar essa dvida. Isso
no passa de um jogo "cristo" antibblico.


4 - A lei do dzimo era baseada num sistema agrrio (terra), num governo teocrtico e numa
sociedade agrcola.
         A terra era propriedade oficial do Senhor, "explorada" pela igreja, com os levitas recebendo os dzimos
de Israel, em lugar da terra (Levtico 25:23-24). Tal sistema j no existe, da por que muitos judeus j no
dizimam. Poderia existir o argumento de que uma forma de sistema agrrio ainda existe com o governo
substituindo a igreja. Hoje o governo  "proprietrio" da terra e a explora atravs de impostos e taxas. Todos
pagam esse "dzimo", direta ou indiretamente ao governo, atravs de IPTUs, aluguis, impostos comerciais
[ICMS, IPI, etc.] e impostos agrcolas.
          O tempo do dzimo obrigatrio corresponde ao princpio da organizao do governo do estado
teocrtico judaico, atravs da Lei de Moiss, da explorao agrcola da ter pela igreja, do sacerdcio levtico e
do primeiro Templo judaico a Tenda do Encontro. Seja feita uma distino importante de que numa teocracia a
igreja  o governo, com todas as responsabilidades de governo. Hoje a igreja j no explora a terra; no
responde pelo sistema judicial, legislativo e governamental; no mantm nem dirige as foras armadas, nem a
fora policial; no cuida dos impostos, da distribuio dos recursos pblicos, dos servios de sade, do bem
estar Scia, das aposentadorias, nem outras responsabilidades governamentais. O governo teocrtico da
igreja/estado judaico fazia tudo isso, e muito mais, sob a Lei. Nos USA, a igreja e o estado so separados e
muito mais de 10% so pagos em impostos, pela substancial maioria dos americanos, s funes
governamentais e j no mais  igreja. Vinte e cinco at trinta por cento das taxas americanas vo para uma
variedade de causas, quando muitas, se no a maioria, so manuseadas pela igreja, num governo teocrtico.
Hoje em dia, as dedues de pagamentos e outras taxas at ajudam na iseno de impostos, diminuindo os
lucros, inclusive as doaes feitas s igrejas.
         Samuel advertiu o povo de Deus no sentido de que se este abandonasse a forma de governo
teocrtico, os dzimos seriam cobrados do povo, levando-o a protestar em razo das exigncias governamentais
(1 Samuel 8:2-22). A histria est repleta de exemplos de excessivas exigncias governamentais e a maioria
dos americanos j  "triplamente dizimada" em seus impostos pelas funes do governo, que teriam sido antes
manuseadas pela igreja, numa teocracia.


5 - Sob o sistema agrrio de dizimar, a igreja tinha encargos com relao a manusear e distribuir
os dzimos. Tais encargos j no se encontram em efeito.


         A igreja, sob a lei agrria de dizimar, tinha responsabilidades especficas sociais e comunitrias por
causa da lei, tais como: usar uma porcentagem para ajudar os pobres (Deuteronmio 14:28-29; 2 Crnicas
31:14-15; Neemias 13:12-13). Em alguns casos, a igreja dava tambm penses a certos membros (2 Crnicas
31:16-18). O uso comunitrio e a distribuio era para os levitas, sacerdotes, estrangeiros, transeuntes, rfos
e vivas (Deuteronmio 26:12 e 14:29). No existem mais esses encargos para a distribuio comunitria do
dzimo, na igreja de hoje. Cada igreja crist que tenho visto ensinando o que  incorretamente chamado
"dzimo bblico" como lei, no est praticando realmente o dzimo, conforme os pactos exigidos (Deuteronmio
26:12-15), responsabilidades comunitrias e distribuio de recursos pela igreja, conforme evidenciado no Livro
de atos. Na igreja do Novo testamento, as pessoas vendiam o que possuam e entregavam o resultado  igreja,
para que ningum ficasse em falta (Atos 4:34-35). Convm notar que, sob a lei, as responsabilidades
comunitrias eram encargos obrigatrios, enquanto as doaes do Novo Testamento eram VOLUNTIAS e o
dzimo jamais foi mencionado (Atos 4:34-35 e 5:4). Pedro falou para Ananias: "Guardando-a no ficava
para ti? E, vendida, no estava em teu poder?" Ele jamais falou: "Voc era obrigado a trazer o dzimo
dessa venda". Paulo tambm encorajou o sistema de distribuio de recursos, na 2 Corntios 8:13-15 e em
Romanos 12:13. O propsito do Velho e do Novo Testamentos em relao  riqueza no era ficar rico ou
impressionar as pessoas, mas realizar a obra de Deus e compartilhar as necessidades (Deuteronmio 15,
Levtico 25, Mateus 19:21 e Efsios 4:28).
        Hoje em dia, um sistema de distribuio de recursos, conforme a igreja primitiva do Novo Testamento,
seria impossvel e teria uma aparncia de seita. Contudo, o princpio de usar o suprfluo de algum para suprir
as necessidades de outrem permanece claro atravs do Novo Testamento. Hoje em dia, muitas pessoas do o
"dzimo" a um povo rico e bem sucedido, com pouca ou nenhuma considerao pelos realmente necessitados.
O objetivo de dar tem se tornado o de receber, em vez de distribuir os recursos aos carentes e a outros.
Cristo ensinou ao jovem rico que vendesse suas possesses e desse esmolas aos pobres (Lucas 12:33). Ele
ficou impressionado porque Salomo no Lhe pediu riqueza como prioridade de sua vida (2 Crnicas 1:7-12).
6  O Dzimo, segundo se ensina hoje, foi modificado e j no corresponde ao dzimo bblico.
        Deus destinou os dzimos aos levitas em recompensa pelos seus servios e por no terem recebido a
herana pessoal da terra. Os levitas davam o dzimo dos dzimos que recebiam aos sacerdotes. O Cristianismo
no tem um sistema agrcola nem levitas e cada cristo agora  um sacerdote,  o templo e um co-trabalhador
com /cristo (2 Pedro 2:5-9; Apocalipse 1:6; 5:10. 20:6) De cada judeu era exigido, pela Lei Levtica, que fossem
pagos trs dzimos de sua propriedade:
1. - Um dzimo para os levitas
2. - Um dzimo para uso do Templo e para as grandes festas
3. - Um dzimo para os pobres da terra.
        Em vista do acima exposto,  claro que qualquer igreja que exigisse o dzimo deveria estar gastando
PELO MENOS UM TERO de sua entrada com os pobres, visto como essa era a exigncia sob a lei do dzimo
obrigatrio. Ser que existe alguma igreja que se aproxime disso? No conheo uma sequer!
        Contudo, no  incomum o fato de alguns ministros [eu diria muitos] chamarem seus paroquianos de
ladres, quando estes no entregam o dzimo. Toda a lei ou nada! Os dois nicos exemplo de dzimos antes da
lei, em Gnesis, foram voluntrios, no rotineiros e baseados na renda.. A lei bblica de dizimar era na base
agrria (da terra). Nenhum desses dzimos era dado em dinheiro, conforme geralmente se ensina hoje. As
pessoas no deveriam estar "criativamente inventando" a doutrina ensinando que o dzimo bblico  dar 10%
da renda bruta ou lquida, apanhando e escolhendo qual a parte da lei que elas devem seguir, determinando
quantias ou misturando a lei com a graa.
         A Bblia  claro sobre o que era o dzimo, antes e durante a vigncia da Lei e como deve ser
manipulado. Um dzimo corresponde a 1/10... Mas 1/10 sobre o que e... como? Se algum quer ensinar que o
dzimo  1/10 da renda bruta ou lquida, que NO chame isso de dzimo bblico. E caso seja esse o seu plano,
tenha muito cuidado para no colocar pedras de tropeo no caminho das pessoas, pressupondo que o seu
plano  a Lei de Deus, resultando em castigo, caso no seja obedecido.
        O dzimo no pode ser praticado conforme o foi nos tempos bblicos, porque a lei do sistema agrrio,
dos sacrifcios, do cancelamento de dvidas, do Ano do Jubileu e outros fatos inter-relacionados foram todos
abolidos. Alm disso, as igrejas no tm lei alguma substituindo-os, para exigir as responsabilidades
comunitrias da distribuio de recursos, conforme o dizimar na lei agrria. Nesse caso, seria melhor deixar
inteiramente de lado a palavra "dizimar", nesta Era da Graa, a fim de evitar a mistura da Lei com a Graa,
como tem sido to comum hoje em dia.
        Contudo, isso deve ser difcil em razo da "dizimomania" que tem varrido a terra. Muitos vo acreditar
que um "plano de dar" vo assistir, contribuir e ajudar as pessoas a decidir o que  apropriado a dar, o que
ser brevemente discutido.


7 - Controle, ambio ou completa ignorncia constituem a motivao por trs de muitas das
mensagens atuais sobbre o dzimo obrigatrio.


        O Novo testamento  claro neste ponto; somos comandados a dar. Para sermos abenoados devemos
dar generosa, alegre e voluntariamente, no por necessidade, mas conforme nossas posses, em esprito de f,
amor e retido. O Novo Testamento no estabelece claramente, de modo algum, quantia ou porcentagem.
Paulo no diz para darmos conforme uma porcentagem, mesmo estando a par do ato de dizimar (1 Corntios
16:2) [Paulo ordenava que se fizessem as coletas antes dele chegar, o que demonstra a sua preocupao de
jamais induzir - com a sua presena - os crentes a darem essas ofertas].
        Vrias vezes Paulo compara o dar voluntariamente com dar fruto e com ofertas queimadas (o seu uso
da terminologia do VT (fruto e ofertas queimadas), sem mencionar o dzimo, no poderia ter sido um lapso, em
razo de sua ascendncia judaica (Filipenses 4:17-18; Romanos 15:26-28). A Bblia ensina a dar, conforme o
Senhor nos tem feito prosperar e conforme nossa capacidade e posses (2 Corntios 8:11; 9:5-13 e Atos 11:29).
A palavra "meios" tem o significado grego de "possesso" e "propriedade". Isso quer dizer que voc est dando
o que  totalmente seu e no o que se baseia de credirios ou juros.
O dzimo da Aliana baseado na f abramica F.A.C.T. - j resumidamente discutido, pode ser ensinado
como uma prtica de f e graa, evitando, contudo, toda controvrsia sobre a mutilada doutrina do dizimar
hoje. Por que no se ensina o dizimar dessa maneira?  por causa do controle, da ambio e, algumas vezes,
da ignorncia. A ignorncia corre livre, f e fcil e proveitosamente, no sentido de controlar as pessoas atravs
do sentimento de culpa e obrigao. Ao chamar os no dizimistas de ladres, ou pregar o dzimo junto com a
condenao, a obrigao e o medo, com relao a especficas quantias dadas, sem o conhecimento do
sacrifcio, da f e dos compromissos (que sero discutidos mais tarde), e a inteno que moveu o doador,  o
mesmo que pregar a lei.  tambm uma pedra de tropeo, no  escriturstico, sendo, portanto, um pecado.
Uma CONTA obrigatria no pode ser "dar" e "Tudo que no  de f  pecado", portanto, vamos acabar
com a F.I.C.T.I.O.N. (Condenao e Temor Induzidos, o que  Opressor e Negativo). Cristo ensinou que um
homem deveria vender tudo que tinha e dar aos pobres (Marcos 10:21), contudo ficou satisfeito quando o
outro [Zaqueu] prometeu que daria a metade dos seus bens aos pobres (Lucas 19:1-10), o que mostra
claramente que quantias especficas no so importantes para a Deus.
          A histria das duas pequenas moedas da viva torna meridianamente claro que a relao com o
dinheiro, a atitude do doador e o sacrifcio  que so importantes. Cristo disse que a viva havia ofertado mais
do que os ricos, apesar dos ricos terem ofertado mais (Marcos 12:41-44). Cristo focalizou claramente o
sacrifcio feito e no as quantias ofertadas. Os mestres do dzimo obrigatrio apelam estupidamente para o fato
de que uma pessoa rica poderia dizimar sem fazer sacrifcio algum, em razo de sua renda. Para um rico fazer
o mesmo sacrifcio de uma pessoa pobre, quando esta d 10%, ele teria de dar 90% ou mais de sua renda. A
Bblia est cheia de admoestaes contra a opresso aos pobres. A intricada doutrina do dzimo obrigatrio,
baseada na entrada da renda, nos dias de hoje,  uma coisa que Deus no iria autorizar, visto como oprime os
pobres. Lembrem-se que a lei do dzimo obrigatrio no era baseada na entrada da renda, conforme ficou claro
na seo 2. Cristo ficou impressionado com o sacrifcio feito na oferta e no com as quantias ofertadas. Se
uma pessoa rica d 10% sem sentir sacrifcio, o mesmo Cristo, que no se impressionou com as grandes
ofertas em Marcos 12:41-44, tambm no se impressionar com as mesmas ofertas, hoje.
         Alguns ensinam, ofensiva e desavergonhadamente, o dizimar como lei. Muitos usam sutis distores
mentais que chegam a esse ponto: "No, o dzimo no  obrigatrio, mas se voc  um filho de /deus, vai
querer dar 10% de sua renda" ou ento usam uma tcnica semelhante de obrigao e culpa. A outros dizem
que no entreguem o seu dinheiro a algum em necessidade, mas a "um ministrio, onde a uno financeira
est fluindo".  ento "sugerido" que sem isso no haver bno. Outros ainda tm a desfaatez de dizer:
"No fui eu quem diz isso, foi Deus". Um boato aplicado a uma Escritura mal aplicada ou ainda a mal aplicada
"maldio de Malaquias", sero discutidos na seo 10. Outros dizem: "Todo o seu dinheiro pertence a Deus."
Conquanto todas as coisas pertenam a Deus, convm lembrar que Ele tambm disse: "O trabalhador 
digno do seu salrio". E que a Escritura  vlida para todos, no somente para os que fazem a obra de Deus.
Cristo ensinou que vendssemos o que temos para dar aos pobres, mostrando a respeito do dinheiro um foco
consideravelmente diferente do que demonstram os modernos lderes da prosperidade: "Vendei o que
tendes, e dai esmolas. Fazei para vs bolsas que no se envelheam; tesouro nos cus que nunca
acabe, aonde no chega ladro e a traa no ri. (Lucas 12:33). Enquanto isso, muitos lderes de igreja,
hoje em dia, contentam-se em pregar uma mensagem mista, quanto a se o dzimo  ou no  obrigatrio
[deixando os membros de suas igrejas cada vez mais confusos quanto ao assunto]. Essa FICTION precisa
acabar!!!
       Alguns chegam ao extremo de ensinar que o dzimo obrigatrio  simplesmente uma "janela aberta s
bnos" e que "dizimar alm do dzimo  que produz uma tempestade de bnos" [Quem tem medo de
tempestades, como eu, continue sendo um crente no dizimista, como eu!].
         Com uma mdia de 30 a 35% de sua renda entregue ao governo, para que este exera as funes que
a igreja no mais exerce, dando mais 10% de dzimos mais ofertas, presume-se que os americanos doem no
mnimo 50% de sua renda bruta, conforme a pregao dos mestres do dzimo obrigatrio. [No Brasil os
impostos do governo j atingem uma faixa de quase 50%. Nesse caso, o brasileiro que entrega o dzimo retm
apenas 40% do que ele recebe de renda bruta... Ento  o caso de indagar: Deus deseja ver os Seus filhos
passando necessidade, enquanto os lderes malaquianos se locupletam de bens?]
            O antigo ditado: "Deus no se deixa vencer em generosidade"!  realmente correto. Jamais
poderamos dar mais do que Deus nos d. Contudo, levar as pessoas a crer que elas podem dar
indiscriminadamente o seu dinheiro para terem suas necessidades miraculosamente supridas,  infantil e, de
modo algum, tem respaldo nas Escrituras. Deus deixa bem claro que devemos ser responsveis e auto-
sustentveis, sem dependermos dos outros. Isso no quer dizer que Ele no abenoe o ato de dar com
sacrifcio. Ele o faz. Refiro-me ao dar sem responsabilidade, ao dar indiscriminado, manipulado ou
impropriamente motivado e coagido.
         Certo ministro declarou: "No vamos permitir que faam trabalho na igreja pessoas que no sejam
dizimistas fiis!" Este  um dito feito pelo homem e de modo algum  espiritual. Ser que Paulo alguma vez
exigiu dinheiro para algum servir s igrejas? Ser que o Novo Testamento tornou o dzimo obrigatrio para o
exerccio de qualquer cargo nas igrejas? [Imaginem Paulo recomendando: Timteo, antes do Apolo servir 
igreja tal, veja se ele  um dizimista fiel!].
         Primeiro, esses ministros parecem ignorar que para os crentes que escolhem o modo bblico de
dizimar, conforme este documento, TUDO deveria ser dizimado ao Senhor: os dons, os talentos, as posses, o
tempo, etc. Contudo, duvido que esses ministros tenham se preocupado em indagar a qualquer uma dessas
pessoas do Corpo de Cristo, sobre as suas carncias. Parece que a sua nica preocupao  com o que estas
estariam dando em dinheiro ao Templo... Os hebreus sob a lei agrria eram obrigados a declarar,
honestamente, que haviam dado o dzimo "aos levitas, aos estrangeiros, aos transeuntes, aos rfos e s
vivas" (Deuteronmio 26:134-15). [No contexto atual, o crente que reside num prdio de classe mdia baixa
(ou pobre), em vez de dar o dzimo, deveria ajudar os vizinhos mais pobres, uma vez que Paulo diz em Glatas
5:14: "toda a lei se cumpre numa s palavra, nesta: Amars ao teu prximo como a ti mesmo". ]
           Ser que os defensores do dzimo obrigatrio, levam em conta o dinheiro de origem duvidosa, da
negligncia nos pagamentos, dos compromissos de dizimar, com o crente contraindo dvidas para isso? Todas
essas consideraes so bblicas e podero acarretar a rejeio divina ao dzimo. No consigo me lembrar
de ter uma nica vez escutado qualquer mensagem sobre essas consideraes bblicas. A verdade 
que muitos ministros do dzimo obrigatrio no se importariam com a origem "corrupta" do mesmo, contanto
que o recebam... Contudo, Deus fica muito mais satisfeito com uma vida HONESTA E RESPONSVEL do que
com aquele crente que d, movido pelo temor e deslumbrado com as grandes igrejas!
        A lei de dar por obrigao era em geral flexvel. Existem muitos exemplos bblicos com relao ao dar
obrigatrio, dizendo por exemplo: "Quem no tiver um touro, pode dar uma pomba; se no tiver uma pomba,
que d uma taa de farinha, etc." Pelo visto, a lei tinha muito maior considerao s realidades da vida do que
muitos pregadores atuais da prosperidade (Ver Levtico 12:6).
         Imaginem a situao de duas pessoas vivendo separadas, cada uma ganhando 400 dlares por
semana. Uma delas no tem despesa alguma para viver, enquanto a outra tem dois paralticos em casa para
serem cuidados. Imaginem outra situao em que duas pessoas ganham 500 dlares por semana. Uma delas
mora com os pais, sem pagar aluguel, enquanto a outra mora num apartamento alugado, com trs filhos para
criar, com um dos filhos deficiente, sem plano de sade... Pois o dzimo obrigatrio ordena que essas pessoas
dem exatamente o mesmo, a fim de no serem amaldioadas! [Ser que Deus aprovaria isso?] Isso  um
absurdo! As despesas de nossa vida devem ser responsavelmente manuseadas, segundo a Escritura e o
dinheiro que  gasto com enfermidade ou necessidade certamente faz parte da "obra de Cristo". Quem diz o
contrrio  um legalista, sem considerao com o prximo, um imaturo e ambicioso.
        Quando satisfazemos as necessidades do outro estamos realizando a obra de Cristo (Mateus 25:31-46).
As CEGAS REGRAS DA LEI com relao s quantias, no so o DAR que o Novo Testamento ensina realmente.
Quando Cristo e Paulo falam em dar, eles sempre deixam claro que o sacrifcio  mais importante do que as
quantias (Marcos 12:42-44; 2 Corntios 8:1-5,12). Cristo nos ensinou a nos libertarmos do dar por obrigao
(Mateus 17:24-27).


8 - Deus  Soberano e as recompensas podem no ser vistas, conforme se espera nesta vida.


        A histria de J pode ser resumida em duas declaraes:
        Primeira, no questionar Deus por causa das coisas ruins que possam acontecer com as pessoas boas.
Segunda, no julgar as pessoas em tempos difceis, porque os caminhos de Deus esto acima de nossa
capacidade de compreenso.
       J deixa claro que muitas vezes as circunstncias da vida podem no estar completamente relacionadas
com aes da pessoa. A vida pode ser cclica e, algumas vezes, parecer completamente m e injusta. Ensinar
que dar  de certa maneira garantir uma situao particular da vida  imaturo e no escriturstico.
       O Soberano Senhor pode dar e tomar, independente da pessoa dar ou de sua espiritualidade. A histria
de Lzaro mostra um homem que viveu e morreu na pobreza e, contudo, foi levado por anjos ao seio de
Abrao, enquanto o rico foi para o inferno (Lucas 16:19-22). Circunstncias financeiras da vida no refletem
necessariamente a condio espiritual. A Bblia est repleta de admoestaes sobre as armadilhas do dinheiro.
        Muitos ensinam que dizimar  uma forma de "proteo ao dinheiro", que garantir o dizimista contra
prejuzos, acidentes e outras calamidades da vida. Certo pregador disse: "Se eu no dizimasse teria mede de
atravessar a rua". Outro disse: "Sei que posso evitar as calamidades, pois dou o dzimo". Estes pregadores
precisam aprender duas lies. Uma delas  lidar com as realidades, conforme  ensinado na histria de J. A
outra  aprender sobre a vida dos apstolos e incontveis outros cristos, que sofreram atravs dos tempos,
por Deus, pela verdade e pela causa de Cristo. Todos, exceto um deles, foram martirizados. Muitos
experimentaram bofetadas, apedrejamentos, naufrgios e outras calamidades e problemas, pois "Muitas so
as aflies do justo, mas o SENHOR o livra de todas" (Salmos 34:19). (Ler tambm Atos 14:22). Muitos
dos pregadores "bem vestidos" de hoje so ignorantes. Eles vo aonde so bem recebidos, pagos e aplaudidos
e consideram qualquer crtica - vlida ou invlida - como "perseguio pela causa de Cristo". O Cristianismo ao
estilo Poliana  imaturo e sempre conduz a problemas. A realidade  que a maioria de todos ns cresce mais
com a dor, com as acusaes e tribulaes do que com a facilidade, o conforto e as guas plcidas.
         Devemos examinar toda a Escritura e no apenas as promessas de prosperidade que gotejam em
nossos ouvidos. Paulo diz que Deus nos abenoa com abundncia em todas as coisas (Filipenses 4:19),
conquanto falando tambm de receber uma oferta para os cristos necessitados. Ele jamais sugeriu que esses
cristos tivessem ficado pobres por causa da falta de f ou da m conduta. De fato, ele at ensina que em
outro tempo poderia at ser que esses cristos doadores pudessem vir a ter necessidade, como os atuais
necessitados, mesmo tendo sido abenoados e capazes de levantar oferta, nessa ocasio, e abeno-los.
          Paulo disse claramente que a vida no significa uma bno financeira atrs da outra, sem jamais
acontecer uma carncia (2 Corntios 9:5-13 e 8:13-15). Ser que possvel admitir que Pedro no tivesse f, nem
levava uma vida correta e bem sucedida, quando disse quele mendigo: "No tenho prata nem ouro..."
(Atos 3:6)? Ser que Maria no tinha uma vida correta? Pois ela teve de levar uma oferta de pobre para ser
purificada (Lucas 2:22-24; Levtico 12:6-8). Francamente, acho que se a maioria dos cristos atuais tivesse de
viver, durante um ano, conforme a igreja primitiva viveu ou como viveram os apstolos, iria se afastar das
cosias suprfluas. O mesmo Cristo que disse: "Dai e vos ser dado", tambm ensinou a dar a quem no podia
retribuir, com uma bno, na ressurreio,  pessoa que deu (Lucas 14:12-14).


9 - Cristo no ensinou a dar 10% da renda de algum, contudo permanece o princpio de sustentar
ministros e igrejas.


            Havia     um    bem      estabelecido     sistema      em     vigor,    no      tempo      de
Cristo. Contudo, a nica meno direta sobre o dzimo foi feita a um judeu, ainda sob a lei e o dzimo era em
ervas (agrrio). NO em dinheiro ou lucro pela venda das ervas (Mateus 23:23; Lucas 11:42). Certamente
havia um comrcio de ervas e condimentos (Joo 12:5 e Marcos 14:3-5), contudo os dzimos mencionados por
Jesus eram claramente dados em ervas e no destas procedentes.
          Nesse caso, devemos dizer aos cristos de hoje que eles devem dizimar com ervas? Ou ser que
devemos dar um pulo totalmente antibblico das ervas para os 10% da renda em dinheiro? Cristo tambm
ordenou que alguns realizassem a purificao cerimonial, lavagem dos ps e celebrao dos dias santos e das
festas judaicas. Ento, porque no se exigem mais essas coisas dos cristos, hoje em dia? [Ser porque no
do o mesmo lucro?] Toda lei ou nada! Nem mesmo nos ensinos aos judeus Cristo ensinou a dar o dzimo
como prioridade para Deus (Lucas 18:9-14), dizendo que havia coisas mais importantes com que se
preocuparem (Mateus 23:23). Alm disso, considerem-se as vrias tradues com referncia ao dzimo e
observem as significativas mudanas... [Aqui deixo de traduzir as comparaes nas vrias tradues da
Bblia]. Conquanto os mandamentos para dizimar no existam no Novo Testamento, o princpio de que a igreja
e os ministros podem ser sustentados  uma indisputvel doutrina do Novo Testamento (1 Corntios 9:6-9,
13,14 e Lucas 10:7) Convm notar que s vezes Paulo no se recusou a receber doaes, quando achou que o
Senhor seria assim mais bem servido. (1 Corntios 9:13-19).


10 - Malaquias 3 est sendo usado como "bruxaria crist".


        Malaquias 3:8-12 tem sido rotineiramente retirado do contexto e usado como maldio, uma espcie de
"bruxaria crist" pelos pastores ambiciosos e manipuladores, alguns deles cegos pela ignorncia bblica.
Malaquias foi escrito para um Israel que existia sob alei. O dzimo era agrrio e no baseado na renda.. Israel
havia se tornado relapso, os sacerdotes no faziam o seu trabalho, os sacrifcios eram corrompidos e rejeitados
por Deus, com o povo negligenciando totalmente as leis matrimoniais e manuteno e restaurao da Casa de
Deus. J no se faziam sacrifcios aceitveis.
        Usar Malaquias como "maldio" contra pessoas salvas, que confiam no perfeito sacrifcio de Cristo,
pessoas que respeitam o matrimnio e no esto negligenciando o templo do Novo Testamento (ou seja, o seu
corpo e condio espiritual), nem faltam s reunies do "Corpo de Cristo",  aplicar erroneamente a
Palavra d Deus, visando lucro financeiro. Vejam o que declara o autor de um bestseller sobre o dzimo
obrigatrio:
"Todo cristo que no est honrando Deus com o dzimo  culpado de estar roubando-O; est vivendo sob
uma maldio e ficar na escravido financeira, at que obedea a Palavra de Deus e comece a dizimar. O
dzimo quebra a maldio." ("God's Financial Plan", por Norman Robertson, p. 61, #12). [Este malaquiano 
quem deveria ser amaldioado por torcer de tal maneira a Palavra Santa]. Isso  o que deve ser dito a uma
pessoa salva? O sacrifcio de Cristo no  suficiente? Ser que Cristo removeu todas as maldies, menos
a maldio financeira? Isso  plano FICTION (Condenao  Induo Pelo Medo, a Qual  Opressora e
Negativa). Esta declarao mistura a lei com a graa, deixando de manejar corretamente a Palavra da
/verdade, constituindo-se em pedra de tropeo, no sendo um artigo de f e, portanto, sendo pecado.
        Recentemente escutei um ministro lanar a despropositada maldio de Malaquias  igreja, declarando
que estava cansado de ver a sua igreja sem receber as bnos totais de Deus, por causa dos ladres que
entraram na igreja e no dizimavam, dando somente uma renda de fonte corrupta. Ser que esse ministro iria
recusar todo o dinheiro desses "ladres no dizimistas"? Por que iria ele participar de sua "ladroagem e
pecado", aceitando o dinheiro de uma "fonte corrupta?" (Malaquias 1:10; Ams 5:22) ...
        Para estar certo de que no haveria engano na lei do dzimo agrrio sob a lei, cada hebreu tinha de
fazer uma declarao de honestidade perante o Senhor(Deuteronmio 26:13-15). Essa declarao obrigatria
tambm especificava que o dzimo tinha sido dado honestamente "... ao levita, ao estrangeiro, ao transeunte,
ao rfo e  viva".


11 - Quer voc esteja errado ou d erroneamente, isso de nada lhe aproveitar em dar.


         Devemos manejar corretamente a Palavra da Verdade. A 1Corntios 13 esclarece: "E ainda que
distribusse toda a minha fortuna para sustento dos pobres e ainda que entregasse o meu corpo
para ser queimado, e no tivesse amor, nada disso me aproveitaria". Esse  o amor GAPE. Sugiro
que quem d com o propsito de receber est impropriamente motivado, pois no  dado com amor GAPE.
Devemos dar por amor, porque isso  correto. Tudo que recebemos de Deus  pela GRAA atravs da f em
Jesus Cristo e Ele jamais nos ensinou a nos basearmos em obras (Lucas 18:9-14). A Escritura ensina que Deus
no aceita ofertas de pessoas que o vivem desonestamente e que no dem com esprito reto. (Malaquias
1:10; Ams 5:22, 1 Corntios 13:3).
        O Novo Testamento sempre aperfeioa a lei. No Novo Testamento a inteno  mais importante do que
a regra. Segundo nos esclarece a 1 Corntios 13, TUDO que  dado com falsas intenes de lucro resulta em
NENHUM lucro individual. As promessas de Deus so de f e esperana, mas dar sem amor GAPE no d
resultado algum. Algum pode crer e esperar por boas coisas do Pai, sem dar com o objetivo principal de
receber. De outro modo, esse ato se torna centrado em obra. E tudo que afeta e perfeita obra de Cristo no
provm de Deus. (Lucas 18:9-14).


12. - O Dizimo antes e durante a lei jamais foi o mesmo que ofertas das primcias


         Muitos mestres do dzimo obrigatrio confundem o dzimo com a oferta das primcias. Por no saberem
manejar corretamente a Palavra da Verdade, muitas escrituras com relao a dar as primcias so mal
aplicadas, a fim de darem suporte  doutrina do dzimo obrigatrio. A oferta das primcias acontecia quando os
israelitas traziam a primeira poro dos frutos colhidos como oferta. Era uma petio pelas colheitas futuras, as
quais, ento seriam dizimadas. [Era uma forma de promessa de que os dzimos das colheitas seriam
entregues]. A oferta das primcias nunca foi dizimo, antes nem durante a vigncia da Lei Mosaica.


13 - A obra de Cristo no deve ser vista como promessa de que seremos bem sucedidos e nos
tornaremos ricos.
        Agora vou inserir alguns comentrios de uma entrevista feita com o x-pregador pentecostal, Jim Baker,
depois que ele se arrependeu e Deus ressuscitou o seu ministrio:
        "Sobre a pregao da prosperidade: Comecei a ler e escrever cada palavra conforme registrada no
Evangelho. Chorei por ter estado to errado, pregando outro evangelho e outro Jesus. Jesus chamou a riqueza
de enganosa. Ele tambm disse: `Ai dos ricos' e que `No se pode servir a Deus e s riquezas' (Mateus
6:24; Lucas 16:13). Ele jamais colocou os ricos e as riquezas num foco positivo. Como eu pude desperdiar
tanto tempo enfatizando bnos financeiras?
         Eu costumava citar a 3 Joo 2 dizendo: `Acima de tudo, Deus deseja que vocs prosperem'. Eu amava
essa passagem da Escritura. Ela parece tima, num cenrio da TV, quando se levantam fundos, e eu as
interpretava como se Deus desejasse que fssemos todos ricos. Mas quando cheguei s palavras de Joo,
pensei: `Ora, isso no faz sentido.' Ento procurei a palavra `prspero' no Grego e descobri que ela  composta
de dois vocbulos: o primeiro significando `bom' ou `bem' e o segundo significando `jornada'.  uma palavra
progressiva, ento parece uma jornada.
         Ento, temos aqui basicamente o que Joo quis dizer: `Amado. Desejo-lhe uma boa jornada pela vida,
do mesmo modo como sua alma tem feito uma boa jornada para o cu'. Era uma saudao! Construir uma
teologia sobre esse verso  o mesmo que edificar a igreja sobe a frase `Tenha um dia feliz!'
        Comecei a examinar as passagens da Escritura, usadas no ensino da prosperidade, tais como "Dai, e
ser-vos- dado' (Lucas 6:38). Mas quando fui ao contexto da Escritura, descobri que Cristo estava nos
ensinando que na mesma medida em que perdoamos somos tambm perdoados. Ele estava ensinando o
perdo, no dinheiro. Ele estava nos ensinando que na medida em que perdoamos somos tambm perdoados.
        Eu costumava copiar meus sermes de outros pregadores. A Bblia admoesta os pastores que obtm
suas mensagens de outros. Acho que a razo de termos hoje outro evangelho e outro Jesus sendo pregados 
porque os pregadores tiram seus sermes dos outros e do ensino motivacional. Uma poro do que est sendo
ensinado hoje  simplesmente ensino motivacional, com um pouco de Escritura nele inserido".
         Para alguns pregadores o Cristianismo dos tempos atuais parece nada mais do que um bolo de
sucesso com uma camada de cobertura crist. Para eles "a riqueza  igual  piedade'. E `a falta de riqueza 
igual "maldio". Mas vamos ler Tiago 1:9-11: "Mas glorie-se o irmo abatido na sua exaltao, e o rico
em seu abatimento; porque ele passar como a flor da erva. porque sai o sol com ardor, e a erva
seca, e a sua flor cai, e a formosa aparncia do seu aspecto perece; assim se murchar tambm o
rico em seus caminhos".
         Muitos arrogantes mestres da prosperidade olham para os pobres, esquecendo que uma boa fatia do
seu dinheiro provm dos baixos salrios do trabalhador. Tal arrogncia leva muitos deles a acreditarem que
"Deus sempre se encontra onde o dinheiro est fluindo". Muitos dos que so escravos da doutrina da
prosperidade pensam assim: "Ora, se eu estou faturando tanto dinheiro, isso s pode ser de Deus!"
        Deus j no habita em templos. As pessoas  que so a Casa de Deus e o Corpo de Cristo.
Mesmo com tanta "revelao" grassando, hoje em dia, na igreja, eles no conseguem entender isso e
continuam a buscar no Velho Testamento a [extinta] glria do Templo.
          Certa igreja gastou milhares de dlares na aquisio de aparelhos eletrnicos de som e em
computadores. Mas no pde ajudar um cristo carente, o qual , por motivo de doena, no dispunha de uma
pequena quantia para no perder o seu veculo utilitrio. A obra de Cristo e do Corpo de Cristo  mais do que
os cofres da igreja e seus edifcios. Ela deve ser compartilhada com as necessidades das PESSOAS, em muitos
nveis diferentes, onde quer que estas se encontrem.
         Quem gasta dinheiro num ministrio de presos, est gastando-o para Cristo. Quem alimenta o prximo
faminto, est alimentando a obra de Cristo. Conquanto a igreja local no deva ser negligenciada, no
existe qualquer Escritura dizendo que todo o dinheiro destinado a Deus tenha de entrar na igreja, para os
cofres dos ministros. Muitos pregadores e igrejas at parecem penar que o simples fato de dar para o
Senhor  dar para eles. Certa vez escutei um deles dizer: "Se algum  sua esquerda ou  sua direita
precisar de pneus ou de muletas para o seu filho, voc precisa dar o dzimo, antes de pensar nessas cosias".
 [Esse pastor nunca leu a 1 Timteo 5:8, que diz: "Mas, se algum no tem cuidado dos seus, e
principalmente dos da sua famlia, negou a f, e  pior do que o infiel". ... Como se ajudar o irmo ou
satisfazer as necessidades da famlia no fosse a verdadeira obra de Deus! Leiamos a histria do Bom
Samaritano. Quantos esto pagando aos outros para fazerem a sua obra. Esto pagando aos outros para que
esses ministrem em seu lugar. Muitos esto dizimando por medo da ridcula "Maldio de Malaquias"', deixando
o seu vizinho passar necessidade. Eles acham que somente aps terem conseguido a sua "chuva de bnos
financeiras" podero ajudar os carentes. Essas igrejas procuram ainda a glria do Templo judaico, esquecendo
a glria do templo do Novo Testamento... o Corpo de Cristo, que vive e respira.
         Muitos "dizimistas fiis" tm deixado de ajudar um casal de idosos carentes, a fim de darem o dzimo
na igreja, porque ali sua ao ser registrada, enquanto o ato de dar ao prximo ficar em segredo. Contudo
Cristo nos mandou dar em secreto. Hoje existem incontveis gigantescos edifcios eclesisticos e todo tipo de
ministrio cristo na Mdia e na Internet, etc. Com toda essa construo de coisas ser que o Cristianismo
melhorou? Recentemente, quando via um certo programa "cristo" na TV, em casa, precisei desligar o
aparelho, quando entrou um descrente, com vergonha da escandalosa petio mercenria de dinheiro. [Por
essas e outras  que s ligo a TV para ver o Jornal Noticioso ou ento novelas, para no precisar "me
envergonhar do Evangelho, que antes era o poder de Deus e agora  dos pastores malaquianos]...
        A desculpa  que o mundo no vai escutar a mensagem do evangelho, a no ser que voc seja rico e
bem sucedido, o que  uma tolice. Cristo no tinha onde reclinar a cabea e mesmo assim as multides afluam
para Ele. Joo Batista vivia como um eremita e mesmo assim as multides corriam para ele. Muitos cristos, no
Livro de Atos, vendiam o que possuam, para que as pessoas carentes tivessem o necessrio. Mesmo assim, a
mensagem deles foi tremendamente bem sucedida. Pelo que sei, nenhum dos apstolos ficou conhecido como
um bem sucedido homem de negcios, mas, mesmo assim, eles entregaram muito bem a sua mensagem.
        A Bblia ensina que nada h de errado com a prosperidade ou o sucesso obtidos, contanto que sejam
apropriadamente manuseados. Oro para que os alcancemos atravs de uma vida limpa, de f, graa e amor,
no pelo temor da lei, da condenao ou da FICTION.


14 - O que significa Dizimar pela F embasada no Pacto Abramico  F.A.C.T.?


          Os dois exemplos de dizimar em Gnesis foram voluntrios, baseados no lucro e na f. Estudem
Glatas 3, Efsios 2:12 e Romanos 4, e vero como Paulo relata a f, a justia e o que  ser um "verdadeiro
israelita", voltando  f antes da lei e  promessa feita a Abrao. O FACT est baseado nesse princpio
abramico, um princpio de que o dzimo deve ser oferecido a Deus do que  totalmente posse do dizimista,
jamais baseado em crdito e juros. No se pode "colocar Deus em primeiro lugar", negligenciando o pobre e
necessitado, as obrigaes financeiras, as necessidades familiares e os compromissos assumidos. Quem faz isso
no est colocando Deus em primeiro lugar, mas querendo impression-Lo, esperando que Ele lhe mande uma
"chuva de bnos". Em outras palavras, voc est dando para receber... Esse tipo de pensamento impingido
pela teologia da prosperidade  imaturo, no escriturstico e antitico. Ele no passa de um "jogo cristo", um
cncer que se alastra no Corpo de Cristo...
         Deus espera que sejamos financeiramente responsveis, no estultamente imbudos desse completo
"esprito de jogatina". (Romanos 13:7-8). No se pode oferecer a Deus coisa alguma que esteja contaminada
por dbitos. As doaes a Ele devem ser feitas de coisas que nos pertenam ou que tenham sido honestamente
adquiridas atravs de doaes (2 Samuel 14:24). Entretanto, raramente se escuta isso dos pregadores da
prosperidade. Antes de escolher o mtodo FACT, as despesas obrigatrias devem ser deduzidas de sua renda
bruta. Disso resultar uma media do que se pode pagar. [Recebo em mdia R$2.300 mensais. Quando deduzo
as despesas de Plano de Sade, energia eltrica, telefone, Ministrio, Condomnio, faxineira, prestaes, etc.
me sobram apenas R$600,00 para alimentao, por isso entrego R$60,00  igreja, no como dzimo, mas como
ajuda na construo do novo templo. O Governo brasileiro j nos taxa em mais de 37% do nosso ganho;
portanto, a igreja no pode receber um dzimo e deixar-me passando necessidade.]
         Se algum quiser dar 10, 20 ou 30% do que recebe, maravilha! Mas que o d generosa, alegre e
voluntariamente e no por temor de maldio. [Contanto que depois no entre no SPC, como certas amigas,
que eram membros de uma igreja malaquiana (da f) e se endividaram tanto que vieram pedir meu nome para
fazer o credirio de um aparelho (R$400) na cidade. Dei a uma delas... a qual, depois, no pde me pagar.
Mas como  honesta, simplesmente me devolveu o que ela havia comprado em meu nome, mesmo sem eu
exigir]. Somente quem oferta conforme as exigncias do Novo Testamento pode candidatar-se s bnos
divinas.


15 - Cuidado com as corrupes nas Bblias Modernas


        No af de facilitarem a petio de dinheiro, a maioria das Bblias modernas troca palavras como "ervas"
por dinheiro e coisas desse tipo. Recomendamos o uso da Bblia King James - para quem saber ler Ingls - e da
Bblia Corrigida FIEL em Portugus. Essas no fazem sabotagem na Palavra, com o fito de engodar os
cristos.... (Esta parte foi resumidamente interpretada porque achei muito complicada).


16. - Algumas consideraes sobre Melquisedeque


         Muito tem sido criado sobre o misterioso Rei de Salm (Jerusalm) em Gnesis 14 pelos mestres do
dzimo obrigatrio. A realidade [porm]  que no tempo dizimar era uma prtica pag e um hbito voluntrio
especial de aceitar uma regra criada. Usar o argumento de que o dzimo  hoje obrigatrio porque Abrao o
deu a Melquisedeque  ridculo pelas seguintes razes:
        Primeira, Abrao dizimou voluntariamente os seus despojos de guerra, no sal riqueza pessoal.
        Segunda, no havia qualquer ordem dada por Deus no sentido de dizimar.
        Terceira, Abrao j havia sido abenoado pela vitria que Deus lhe dera (Hebreus 7:2; Gnesis
14:20,22,24). Nada existe na Escritura que diga ter sido a bno sobre Abrao o resultado do seu dzimo.
        Quarta, o dzimo de Abrao foi um exemplo nico.
         A questo do sacerdcio de Melquisedeque  puramente judaica. No  assunto gentlico, visto como os
gentios nada tiveram a ver com o sacerdcio levtico. Foram os judeus que tiveram problema em aceitar Cristo
como o Sumo Sacerdote, porque Ele era da tribo de Jud e no da Tribo de Levi, da qual os judeus haviam sido
doutrinados que deveriam sair os sacerdotes. Essa  a razo de ter Paulo discutido amplamente o assunto na
Epstola aos Hebreus. Os judeus, obviamente, no podiam entender o sacerdcio de Cristo e Paulo tentou
explic-lo. Hebreus 7  um do captulo difcil de entender e eu acho que a Verso Amplificada fez um bom
trabalho nesse ponto. Lembrem-se que os levitas pagavam o dzimo do dzimo aos sacerdotes. Paulo tentou
explicar aos judeus que a Tribo de Levi ainda no havia nascido e estava no seio de Abrao e que eles, de fato,
pagaram o dzimo ao sacerdcio eterno de Melquisedeque, ao qual pertencia Cristo, para assim reconhecer o
sacerdcio de Melquisedeque, mesmo indiretamente. Paulo estava tentando mostrar aos judeus que o
sacerdcio levtico era ineficiente e temporrio, enquanto o de Melquisedeque era eterno e melhor. Os levitas
ainda no nascidos, ao pagar o dzimo via Abrao, no justificam uma doutrina obrigatria do dzimo pelas
quatro razes supra citadas.
         difcil os gentios entenderem estes assuntos, por serem eles basicamente irrelevantes  sua aceitao
de Cristo. Os gentios no precisam tornar-se judeus para se tornarem cristos e Paulo deixou claro ser errado
colocar sobre eles o fardo das questes e obrigaes judaicas.
         Posso garantir que a legtima significao do aparecimento de Melquisedeque em Gnesis
14  que Abrao havia arriscado a vida pra resgatar o seu sobrinho [L]. /este  o primeiro relato bblico de
algum tentando salvar um homem com total altrusmo. Lembrem-se que Abrao no poderia reter os despojos
de guerra e recusou-se a faz-lo. Sua nica motivao [para essa guerra] foi salvar o sobrinho. Aps o registro
desse primeiro ato de altrusmo, repentinamente o Rei de Salm aparece com po e vinho [comunho]. Abrao
passara no teste por ter querido sacrificar-se pelo outro. Mais tarde, ele estaria concordando e sacrificar o
prprio filho [Isaque] e temos aqui novamente um ripo de Cristo em forma de sacrifcio e promessa.
         Isso no faz muito mais sentido bblico do que tentar torcer a Escritura, a fim de fazer parecer que
Melquisedeque quis ensinar a obrigatoriedade do dzimo, especialmente em vista dos demais assuntos
discutidos neste documento?


17 - Outras consideraes finais
        Estudem e orem bastante sobre este assunto, a fim de se persuadirem do mesmo. No se permitam
ficar sob uma condenao desnecessria... "Quando algum acha que algo  pecado, ento para ele 
pecado". Porque sua conscincia no est esclarecida. Romanos 14 e Mateus 6:2-4 podero ajud-lo a
entender isso e ajud-lo tambm a lidar com outros itens com referncia  lei do dzimo no Pacto, no se
deixando influenciar pelo vento prevalecente. O plano F.A.C.T.  bom, voluntrio, bblico, embasado na f e na
graa, o qual poderia ser ensinado sem a hertica subalimentada reconstruo da lei agrria do dzimo ou da
mistura da lei e da graa.
        O plano FACT de dar  exatamente esse. O caso  se algum est realmente dando em obedincia a
Deus, segundo as exigncias do NT, detalhadas neste documento, fazendo, portanto, a coisa certa, mesmo sem
determinar porcentagens. Que os crentes sejam conduzidos pelo Esprito, corretos e, sobretudo, generosos,
segundo o mandamento de Cristo. Que no usem este documento como desculpa para serem avarentos.
         Embora eu tenha encontrado termos como dzimo financeiro, dzimo inspirador, dzimo de revelao e
outros, a Bblia realmente s ensina o dzimo voluntrio, antes da lei, baseado na renda e o dzimo agrrio da
lei, baseado na produo da terra.
         Conquanto alguns que pregam o dzimo obrigatrio possam dizer que "no temos revelao", muitos
encontraro a verdade neste documento. Outros que pregam o dzimo obrigatrio podero ver a verdade neste
documento, quando carem em desgraa, sofrerem calamidades, algo que os torne menos egostas e
interessados em objetivos, ou estejam se aproximando da morte.
        Estejam certos de que estou nos dois lados, crendo nas bnos divinas. Pessoalmente tenho
experimentado milagres da providncia e proviso de Deus. Talvez vocs perguntem: "Por que, ento voc
toma agora essa posio?" Posso responder com uma palavra apenas - MATURIDADE.
          Em vista da atual realidade financeira mundial, quem achar que deve ensinar o plano de entrega para
facilitar o dar, que ensine o FACT  o dzimo baseado no Pacto de Abrao descrito neste documento. Ofertas
voluntrias podem, e muito, suplementar o dzimo do plano FACT. Este pode ser segundo a f de que somos os
"legtimos israelitas", os quais iro governar com Cristo, e compartilharo da herana da f, no baseada na lei
abramica. Que a Igreja de Deus possa dividir corretamente a Palavra, sem jamais ultrapassar o que nela est
escrito e NUNCA praticar uma doutrina que misture a lei com a graa.
         A questo, portanto,  a seguinte: os pregadores de hoje tm a mesma f abramica para pregar o
plano FACT, ou ser que continuam pregando plano FICTION (Fear Inducement Condemnation That Is
Opressive & Negative)? Conquanto alguns continuem livres da ignorncia ou do hbito, outros pregadores "da
f" no tero bastante f nem carter para pregar a verdade contida neste documento. Eles preferiro justificar
a mistura da lei com a graa, usando o sentimento de culpa, a manipulao e o controle, enganando-se a si
mesmo e aos outros, que imaginam que a obra de Cristo est sendo bem feita.
       Dei-lhes a verdade sobre o dzimo obrigatrio. Quem quiser contribuir para promover esta mensagem,
por    favor     doe     agora      via    online      ou   ento       para     o    endereo     abaixo.
**************************************************


        Palavras de Russel Kelly ao autor do artigo "Should the Church Teach Tithing?" (Deveria a Igreja
Ensinar o Dzimo?):
         Aprecio este artigo escrito sobre o dzimo. Concordo 95%, o que  timo para mim. Minha tese de 364
pginas de doutorado PHD engloba a maior parte dos seus pontos em detalhe. (Checar os pontos em revista no
amazon.com). S discordo com a afirmao de que o dzimo de Abrao foi baseado na f e foi voluntrio. A
Bblia no diz isso, embora muitos tenham assumido ser esta a verdade. Minha pesquisa em Gnesis 14:21, no
14:20, me fez chegar  concluso de que Abrao parece ter pago os despojos de guerra em vista da
TRADIO CANANITA DE OBRIGATORIEDADE, a qual podemos comprovar que tem continuado a existir pelo
mundo, at o dia de hoje. Visto como a sua definio "agrria" do dzimo  a nica de f verdadeira, no
deveria a palavra ser usada com outra definio  independente de quo sincera a pessoa fosse. Tenho muito o
que compartilhar com voc, caso esteja interessado.
        Passei mais e dez anos fazendo pesquisa para escrever o meu livro. As. Russel Kelly.
        Rabino Robert Alput - "Dizimar no sentido de colheitas, certamente j no se faz. Claro que os judeus
so encorajados a fazer caridade (tzedakkab). Se eles do 10% ou mais, isso  com eles, com Deus e com os
seus contadores".
         Zola Lewitt - O dizimo para os cristos de hoje? Dizimar era parte da Lei de Moiss, sob a economia
legal de Israel e no se aplica  igreja hodierna, visto como vivemos sob a graa e no sob a lei (Romanos 6:14
e 10:4).
        Ento, temos a obrigao de "apresentar os nossos corpos em sacrifcio vivo, santo e
agradvel a Deus, que  o nosso culto racional. E no sermos conformados com este mundo, mas
sermos transformados pela renovao do nosso entendimento, para que experimentemos qual
seja a boa, agradvel, e perfeita vontade de Deu" (Romanos 12:1-2).
       O Novo Testamento ensina a dar conforme o que temos e no o que no temos. (2 Corntios 8:12). Se
pudermos dar apenas 5%, conforme o Senhor nos ordenar, que assim seja. No  quanto damos que importa a
Deus, mas a atitude e a motivao com que o fazemos. Essa  a preocupao do NT com respeito a dar, em
vez de medir a quantia que  dada (2 Corntios 8-9).
         A Concordncia Greco-Hebraica de Estudo da Bblia da Verso BKJ (The Hebrew-Greek Key Word Study
Bible) oferece uma nota explicativa sobre Malaquias 3:7-15: "Esta passagem  muito usada pelos que advogam
o `dizimar para manter a minha casa', ou seja, `Trazei todos os dzimos  casa do tesouro, para que haja
mantimento na minha casa' (no caso, a igreja local), em vez de levar a outro local. Eles sugerem que os
donativos aos ministrios deveriam ser alm do "dzimo". Certamente "a casa do tesouro" de Malaquias significa
o Templo ou algum anexo do mesmo. Contudo, o dzimo do Velho Testamento - ou 10% - no poderia ser
razoavelmente equiparado com os 10% do salrio ou renda bruta que a maioria das pessoas recebe hoje em
dia. Acima de tudo, o ato de dar deveria ser um assunto entre o Esprito Santo e o crente, jamais uma regra
estabelecida. Ele pode ser um guia adequado para determinar quanto as pessoas podem dar (de fato, para
muitos numa sociedade prspera este nvel pode at ser adequado), mas a quantia a ser dada deve ser uma
deciso pessoal. O Apstolo Paulo escreveu que Deus examina a motivao para dar e no a quantia (2
Corntios 9:7). Ele diz ainda que as igrejas esto gastando cada vez mais do seu oramento, com itens como
cadeiras de teatro, ampliao de sistemas sonoros, ao mesmo tempo em que cortam despesas nos fundos para
os programas de alcance exterior. Tambm convm notar que muitos dos ministrios que se recusam a mostrar
a completa contabilidade financeira so aqueles cujos mestres so mais enfticos no dzimo obrigatrio.
Opinio de Richard Wayne Garganta - Muitas pessoas que criticam os pregadores, chamando-os
ambiciosos coletores de dinheiro, so atormentadas pela mentalidade do "dar para receber". Tambm existem
pregadores de f e homens confiveis. Existem os mestres do sucesso, mas tambm os que pregam a
mensagem do Evangelho. Os leitores bem aconselhados podem saber a diferena entre eles. Traduo de
Mary Schultze, junho 2006.
tia a ser dada deve ser uma deciso pessoal. O Apstolo Paulo escreveu que Deus examina a
motivao para dar e no a quantia (2 Corntios 9:7). Ele diz ainda que as igrejas esto gastando cada
vez mais do seu oramento, com itens como cadeiras de teatro, ampliao de sistemas sonoros, ao
mesmo tempo em que cortam despesas nos fundos para os programas de alcance exterior. Tambm
convm notar que muitos dos ministrios que se recusam a mostrar a completa contabilidade financeira
so aqueles cujos mestres so mais enfticos no dzimo obrigatrio.
Opinio de Richard Wayne Garganta - Muitas pessoas que criticam os pregadores, chamando-os
ambiciosos coletores de dinheiro, so atormentadas pela mentalidade do "dar para receber". Tambm existem
pregadores de f e homens confiveis. Existem os mestres do sucesso, mas tambm os que pregam a
mensagem do Evangelho. Os leitores bem aconselhados podem saber a diferena entre eles. Traduo de
Mary Schultze, junho 2006.



Captulo 19 - Dar o dzimo  pecado?

        Malaquias 3:8-12 tem sido rotineiramente retirado do contexto e usado como maldio, numa espcie
de "bruxaria crist", pelos pastores ambiciosos e manipuladores, alguns deles cegos pela ignorncia bblica.
Malaquias foi escrito para um Israel que existia sob a lei. O dzimo era agrrio e no baseado na renda. Israel
havia se tornado relapso, os sacerdotes no faziam o seu trabalho, os sacrifcios eram corrompidos e rejeitados
por Deus, com o povo negligenciando totalmente as leis matrimoniais e a manuteno e restaurao da Casa
de Deus. J no se faziam sacrifcios aceitveis.
         Usar Malaquias como "maldio" contra pessoas salvas, que confiam no perfeito sacrifcio de Cristo,
pessoas que respeitam o matrimnio e no esto negligenciando o templo do Novo Testamento (ou seja, o seu
corpo e condio espiritual), nem faltam s reunies do "Corpo de Cristo",  aplicar erroneamente a Palavra de
Deus, visando lucro financeiro. Vejam o que declara o autor de um bestseller sobre o dzimo obrigatrio, por
crassa ignorncia da Palavra, ou por pura ambio:
        "Todo cristo que no est honrando Deus com o dzimo  culpado de estar roubando-O; est vivendo
sob uma maldio e ficar na escravido financeira, at que obedea a Palavra de Deus e comece a dizimar. O
dzimo quebra a maldio." ("God's Financial Plan", Norman Robertson, p. 61, #12).
       Esse malaquiano  quem deveria ser amaldioado por torcer de tal maneira a Palavra Santa.  isso
que um pregador deve dizer a uma pessoa salva? O sacrifcio de Cristo no foi suficiente? Ser que Cristo
removeu todas as maldies, menos a maldio financeira? Isso  um tipo de condenao  induo pelo
medo, a qual  opressora, negativa e totalmente antibblica. Esta declarao mistura a lei com a graa,
deixando de manejar corretamente a Palavra da Verdade, constituindo-se em pedra de tropeo, no sendo um
artigo de f e, portanto, sendo um pecado.
         Recentemente escutei um ministro lanar essa despropositada maldio de Malaquias  igreja,
declarando que estava cansado de ver a igreja dele carente das bnos de Deus, por causa dos ladres que
freqentavam a igreja e no dizimavam, dando somente ofertas... de procedncia duvidosa. Ser que esse
ministro iria recusar todo o dinheiro desses "ladres no dizimistas"? Por que iria ele participar de sua
"ladroagem e pecado", aceitando o dinheiro de uma "fonte corrupta?" (Malaquias 1:10; Ams 5:22) ...
        Para estar certo de que no haveria engano na lei do dzimo agrrio sob a lei, cada hebreu tinha de
fazer uma declarao de honestidade perante o Senhor (Deuteronmio 26:13-15). Essa declarao obrigatria
tambm especificava que o dzimo havia sido dado honestamente "... ao levita, ao estrangeiro, ao transeunte,
ao rfo e  viva".
        Se um crente est vivendo uma vida fora dos preceitos bblicos, ou dizimando erroneamente, isso de
nada lhe aproveitar, pois Deus no compactua com fraudes.


        Devemos manejar corretamente a Palavra da Verdade. A 1 Corntios 13 esclarece: "E ainda que
distribusse toda a minha fortuna para sustento dos pobres e ainda que entregasse o meu corpo
para ser queimado, e no tivesse amor, nada disso me aproveitaria". Esse  o amor GAPE. Declaro
que quem d com o propsito de receber est impropriamente motivado, pois no est dando com amor
GAPE. Devemos dar por amor, porque isso  correto. Tudo que recebemos de Deus  pela GRAA, atravs da
f em Jesus Cristo e Ele jamais nos ensinou a nos basearmos em obras (Lucas 18:9-14). A Escritura ensina que
Deus no aceita ofertas de pessoas que vivam desonestamente e que no dem com esprito reto. (Malaquias
1:10; Ams 5:22, 1 Corntios 13:3).
         O Novo Testamento sempre aperfeioa a lei. Ele nos ensina que a inteno  mais importante do que a
regra. Segundo nos esclarece a 1 Corntios 13, TUDO que  dado com falsas intenes de lucro resulta em
NENHUM lucro individual. As promessas de Deus so de f e esperana; portanto, dar sem amor GAPE  um
esforo sem resultado algum. Algum pode crer e esperar boas coisas do Pai Celeste, quando d sem o objetivo
de receber. Isso para evitar que esse ato se torne centrado em obra. Uma coisa  certa: tudo que afeta a
perfeita obra de Cristo no provm de Deus. (Lucas 18:9-14).
        Aos membros de igrejas malaquianas, cujos pastores vivem falando de oferta das primcias, aqui vai
um esclarecimento:
         O Dizimo antes e durante a lei jamais foi a mesma coisa que a oferta das primcias. Muitos mestres do
dzimo obrigatrio confundem o dzimo com as ditas. Por no saberem manejar corretamente a Palavra da
Verdade, muitas passagens da Escritura (com relao a dar as primcias) so mal aplicadas, a fim de darem
suporte  doutrina do dzimo obrigatrio. A oferta das primcias acontecia quando os israelitas traziam (como
oferta) a primeira poro dos frutos colhidos. Era uma petio pelas colheitas futuras, as quais, posteriormente,
seriam dizimadas. Era uma forma de compromisso de que os dzimos das colheitas seriam entregues. A oferta
das primcias nunca foi dizimo, antes nem durante a vigncia da Lei Mosaica.
        Os mais famintos pelos dzimos e ofertas so os pastores que pregam a teologia da prosperidade, a
qual somente funciona para eles mesmos.
        A obra de Cristo no deve ser vista como uma promessa de que seremos bem sucedidos e nos
tornaremos ricos.
         Vejamos alguns trechos de uma entrevista feita com o ex-pregador pentecostal, Jim Baker, depois que
ele se arrependeu e Deus ressuscitou o seu ministrio:
        "Sobre a pregao da prosperidade: Comecei a ler e escrever cada palavra conforme registrada no
Evangelho. Chorei por ter estado to errado, pregando outro evangelho e outro Jesus. Jesus chamou a riqueza
de enganosa. Ele tambm disse: `Ai dos ricos' e que `No se pode servir a Deus e s riquezas' (Mateus
6:24; Lucas 16:13). Ele jamais colocou os ricos e as riquezas num foco positivo. Como eu pude desperdiar
tanto tempo enfatizando bnos financeiras?
         Eu costumava citar a 3 Joo 2 dizendo: `Acima de tudo, Deus deseja que vocs prosperem'. Eu amava
essa passagem da Escritura. Ela parece tima, num cenrio da TV, quando se levantam fundos, e eu as
interpretava como se Deus desejasse que fssemos todos ricos. Mas quando cheguei s palavras de Joo,
pensei: `Ora, isso no faz sentido.' Ento procurei a palavra `prspero' no Grego e descobri que ela  composta
de dois vocbulos: o primeiro significando `bom' ou `bem' e o segundo significando `jornada'.  uma palavra
progressiva, ento parece uma jornada.
         Ento, temos aqui basicamente o que Joo quis dizer: `Amado. Desejo-lhe uma boa jornada pela vida,
do mesmo modo como sua alma tem feito uma boa jornada para o cu'. Era uma saudao! Construir uma
teologia sobre esse verso  o mesmo que edificar a igreja sobe a frase `Tenha um dia feliz!'
        Comecei a examinar as passagens da Escritura, usadas no ensino da prosperidade, tais como "Dai, e
ser-vos- dado' (Lucas 6:38). Mas quando fui ao contexto da Escritura, descobri que Cristo estava nos
ensinando que na mesma medida em que perdoamos somos tambm perdoados. Ele estava ensinando o
perdo, no dinheiro. Ele estava nos ensinando que na medida em que perdoamos somos tambm perdoados.
        Eu costumava copiar meus sermes de outros pregadores. A Bblia admoesta os pastores que obtm
suas mensagens de outros. Acho que a razo de termos hoje outro evangelho e outro Jesus sendo pregados 
porque os pregadores tiram seus sermes dos outros e do ensino motivacional. Uma poro do que est sendo
ensinado hoje  simplesmente ensino motivacional, com um pouco de Escritura nele inserido".
         Certa vez o pastor de uma igreja "avivada", muito conhecido aqui em Terespolis (RJ), foi pregar no
seminrio onde eu lecionava Ingls e Teologia Sistemtica.  medida em que ele ia falando, eu j sabia a
prxima sentena que ele iria dizer.  que ele estava "papagueando" nada menos que o captulo de um livro
que eu acabara de ler. Tanto que nos final da "pregao", ele falou: "Icabode!", exatamente a ltima palavra
do tal captulo.
         Para alguns pregadores o Cristianismo dos tempos atuais parece nada mais do que um bolo de
sucesso com uma camada de cobertura crist. Para eles "a riqueza  igual  piedade'. E a falta de riqueza 
igual a "maldio". Mas vamos ler Tiago 1:9-11: "Mas glorie-se o irmo abatido na sua exaltao, e o
rico em seu abatimento; porque ele passar como a flor da erva. porque sai o sol com ardor, e a
erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparncia do seu aspecto perece; assim se murchar
tambm o rico em seus caminhos".
        Esses arrogantes mestres da prosperidade olham para os pobres, esquecendo que a maior fatia do seu
dinheiro provm dos baixos salrios do trabalhador, em geral iletrado e fcil de ser manipulado. Tal arrogncia,
muitas vezes, os leva a acreditar que "Deus sempre se encontra onde o dinheiro est fluindo". Esses lacaios da
doutrina da prosperidade pensam assim: "Ora, se eu estou faturando tanto dinheiro, isso s pode ser de
Deus!"
        Vamos repetir: Dar o dzimo com segunda intenes, conforme  praxe entre os membros das igrejas
malaquianas, achando que Deus ter obrigao de retribuir o dito com bnos materiais e espirituais,  um
grave pecado. Porque Deus no  comerciante para trocar mercadoria, nem quitandeiro para pesar as frutas e
legumes e cobrar o equivalente em valor. Ele  Soberano e disse a Moiss: "Compadecer-me-ei de quem
me compadecer, e terei misericrdia de quem eu tiver misericrdia. Assim, pois, isto no depende
do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece".
        Se voc, meu irmo, tem dado o dzimo pensando receber algum favor divino, isso  obra morta e Deus
odeia esse tipo de coisas. As obras foram abolidas desde a morte de Cristo no Calvrio, onde Ele nos deu a
salvao, creditando-nos todas as bnos espirituais, segundo Efsios 1:3.
        D ofertas com o corao cheio de amor e gratido pela bondade e misericrdia de Deus e nunca
tentando compr-Lo, pois o Seu favor no est  venda. D ofertas para sustentar as despesas da igreja, ame
seus irmos em Cristo, preste muita ateno nos sermes do pastor, cante belos hinos para louvar e glorificar o
Senhor, que o melhor ELE vai fazer, com toda certeza!


Mary Schultze, julho 2006
http://www.desafiodasseitas.org.br/Mary/mary.htm.
Material extrado do artigo "The Truth About Tithing",
De Richard Wayne Garganta, (richinri@aol.com).
Captulo 20 - O dzimo do Velho Testamento versus O dadivar
do Novo Testamento
Introduo

A idia de que todo crente  obrigado a dizimar (dar 10% da sua renda para a obra do Senhor)  largamente difundida nas
igrejas evanglicas de hoje. J bem cedo na vida espiritual, praticamente todo crente  ensinado que tem que dizimar.
Algumas igrejas crem to fortemente em dizimar que seus membros regularmente recitam o Credo do Dizimista -- "O
dzimo  do Senhor. Em a verdade, o aprendemos. Em a f, o cremos. Em a alegria, o damos. O dzimo!" Outros [muitos]
pregadores tm clamado que qualquer crente que no d o dzimo para o trabalho do Senhor est roubando Deus e est sob
maldio, de acordo com Malaquias 3:8-10.

Neste livrinho, examinaremos o que a [prpria] Bblia ensina sobre o assunto do dzimo, sendo nosso propsito
entendermos [somente pela Bblia] qual a [real] relevncia que o dzimo tem para os crentes no Senhor Jesus Cristo,
vivendo sob o Novo Pacto. Faremos isto examinando o que a [prpria] Bblia tem a dizer sobre o dzimo: 1) antes da Lei
ser dada; 2) sob a Lei Mosaica; 3) nas Escrituras do Novo Testamento. [0]

1 - O dzimo, antes da Lei

H duas passagens Bblicas que falam de um dzimo sendo dado antes que a Lei fosse instituda no Sinai. As passagens
envolvem Abrao e Jac, dois dos patriarcas de Israel.

Gnesis 14:17-20: "E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que
estavam com ele) at ao Vale de Sav, que  o vale do rei. 18 E Melquisedeque, rei de Salm, trouxe po e vinho; e era
este sacerdote do Deus Altssimo. 19 E abenoou-o, e disse: Bendito seja Abro pelo Deus Altssimo, o Possuidor dos cus
e da terra; 20 E bendito seja o Deus Altssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mos. E Abro deu-lhe o dzimo de
tudo. [Todas as citaes so da Almeida Corrigida Fiel]"

Nesta passagem, somos ditos que Abrao deu um dzimo a Melquisedeque, presumivelmente como uma expresso de
gratido a Deus por capacitar-lhe e conceder-lhe resgatar seu sobrinho L, que tinha sido levado cativo. Aqueles que crem
que o dzimo  mandatrio para os crentes do Novo Testamento argumentam que, uma vez que o dzimo foi praticado antes
que a Lei Mosaica fosse dada, ele forosamente tambm tem que ser praticado depois da Lei Mosaica (que tem sido feita
obsoleta pelo estabelecimento do Novo Pacto, atravs do sacrifcio de Cristo) (He 8:13). No entanto, antes que cheguemos
a qualquer deciso dura e apressada, olhemos de mais perto o texto [acima] e faamos algumas observaes pertinentes.

- No h nenhuma evidncia neste texto de que dizimar foi ordenado por Deus. De fato, tudo no texto nos leva a crer que
dar o dzimo foi, completamente, uma deciso e [livre] escolha de Abrao. Como tal, foi completamente voluntria. Como
veremos pouco depois em nosso estudo, o dzimo, na Lei, de modo algum era voluntrio, mas sim obrigatrio a todo o
povo de Deus.

- Ademais, este  o nico dzimo que as Escrituras mencionam que Abrao deu [em toda a sua vida]. No temos nenhuma
evidncia de que dizimar era sua prtica geral [habitual, constante].

- Ainda mais, este dzimo proveio do despojo da vitria que Abrao adquiriu por poderio militar. Como notaremos depois
em nosso estudo, o dzimo exigido sob a Lei Mosaica era sobre o lucro da colheita, dos frutos e dos rebanhos, e para ser
dado em uma base anual -- no o despojo de uma vitria militar!

Gnesis 28:20-22: E Jac fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que fao, e me der
po para comer, e vestes para vestir; 21 E eu em paz tornar  casa de meu pai, o SENHOR me ser por Deus; 22 E
esta pedra que tenho posto por coluna ser casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dzimo.

Jac, nesta passagem, est fazendo um voto em resposta a uma visitao que recebeu de Deus, em um sonho. Neste sonho,
Jac viu uma escada alcanando o cu, com os anjos de Deus subindo e descendo por ela. No sonho, Deus estava de p,
acima da escada, e disse a Jac "... Eu sou o SENHOR Deus de Abrao teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que
ests deitado, darei a ti e  tua descendncia; 14 E a tua descendncia ser como o p da terra, e estender-se- ao
ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendncia sero benditas todas as famlias da terra; 15
E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque no te deixarei,
at que haja cumprido o que te tenho falado." (v. 13-15). Em resposta, Jac fez o voto que, se Deus guardasse Sua
promessa, ele, por sua vez, daria a Deus um dzimo. Novamente, em semelhana ao exemplo de Abrao, parece que este
dzimo foi voluntrio da parte de Jac. Se ele de fato comeou a dizimar [a Bblia no o registra] depois que Deus cumpriu
a promessa que lhe fez, Jac ainda adiou o dizimar por 20 anos! [at depois da volta a Cana.]

Estes dois so os nicos exemplos de dizimar que podem ser encontrados no Velho Testamento antes da Lei ser dada.
Ambos so exemplos de algo voluntrio, e nenhum desses dois dizimos foi pedido por Deus. Em nenhum dos personagens
[Abrao e Jac, que deram estes dois dzimos,] vemos um exemplo de dizimar como uma prtica geral [habitual, constante]
das suas vidas. De fato, na vida de Abrao, parece que temos um dzimo como algo que ele s deu uma nica vez em sua
vida, e foi [um dzimo] dos despojos de uma vitria militar, dado a um sacerdote de Deus [1]. Se nossa nica evidncia
para obrigar crentes sob o Novo Pacto a dizimarem se apia nestas duas passagens de Gnesis, parece-me que estamos nos
apoiando em um fundamento muitssimo inseguro!

2 - Dizimando, sob a Lei Mosaica

Que ensina a Bblia sobre o dzimo sob a Lei Mosaica? Nesta seo do nosso estudo, examinaremos todas as passagens
significantes que descrevam o dzimo sob a Lei, nas Escrituras.

Levtico 27:30-33: "Tambm todas as dzimas do campo, da semente do campo, do fruto das rvores, so do
SENHOR; santas so ao SENHOR. 31 Porm, se algum das suas dzimas resgatar alguma coisa, acrescentar a sua
quinta parte sobre ela. 32 No tocante a todas as dzimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o
dzimo ser santo ao SENHOR. 33 No se investigar entre o bom e o mau, nem o trocar; mas, se de alguma
maneira o trocar, tanto um como o outro ser santo; no sero resgatados."

Note que, nesta passagem, o dzimo  descrito como sendo parte do produto da terra, da semente do campo, do fruto das
rvores, do gado, e do rebanho. O dzimo no era o dar dinheiro. Em local algum das Escrituras voc encontrar que
dizimar era o dar dinheiro para Deus. Ademais, o dzimo era provavelmente dado em uma base anual. Cada ano, depois que
a terra tinha sido colhida, as pessoas traziam para os sacerdotes as dcimas partes de suas colheitas e do aumento na
manada e no rebanho [2]. Da, penso que podemos imediatamente ver que nossa contribuio semanal (ou mensal) de dez
por cento de nossa renda monetria difere muito da prtica do dzimo que encontramos na Bblia.

Nmeros 18:21-24 ["O Dzimo para os Levitas"]: E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dzimos em Israel
por herana, pelo ministrio que executam, o ministrio da tenda da congregao. 22 E nunca mais os filhos de
Israel se chegaro  tenda da congregao, para que no levem sobre si o pecado e morram. 23 Mas os levitas
executaro o ministrio da tenda da congregao, e eles levaro sobre si a sua iniqidade; pelas vossas geraes
estatuto perptuo ser; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herana tero, 24 Porque os dzimos dos filhos de
Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alada, tenho dado por herana aos levitas; porquanto eu lhes disse:
No meio dos filhos de Israel nenhuma herana tero".

Note, neste texto, que o dzimo foi planejado para ser o sustento dos levitas. Uma vez que estes no tinham nenhuma
herana [terra para atividade agro-pastoril] na Terra Prometida, tal como a tinham as outras tribos, Deus fez proviso para o
sustento deles atravs do dzimo das outras famlias de Israel. De fato, em Nmeros 18:31 somos ditos "E o comereis em
todo o lugar, vs e as vossas famlias, porque vosso galardo  pelo vosso ministrio na tenda da congregao." O
dzimo foi o pagamento- recompensa que Deus supriu para os levitas, pelos seus servios sacerdotais. Isto  similar ao
sustento que os funcionrios do governo recebem hoje no nosso pas, atravs dos impostos e taxas pagos pelo trabalhador
comum.

Deuteronmio 14:22-27 ["O Dzimo para o Festival"]: Certamente dars os dzimos de todo o fruto da tua semente, que
cada ano se recolher do campo. 23 E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu
nome, comers os dzimos do teu gro, do teu mosto e do teu azeite, e os primognitos das tuas vacas e das tuas
ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias. 24 E quando o caminho te for to comprido
que os no possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pr o seu nome, quando o
SENHOR teu Deus te tiver abenoado; 25 Ento vende-os, e ata o dinheiro na tua mo, e vai ao lugar que escolher o
SENHOR teu Deus; 26 E aquele dinheiro dars por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por
vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te,
tu e a tua casa; 27 Porm no desamparars o levita que est dentro das tuas portas; pois no tem parte nem
herana contigo".

Este texto fala de um dzimo sendo usado para prover as festas e festivais religiosos de Israel. Nmeros 18:21 nos diz que
Deus deu todo o dzimo em Israel para ser a herana para os Levitas. Se todo o dzimo foi dado aos Levitas, ento como 
que este dzimo (em Dt 14)  dito para ser usado para as festas e festivais religiosos de Israel? A resposta tem que ser que
este  um segundo dzimo. O primeiro era usado para o sustento dos Levitas e o segundo para prover para os festivais
religiosos, tanto assim que chegou a ser referido como "O Dzimo para o Festival". O povo de Israel devia usar este dzimo
para comer na presena do Senhor, em Jerusalm (o local que Ele escolheu para estabelecer seu nome). Se fosse
demasiadamente incmodo para as pessoas de longe trazerem seus dzimos todo o caminho at Jerusalm, seria permitido
que elas o vendessem e trouxessem o dinheiro [apurado] at Jerusalm, onde poderiam comprar aquilo de necessidade para
os festivais. Deus expressamente encoraja as pessoas a gastarem o dinheiro deles em "tudo o que deseja a tua alma,"
incluindo bebida forte! ! [3] O propsito era que o povo de Israel pudesse aprender [ambas as coisas:] a temer o Senhor e
a regozijar ante Ele. Note que ter um sentimento de temor do Senhor, e regozijar ante Ele, no so mutuamente exclusivos,
mas, na realidade, so complementares, deveriam acompanhar um ao outro! Este "Dzimo Para o Festival" tornou possvel
ao povo de Israel ter toda a comida e bebida necessrias para que pudesse usufruir prazerosamente das festas religiosas de
Israel, e adorar ante o Senhor.

Deuteronmio 14:28-29 ["O Dzimo para os Pobres"]: Ao fim de trs anos tirars todos os dzimos da tua colheita
no mesmo ano, e os recolhers dentro das tuas portas; 29 Ento vir o levita (pois nem parte nem herana tem
contigo), e o estrangeiro, e o rfo, e a viva, que esto dentro das tuas portas, e comero, e fartar-se-o; para que o
SENHOR teu Deus te abenoe em toda a obra que as tuas mos fizerem".

Aqui, somos ensinados a respeito de um terceiro dzimo que  coletado a cada terceiro ano. Os comentaristas Bblicos esto
divididos quanto a se este  realmente um terceiro dzimo, em separado, ou apenas  o segundo dzimo usado de um modo
diferente, no terceiro ano. O historiador judeu Josephus apia o ponto de vista de que este foi um terceiro dzimo, em
separado. Outros antigos comentaristas judeus tm escrito em apoio a que  [apenas] o segundo [tipo de] dzimo que, a cada
trs anos, era coletado e usado com outro fim.  impossvel se determinar com absoluta certeza quem est certo. De
qualquer modo, o povo judeu tinha sido ordenado a dar pelo menos [10 + 10 =] 20 por cento das suas colheitas e rebanhos,
e talvez tanto quanto [10 + 10 + 10/3] = 23.3 por cento! Este dzimo particular bem poderia ser chamado "O Dzimo para
os Pobres". No devia ser ajuntado em Jerusalm, mas nas aldeias. As pessoas de cada aldeia deviam trazer uma dcima
parte de suas colheitas e rebanhos e ajuntar tudo, para prover os pobres da aldeia, incluindo os estrangeiros, os rfos, e as
vivas.

Em muitos aspectos, parece que o dzimo exigido sob a Lei  hoje similar  taxao que o governo impe sobre ns. Israel
era governado por uma teocracia. Sob ela, o povo era responsvel por prover para os trabalhadores do governo (os
sacerdotes e os levitas em geral), para os dias santificados (festas de alegria ao Senhor), e para os pobres (estrangeiros,
vivas e rfos).

Neemias 12:44: "Tambm no mesmo dia se nomearam homens sobre as cmaras, dos tesouros, das ofertas aladas,
das primcias, dos dzimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para
os levitas;" porque Jud estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali. Note que o texto diz que os
dzimos eram exigncias "da Lei".

Estes dzimos no eram voluntrios como o foi nas vidas de Abrao e Jac. Similarmente, lemos em Hebreus 7:5 "E os que
dentre os filhos de Levi recebem o sacerdcio tm ordem, segundo a lei, de tomar o dzimo do povo, isto , de seus
irmos, ainda que tenham sado dos lombos de Abrao." [Indiscutivelmente] o dzimo nunca foi voluntrio, sob a Lei
de Moiss. Note, aqui, que, nos dias de Neemias, homens eram indicados para ajuntarem as ofertas e os dzimos em
cmaras designadas para aquele propsito particular. Estas cmaras eram para os bens armazenados, e depois se tornaram
conhecidas como "casas do tesouro". Isto se tornar importante quando olharmos para o nosso prximo texto, em
Malaquias 3.

Malaquias 3:8-12: "Roubar o homem a Deus? Todavia vs me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dzimos
e nas ofertas. 9 Com maldio sois amaldioados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nao. 10 Trazei todos os
dzimos  casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o
SENHOR dos Exrcitos, se eu no vos abrir as janelas do cu, e no derramar sobre vs uma bno tal at que no
haja lugar suficiente para a recolherdes. 11 E por causa de vs repreenderei o devorador, e ele no destruir os
frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo no ser estril, diz o SENHOR dos Exrcitos. 12 E todas as naes
vos chamaro bem-aventurados; porque vs sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exrcitos".

Examinemos esta passagem verso por verso, para que dela possamos extrair algumas importantes verdades.

3:8 Este verso nos diz que quando um homem retm seus dzimos ele est roubando, na realidade, a Deus. Isto porque ele
est retendo algo que no lhe pertence, antes  propriedade de Deus. [4] Sob o Velho Pacto, o dzimo era mandatrio,
portanto ret-lo era se tornar um ladro. Note tambm que Deus diz que o povo o estava roubando em dzimoS. Ele no
disse no "dzimo", mas sim nos "dzimoS" (plural). Estes "dzimos" tm que se referir aos diferentes dzimos requeridos do
povo de Deus (o Dzimo para o Levita, o Dzimo para as Festas ao Senhor, e o Dzimo para os Pobres). Adicionalmente,
observe que Deus no est condenando o reter apenas dos dzimos, mas tambm das ofertas. Estas, sem dvida, referem-se
s ofertas especificadas em Levticos 1-5, tais como a oferta queimada [holocausto], a oferta dos manjares, a oferta de paz,
a oferta pelos pecados, e a oferta pelas culpas. Todas estas ofertas eram constitudas, principalmente, de sacrifcios de
animais. O suprimento de comida e mantimento para os Levitas era provido, em grande parte, atravs destes sacrifcios de
animais, dos quais os Levitas eram permitidos participar [comendo-os], em certos casos. Uma importante pergunta emerge
a este ponto. Por que  que reconhecemos que o sacrifcio de animais no  coisa para o Novo Pacto, mas dizemos que o
dzimo o ? Se estivssemos sob a obrigao de pagar dzimos hoje, ento, certamente, ainda estaramos obrigados a
oferecer sacrifcios de animais. Deus amarrou um ao outro (os dzimos e os sacrifcios), e disse que Seu povo O estava
roubando por reter a ambos. No podemos decidir "pegar e escolher" qual dos dois ofereceremos a Deus, hoje. Das duas
uma: [a] estamos sob a obrigao de oferecer ambos, tanto dzimos como ofertas de animais (sacrifcios), ou [b] ambos
[dzimo e sacrifcio] tm sido abolidos pela ab-rogao da Lei Mosaica.

3:9 Aqui, somos ditos que, como o povo de Israel estava retendo os dzimos e ofertas, conseqentemente estava
amaldioado com uma maldio. Note que o verso no diz "Com maldio sois amaldioados, porque a mim me roubais,
sim, toda a humanidade." Ao contrrio, diz "Com maldio sois amaldioados, porque a mim me roubais, sim, toda
esta nao." Se dizimar fosse um mandamento moral e eterno para todos os povos de todos os tempos, ento todos estes
estariam sob maldio. Mas nosso texto somente diz que  toda nao de Israel que estava sob a maldio. Agora, o que 
interessante sobre esta "maldio"  que, em Deuteronmio 28, somos ditos que se Israel, sob a Lei Judaica, desobedecesse
os mandamentos de Deus, ento a nao seria amaldioada. Note os seguintes textos: Deuteronmio 28:18 "Maldito o
fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e das tuas ovelhas. 23 E os teus cus, que esto
sobre a cabea, sero de bronze; e a terra que est debaixo de ti, ser de ferro. 24 O SENHOR dar por chuva sobre
a tua terra, p e poeira; dos cus descer sobre ti, at que pereas. 38 Lanars muita semente ao campo; porm
colhers pouco, porque o gafanhoto a consumir. 39 Plantars vinhas, e cultivars; porm no bebers vinho, nem
colhers as uvas; porque o bicho as colher. 40 Em todos os termos ters oliveiras; porm no te ungirs com azeite;
porque a azeitona cair da tua oliveira. E todas estas maldies viro sobre ti, e te perseguiro, e te alcanaro, at
que sejas destrudo; porquanto no ouviste  voz do SENHOR teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os
seus estatutos, que te tem ordenado;" (Dt 28:18, 23-24, 38-40, 45). Nestes versos, Deus adverte que, se o Seu povo
desobedecesse os Seus mandamentos e estatutos, ento as ceifas dele falhariam, as chuvas no viriam, as colheitas seriam
pequenas, a locusta [tipo de grilos ou gafanhotos] consumiria a comida, e o fruto das rvores falharia.

3:10 Nesta passagem, Deus fala da "casa do tesouro". Com base em Neemias 12:44, sabemos que isto se refere s cmaras
no Templo, postas  parte e designadas para guardar os dzimos dados pelo povo para o sustento dos sacerdotes [e a todos
os demais levitas]. No existe sequer um fiapo de evidncia de que devemos associar estas "casas do tesouro" aos prdios
das igrejas para os quais os crentes do Novo Pacto devem trazer seus dinheiros. Ademais, a razo pela qual Israel devia
trazer todos os dzimos para dentro da casa do tesouro era que houvesse [bastante] alimento na casa de Deus. Deus estava
interessado em que os levitas tivessem comida para comer. Este era o propsito daqueles dzimos que eram trazidos para o
Templo de Deus. Somos ditos, tambm, que se o povo de Deus fosse fiel em trazer seus dzimos para a casa do tesouro,
Deus abriria as janelas do cu e derramaria para eles uma bno at que transbordasse. Isto sem dvidas refere-se 
promessa de Deus de trazer abundantes chuvas para produzir a bno de uma transbordante ceifa.

3:11 Neste verso, Deus promete que se Israel trouxer os dzimoS [e as ofertaS], Ele repreender o devorador para que no
destrua o fruto da terra. Sem dvidas, o "devorador"  uma referncia s locustas que Deus adverte que viro sobre os
campos de Israel se o povo falhar em trazer o dzimo (Dt 28:38; vide acima).

3:12 Neste verso, Deus graciosamente promete que, se Israel for obediente no dar os seus dzimoS e ofertaS, todas as
naes a chamaro abenoada.  interessante que Deus no apenas advertiu Israel de que seria amaldioada se
desobedecesse a Lei Mosaica, mas tambm prometeu que seria abenoada se a obedecesse. Note estes textos, "1  E ser
que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te
ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltar sobre todas as naes da terra. 2 E todas estas bnos viro sobre ti e te
alcanaro, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus;" (Dt 28:1-2). 4 Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da
tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 8 O SENHOR mandar que a
bno [esteja] contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mo; e te abenoar na terra que te der o
SENHOR teu Deus. 11 E o SENHOR te dar abundncia de bens no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais,
e no fruto do teu solo, sobre a terra que o SENHOR jurou a teus pais te dar. 12 O SENHOR te abrir o seu bom
tesouro, o cu, para dar chuva  tua terra no seu tempo, e para abenoar toda a obra das tuas mos; e emprestars
a muitas naes, porm tu no tomars emprestado." (Dt 28:1-2, 4, 8, 11-12). Aqui, Deus prometeu abenoar Israel
materialmente, se ela fosse obediente. A promessa inclui abundantes colheitas, copiosas chuvas, e grandes aumentos nas
manadas e nos rebanhos.

Portanto,  minha convico que as bnos e maldies escritas em Malaquias 3:8-12 referem-se s bnos materiais que
Deus prometeu a Israel, se ela obedecesse seus mandamentos e estatutos. Dizimar foi um destes mandamentos.

Portanto, que podemos concluir sobre o dzimo, sob a Lei Mosaica? Penso que, com segurana, podemos concluir que o
dzimo no tinha nada a ver com o dar dinheiro regularmente, numa base semanal ou mensal, mas, ao contrrio, tinha a ver
com a adorao a Deus conforme ordenada no tempo do Velho Pacto. O mandamento para dizimar, tal como os
mandamentos para no comer camaro nem ostras, tornou-se obsoleto e foi colocado de lado, pela inaugurao do Novo
Pacto, na morte de Cristo. O dzimo foi o sistema de impostos e taxas ordenado por Deus sob o sistema teocrtico do Velho
Testamento.

Se algum deseja dizimar realmente [literalmente] de acordo com as Escrituras, teria que fazer o seguinte:

1) Deixar seu trabalho e comprar uma terrinha, de modo que possa criar seu gado e plantar e colher [gros, verduras e
frutas].

2) Encontrar algum descendente de Lev, para sustent-lo [e este a um descendente do levita Aro (que realmente seja
sacerdote, no Templo, em Jerusalm)].
3) Usar suas colheitas para observar as festas religiosos do Velho Testamento (tais como Pscoa, Pes Asmos, Pentecostes,
Tabernculos) [quando, como e onde Deus ordenou. Literalmente];

4) Comear por dar pelo menos 20 por cento de todas as suas colheitas e rebanhos a Deus; e

5) Esperar que [com toda certeza] Deus amaldioe sua nao [em oposio ao prprio crente] com [grande] insuficincia
material, se ela for infiel, ou a abenoe com [grande] abundncia material, se for fiel.

Penso que todos ns concluiramos que isto  completamente absurdo! Todos reconhecemos que Cristo tem abolido o
sacerdcio levtico, os sacrifcios de animais, e as festas religiosas, em Cristo. Bem, se isto  verdade, por que estamos
tentando segurar [i. manter] o dzimo, que foi parte e parcela de todas essas ordenanas do Velho Testamento?

3 - Dizimando, no Novo Testamento

A coisa mais interessante sobre o conceito de dizimar, debaixo do Novo Testamento,  que  quase que virtualmente
ausente. No NT h [somente] quatro diferentes passagens que fazem alguma meno ao dzimo. [Examinemo-las.]

Mateus 23:23: "Ai de vs, escribas e fariseus, hipcritas! pois que dizimais a hortel, o endro e o cominho, e
desprezais o mais importante da lei, o juzo, a misericrdia e a f; deveis, porm, fazer estas coisas, e no omitir
aquelas."

Esta passagem em Mateus  tambm repetida de uma forma similar em Lc 11:42. Em ambos os casos  importante notar
que o dzimo tinha a ver com ervas que serviam de condimentos e eram cultivadas no quintal (o produto do campo), ao
invs de ter a ver com dinheiro. Adicionalmente, Jesus falou estas palavras aos fariseus, que eram muito religiosos e
guardadores da Lei, e o fez enquanto a Lei ainda estava em vigor. Dizer que, uma vez que Jesus falou a estes fariseus que
deviam dizimar, isto fora que tambm ns devemos dizimar, ignora o fato que aqueles fariseus viviam sob pacto e leis
diferentes daqueles de um salvo do Novo Testamento. Cristo, atravs da sua morte, inaugurou o Novo Pacto, assim
efetivando uma mudana na Lei (Lc 22:20; He 7:12) [Semelhantemente, tomou o clice, depois da ceia, dizendo: Este
clice  o novo testamento no meu sangue, que  derramado por vs. (Lucas 22:20) Porque, mudando-se o sacerdcio,
necessariamente se faz tambm mudana da lei. (Hebreus 7:12)]. Finalmente, notemos que o dzimo aqui mencionado no
foi voluntrio em nenhum sentido da palavra. Jesus lhes diz que "deveis" [tendes o dever de] dizimar. [O dzimo] era
mandamento, ordem para todos os judeus e, assim, era obrigatrio.

Lucas 18:12: "Jejuo duas vezes na semana, e dou os dzimos de tudo quanto possuo."

Jesus, nesta passagem, est ensinando a parbola acerca do fariseu e do cobrador de impostos. Cristo pe estas palavras na
boca do fariseu que se via a si mesmo como justo: "dou os dzimos de tudo quanto possuo." Cristo est enfatizando [no
o dever do crente neo-testamentrio pagar o dzimo mosaico aos levitas, mas] que o homem se v a si mesmo como justo,
confia em suas obras para ser aceitvel ante Deus, todavia, a despeito do melhor que faa, no  justificado ao olhos de
Deus. Repetimos: Cristo est falando acerca de um fariseu que d o dzimo, ao tempo em que vivia sob a Lei Mosaica, no
de um crente [da Dispensao da Igreja] dizimando sob o Novo Pacto.

Hebreus 7:1-10: "1  Porque este Melquisedeque, que era rei de Salm, sacerdote do Deus Altssimo, e que saiu ao
encontro de Abrao quando ele regressava da matana dos reis, e o abenoou; 2 A quem tambm Abrao deu o
dzimo de tudo, e primeiramente , por interpretao, rei de justia, e depois tambm rei de Salm, que  rei de paz;
3 Sem pai, sem me, sem genealogia, no tendo princpio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao
Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. 4 Considerai, pois, quo grande era este, a quem at o patriarca
Abrao deu os dzimos dos despojos. 5 E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdcio tm ordem, segundo a
lei, de tomar o dzimo do povo, isto , de seus irmos, ainda que tenham sado dos lombos de Abrao. 6 Mas aquele,
cuja genealogia no  contada entre eles, tomou dzimos de Abrao, e abenoou o que tinha as promessas. 7 Ora,
sem contradio alguma, o menor  abenoado pelo maior. 8 E aqui certamente tomam dzimos homens que
morrem; ali, porm, aquele de quem se testifica que vive. 9 E, por assim dizer, por meio de Abrao, at Levi, que
recebe dzimos, pagou dzimos. 10 Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao
encontro."

Nesta longa passagem, o objetivo do autor  mostrar a superioridade do sacerdcio de Cristo sobre o sacerdcio levtico e,
portanto, exortar seus leitores para no retornarem s suas formas judaicas de adorar, repletas com seus sacerdcio, Templo
e sacrifcios. O autor menciona o relato de Abrao pagando dzimos a Melquisedeque, [somente para o autor] mostrar que,
desde que Levi estava nos lombos do patriarca Abrao, na realidade Levi pagou dzimos a Melquisedeque e foi abenoado
por ele. Uma vez que  bvio que o menor  sempre abenoado pelo maior, Melquisedeque e seu sacerdcio so maiores
que os levitas e o sacerdcio deles. Aqui, o autor de Hebreus no est mais que reafirmando o fato que Abrao pagou
dzimos a Melquisedeque, um fato que j temos analisado [acima]. Esta passagem no est exortando os crentes [neo
testamentrios] a darem [o dzimo] como Abrao o fez [mesmo que s do despojo de guerra e s uma vez na vida]. Ao
contrrio, est instruindo os crentes a perceberem a excelncia de Cristo, o qual ministra como um sacerdote muitssimo
superior aos levitas. Portanto, esta passagem no pode ser usada para forar o dzimo sobre os cristos. Simplesmente, ela
no foi escrita para tratar deste assunto. Ela no tem nada a ver com cristos dadivando das suas rendas para Deus e sua
obra, mas, ao contrrio, tem tudo a ver com a superioridade de Cristo.

Bem, a voc tem a totalidade do ensino do Novo Testamento sobre o dzimo. No h nem sequer uma, uma s palavra em
todo o Novo Testamento que ordene ou mesmo sugira que se espera que crentes, dentro do Novo Pacto, dizimem. Mas,
enquanto o Novo Testamento fica em total silncio sobre o dever dos cristos dizimarem, no o fica sobre o assunto de
dadivar, sobre isto o NT fala muito e muito alto.

O Novo Testamento nunca estipula um certo valor percentual como um padro obrigatrio e exigido para nossas
contribuies. Ao contrrio, as Escrituras declaram: "Cada um contribua segundo props no seu corao; no com
tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que d com alegria." (2Cor 9:7). O dzimo do Velho Testamento foi
exigncia legal. Os judeus estavam sob obrigao de d-lo. O ensino do Novo Testamento sobre o contribuir focaliza o seu
carter voluntrio "Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram
voluntariamente." (2Co 8:3). Esta contribuio voluntria  exatamente o que Abrao e Jac estavam praticando antes da
instituio da Lei, e  o que todos os cristos devem estar praticando hoje. Os crentes de hoje tm a liberdade de dadivar
tanto quanto decidam. Se quiserem dar dez por cento como Abrao e Jac o fizeram [j vimos a ocasio e atravs de quem
o fizeram], eles esto perfeitamente livres para tal. No entanto, se decidirem dar 9 por cento ou 11 por cento ou 20 por
cento ou 50 por cento, ento podem muito bem faz-lo. O padro de suas contribuies no  uma percentagem fixa, mas o
exemplo de um maravilhoso Salvador -- "Porque j sabeis a graa de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por
amor de vs se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecsseis." (2Co 8:9). Nosso [exemplo-] padro de
contribuir  o prprio Cristo, o qual no deu 10 por cento nem 20 por cento nem mesmo 50 por cento, mas 100 por cento!
Ele deu tudo que tinha, inclusive sua prpria vida, para redimir homens e mulheres pecadores como eu e como voc!

Algumas vezes aqueles que so ricos sentem que, se pagarem apenas seus dez por cento, Deus estar alegre com eles. No
entanto, um rico que d [apenas] dez por cento de seus rendimentos pode na verdade desagradar a Deus, se estiver vivendo
uma vida de luxo extravagante enquanto d [talvez mesmo de m vontade] uma mera "rao de fome" para a obra de Deus
e para as necessidades dos outros. A vontade de Deus em relao a este homem pode ser que dadive de 50 a 80 por cento de
seus rendimentos, ao invs de 10 por cento. Cada pessoa deve buscar a Deus sobre o [quanto e o] como ela deve dadivar.

Ademais, aqueles que so pobres no devem se sentir culpados se no forem capazes de dar dez por cento de seus
rendimentos.  verdade que Deus honrar o homem que d sacrificialmente, mas se uma pessoa decide que no pode dar
dez por cento dos seus rendimentos e ainda assim satisfazer as necessidades mais bsicas [suas e de sua famlia], ns temos
que permiti-lo aquela liberdade, sem julg-lo. Afinal, em lugar nenhum Deus falou aos cristos que  dever deles dar
qualquer percentagem fixa.

Que o efeito deste estudo seja libertar-nos dos grilhes das tradies dos homens que no possam ser substanciadas pela
Palavra de Deus (Mar 7:1-13) [... 7 Em vo, porm, me honram, Ensinando doutrinas que so mandamentos de
homens. 8 Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradio dos homens; como o lavar dos jarros e dos
copos; ... 9 E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradio. ... 13 Invalidando
assim a palavra de Deus pela vossa tradio, que vs ordenastes. ...]. Olhai para Jesus como o padro e exemplo do
vosso contribuir. Procurai a Deus diligentemente, sede generosos e prontos a compartilhar, para que entesoureis para vs
mesmos o tesouro de uma boa fundao para o futuro, de modo que alcanceis aquela que  a verdadeira vida! (1 Tim 6:18-
19) [18 Que faam bem, enriqueam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicveis; 19 Que
entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcanar a vida eterna].

4 - Dadivando, no Novo Testamento

Se  verdade que dizimar foi parte da adorao de Israel no Velho Testamento, e que no tem nenhuma injuno prtica
sobre os crentes do Novo Testamento, ento vem  tona, naturalmente, a pergunta "Que  que o Novo Testamento
realmente ensina sobre o dar das nossas rendas [a Deus]?" Seguramente, o local de partida para os crentes do Novo Pacto
comearem a entender qual  a revelada vontade de Deus para o dadivar deles, est nas Escrituras do Novo Testamento. 
exatamente para l que eu gostaria de lhe levar, para juntos examinarmos a vontade de Deus para o dadivar do [verdadeiro]
cristo.

4.1 - o quanto do nosso dadivar

Uma vez que j temos estabelecido que o dzimo no  o padro para crentes na Nova Aliana, como ento determinarmos
quanto os [verdadeiros] cristos devem contribuir? Examinemos trs diferentes textos, para colhermos, com esforo e
cuidado, algum [real e profundo] entendimento sobre este importante assunto.

1 Corntios 16:1-2: "1  Ora, quanto  coleta que se faz para os santos, fazei vs tambm o mesmo que ordenei s igrejas
da Galcia. 2 No primeiro dia da semana cada um de vs ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua
prosperidade, para que no se faam as coletas quando eu chegar."
Em nosso texto, o apstolo Paulo d direes  igreja de Corinto:  em proporo ao quanto [cada um] tem prosperado que
eles devem dar na coleta para os santos em Jerusalm, [os quais esto] em grande pobreza [e passando por enormes
aflies]. Embora no exista nenhuma meno dos santos em Corinto darem um dzimo [ou qualquer outra percentagem
imposta], eles so instrudos a darem proporcionalmente  sua prosperidade. O ponto em foco  simples -- aqueles com
mais dinheiro dem mais, aqueles com menos dinheiro, podem dar menos. Nada mais claro nem mais simples.

Atos 11:27-30: "... 29 E os discpulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmos
que habitavam na Judia. ..."

Note, na narrativa, que foi proporcionalmente aos seus meios que os irmos em Antioquia dadivaram para os irmos que
sofriam na Judia. Em outras palavras, deram de acordo com suas capacidades. Aqueles com mais dinheiro deram mais,
aqueles com menos dinheiro deram menos. Nada mais claro nem mais simples.

2 Corntios 9:7: "Cada um contribua segundo props no seu corao; no com tristeza, ou por necessidade; porque
Deus ama ao que d com alegria."

Aqui, Paulo d direes  igreja, para que dem aquilo que tm proposto em seus coraes. Note que o apstolo no lhes
diz quanto dar, nem lhes impe uma percentagem fixa como padro. Ele simplesmente lhes diz que, o que quer que tenham
decidido dadivar, devem ir em frente e [efetivarem o] dadivar. Muitas vezes, no instante em que vemos uma necessidade,
determinamo-nos a dar uma certa quantia, mas depois, quando o tempo de dar nos alcana, somos tentados a voltar atrs
[ou ficar aqum]. Paulo ensina que devemos ser fiis em fazer o bem segundo o que j tnhamos proposto em nosso
corao. Mas note igualmente que o apstolo Paulo deixa o valor a critrio dos Corntios. No devemos permitir que outras
pessoas [indevidamente] nos manipulem ou nos intimidem [psicologicamente ou de qualquer outra forma, levando-nos] a
dar por um sentimento de culpa ou de presso. Tem que no haver nenhuma compulso [externa] em nosso dar; o valor tem
que ser nossa prpria deciso.

Estes textos do Novo Testamento nos ensinam que Deus deixa a ns o decidirmos sobre o valor das nossas contribuies.
[Sim,] devemos dar em proporo aos nossos meios e a como Deus nos tem prosperado; ... mas, ao final, somos livres para
darmos aquilo que temos o desejo de dar. Quo libertador isto , quando consideramos as tticas manipulativas de arrancar
dinheiro que muitas igrejas de hoje to freqentemente usam. Tenho estado em igrejas onde os lderes so induzidos a
tomar emprstimos de mil ou dois mil dlares [22 a 44 salrios mnimos brasileiros] [cada lder,] [para dar oferta extra 
igreja, em certas campanhas]. Foram ditos que, se no derem [o estipulado], a obra de Deus fracassar. Os membros da
congregao so pressionados a escrever e telefonar para parentes, pedindo dinheiro. H campanhas pressionando para
promessas [assinaturas de carns, notas promissrias e outros documentos morais e legais] e para o fundo de construo,
com grandes grficos coloridos.  medida que o tempo passa, [todos] so pressionados a dar mais e mais. Permita-me
submeter-lhe que tudo isto corre em direo contrria aos ensinos do Apstolo em 2Co 9:7 [ver acima]. A vontade de Deus
 que, quando vemos uma necessidade, oremos ferventemente por direo sobre como podemos satisfazer aquela
necessidade. Ento, com base na nossa situao financeira, dadivamos com um corao prazeroso e alegre.

4.2 - o propsito do nosso dadivar

A quais tipos de necessidades devemos usar nosso dinheiro para satisfazer? Ser que o Novo Testamento nos d alguma luz
sobre este importante assunto? Creio que as Escrituras so muito claras nesta rea. O Novo Testamento ensina que h trs
propsitos para nosso dadivar:


1. Satisfazer as necessidades dos santos:

Este tema  como um fio que vai atravs de [toda] a Escritura. Consideremos alguns textos:

Atos 2:44-45 "44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. 45 E vendiam suas propriedades e
bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister." O esprito de amor e generosidade era to grande,
na igreja primitiva, que os crentes, de prpria vontade e alegremente, abriram mo de suas prprias propriedades
e possesses, para ministrarem s necessidades dos outros santos. Eles chegaram mesmo ao ponto de vender suas
terras e casas para tomarem conta um do outro" (Atos 4:34).

 1 Joo 3:17 "Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmo necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como
estar nele o amor de Deus?"

Glatas 6:9-10 "9 E no nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se no houvermos desfalecido.
10 Ento, enquanto temos tempo, faamos bem a todos, mas principalmente aos domsticos da f." Embora o
"faamos bem" no seja claramente definido, seguramente incluiria o dadivar para satisfazer as necessidades dos
domsticos da f.

Em adio a estes claros textos, lemos tambm, em Mt 25:31-40, que, quando Cristo voltar, separar as ovelhas dos bodes.
As ovelhas so descritas como aqueles que alimentaram Cristo quando ele estava faminto, deram-lhe de beber quando
estava sedento, vestiram-no quando estava nu. Quando as ovelhas replicam: "Senhor, quando ... e te demos de comer? ... e
te demos de beber? 38 ... e te hospedamos? ... e te vestimos? 39 ... e fomos ver-te?" Cristo responde " Em verdade vos
digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmos, a mim o fizestes." Aqui, Jesus nos diz claramente que
quando usamos nosso dinheiro para vestir e alimentar os irmos de Cristo (crentes, de acordo com Mt 12:50 ["... qualquer
que fizer a vontade de meu Pai que est nos cus, este  meu irmo, e irm e me."]), estamos ministrando a ele. Ademais,
1Tm 5:16 ["... para que se possam sustentar as que deveras so vivas."] d instrues sobre como a igreja deve
sustentar vivas desvalidas. Ainda mais, temos visto, nos textos j citados, as muitas exortaes do apstolo Paulo para
dadivar aos santos pobres em Jerusalm. Portanto,  bastante claro que uma das prioridades do dadivar no Novo
Testamento  satisfazer as necessidades dos santos.

2. Satisfazer as necessidades dos obreiros cristos:

Alm de usarmos nosso dinheiro para satisfazer as necessidades dos nossos irmos e irms em Cristo, as Escrituras tambm
nos levam a usar nosso dinheiro para sustentar os que trabalham na obra do Senhor. Consideremos as seguintes passagens:

1 Timteo 5:17-18: "17  Os presbteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra,
principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; 18 Porque diz a Escritura: No ligars a boca ao boi
que debulha. E: Digno  o obreiro do seu salrio."

Neste texto, "honra" tem que significar mais que [meras] estima e respeito, pois, no verso 3 do mesmo captulo, Paulo
manda a Timteo "Honra as vivas que verdadeiramente so vivas." Honrar estas vivas  prover para elas (v. 8) e assisti-
las (v. 16). Portanto, quando Paulo menciona "honrar" os ancios que trabalham duramente na pregao e ensino [da
Palavra], imediatamente depois que ele mencionou honrar as vivas, Paulo tem que ter a mesma coisa em mente -- prover e
assistir aos ancios financeiramente, de modo que possam se dedicar ao trabalho de labutarem na Palavra. Um ancio
ensinador  como um boi que deve ser permitido comer enquanto est debulhando. Em outras palavras, deve ser sustentado
e cuidado enquanto est trabalhando com todo esforo. Ele tambm  como um operrio, o qual  digno de seu salrio. A
uniforme prtica apostlica do Novo Testamento foi a de apontar ancios para superintenderem as igrejas que os apstolos
plantavam. Paulo simplesmente est dirigindo as igrejas a proverem e assistirem financeiramente estes ancios, de modo
que possam dar seu tempo  tarefa de ministrarem ao rebanho.

1 Corntios 9:6-14 "6 Ou s eu e Barnab no temos direito de deixar de trabalhar? 7 Quem jamais milita  sua
prpria custa? Quem planta a vinha e no come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e no se alimenta do leite
do gado? 8 Digo eu isto segundo os homens? Ou no diz a lei tambm o mesmo? 9 Porque na lei de Moiss est
escrito: No atars a boca ao boi que trilha o gro. Porventura tem Deus cuidado dos bois? 10 Ou no o diz
certamente por ns? Certamente que por ns est escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperana e o que
debulha deve debulhar com esperana de ser participante. 11 Se ns vos semeamos as coisas espirituais, ser muito
que de vs recolhamos as carnais? 12 Se outros participam deste poder sobre vs, por que no, e mais justamente,
ns? Mas ns no usamos deste direito; antes suportamos tudo, para no pormos impedimento algum ao evangelho
de Cristo. 13 No sabeis vs que os que administram o que  sagrado comem do que  do templo? E que os que de
contnuo esto junto ao altar, participam do altar? 14 Assim ordenou tambm o Senhor aos que anunciam o
evangelho, que vivam do evangelho."

Nesta passagem Paulo est clamando que os apstolos tinham todo o direito de abster-se de [viverem de] trabalhos
seculares e todo o direito de receberem o sustento material daqueles a quem serviam. De fato, Paulo assevera que o Senhor
mandou queles que proclamam o evangelho que obtenham seu viver do evangelho.

Filipenses 4:15-18 "15 E bem sabeis tambm,  filipenses, que, no princpio do evangelho, quando parti da
Macednia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, seno vs somente; 16 Porque
tambm uma e outra vez me mandastes o necessrio a Tessalnica. 17 No que procure ddivas, mas procuro o
fruto que cresa para a vossa conta. 18 Mas bastante tenho recebido, e tenho abundncia. Cheio estou, depois que
recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifcio agradvel e
aprazvel a Deus."

Neste texto o apstolo declara expressamente que a ddiva que os filipenses lhe haviam enviado foi um fragrante aroma,
um sacrifcio aceitvel, e foi agradvel a Deus. O prprio Deus nos tem dado sua aprovao para usarmos nosso dinheiro
para sustento de fiis obreiros cristos. Portanto,  importante que o povo de Deus utilize seus recursos financeiros para
sustentar obreiros cristos, quer sejam ancios de uma igreja local, ou evangelistas itinerantes, ou missionrios.

3. Satisfazer as necessidades dos pobres:

Em adio ao uso do nosso dinheiro para satisfazer s necessidades dos santos e dos obreiros cristos, as Escrituras tambm
nos mandam usar nosso dinheiro na satisfao das necessidades dos pobres. Considere os seguintes textos:

Lucas 12:33-34 "33 Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vs bolsas que no se envelheam; tesouro nos
cus que nunca acabe, aonde no chega ladro e a traa no ri. 34 Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estar
tambm o vosso corao."

Efsios 4:28 "Aquele que furtava, no furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mos o que  bom, para que tenha
o que repartir com o que tiver necessidade."

Aqui a pessoa que sofre a necessidade no  identificada como crente, mas presumivelmente pode ser qualquer um
padecendo privao.



Tiago 1:27 "A religio pura e imaculada para com Deus, o Pai,  esta: Visitar os rfos e as vivas nas suas
tribulaes, e guardar-se da corrupo do mundo."

Visitar rfos e vivas em suas necessidades tem que significar mais que fazer-lhes uma mera visitinha social. Est
implcita, na declarao, a idia de ajudar estes rfos e vivas, o que, sem dvidas, requereria dadivar sacrificalmente.

Como temos visto, podemos desta maneira sumariar o ensino do Novo Testamento sobre o propsito do dadivar 

[a] satisfazer as necessidades dos santos,

[b] satisfazer as necessidades dos obreiros cristos, e

[c] satisfazer as necessidades dos pobres.

Note que o dadivar, no Novo Testamento,  sempre para satisfazer as necessidades das pessoas.  interessante que aquela
coisa na qual a igreja na Amrica gasta a maior parte do seu dinheiro, depois de pagar o salrio do seu pessoal, no  de
modo algum mencionada [no Novo Testamento] -- prdios da igreja! A Bblia simplesmente no fala de [nenhuma] igreja
entrando em dbito para comprar [ou construir] caros prdios, pela simples razo de que a igreja primitiva no se reunia em
prdios especiais. Eles se reuniam em casas. Assim, no havia despesa "no estrita e diretamente com o evangelho e com
pessoas" [tal despesa], s faria drenar a energia e as finanas da igreja. Desta maneira, todas as ddivas do povo de Deus
podiam ir diretamente para satisfazer as necessidades de pessoas.

Incidentalmente, no h nas Escrituras nada de que eu tenha conhecimento e que exija que todo nosso dadivar ao Senhor
tem que ser primeiramente entregue aos lderes da igreja, e depois distribudos por eles [conforme eles o prefiram]. De fato,
creio que algumas das nossas ddivas devem ser feitas diretamente de pessoa para pessoa, para preservarmos o anonimato
(Mt 6:1-4). , razovel, portanto, colocar de lado (em casa ou numa conta bancria separada e especial) uma parte da sua
ddiva total, de modo que, quando uma necessidade especial ou uma emergncia surgir, tenhamos alguns recursos
financeiros de que possamos sacar para satisfazer aquela necessidade.

4.3 - o modo do nosso dadivar

Alm de nos iluminar sobre o valor total e sobre o propsito do nosso dadivar, as Escrituras nos ensinam diversas coisas
sobre como devemos dadivar.

1. Devemos dadivar anonimamente:

Em Mateus 6:1-4 [1  Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; alis, no
tereis galardo junto de vosso Pai, que est nos cus. 2 Quando, pois, deres esmola, no faas tocar trombeta diante
de ti, como fazem os hipcritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos
digo que j receberam o seu galardo. 3 Mas, quando tu deres esmola, no saiba a tua mo esquerda o que faz a tua
direita; 4 Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que v em secreto, ele mesmo te recompensar
publicamente.

Jesus nos ensina a dadivar em segredo, para que aquele que v em segredo nos recompense. Este tipo de dadivar 
prefervel pois protege o dadivador de orgulho espiritual. Quando voc quiser dar uma ddiva a algum, procure maneiras
de satisfazer a necessidade que voc percebeu, sem que o beneficirio jamais saiba quem deu o dinheiro [5].

2. Devemos dadivar voluntariamente (por nossa vontade, com amor):

2 Corntios 8:3-4 diz "3 Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram
voluntariamente. 4 Pedindo-nos com muitos rogos que aceitssemos a graa e a comunicao deste servio, que se
fazia para com os santos."

Somos aqui ensinados que as igrejas da Macednia deram de suas prprias vontades. Ningum os estava manipulando
[emocional e psicologicamente], nem lhes torcendo o brao [obrigando-os]. Em 2Cor 9:7 Paulo diz "Cada um contribua
segundo props no seu corao; no com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que d com alegria." Se
no devemos dadivar com tristeza ou sob compulso [externa], ento devemos dadivar voluntariamente [de nimo pronto,
com prazer e alegria]. Deus quer que nosso dadivar provenha do nosso corao. Ele quer que dadivemos porque temos todo
o desejo de faz-lo.

3. Devemos dadivar expectativamente:

Quando dadivamos, devemos esperar que Deus nos abenoe nesta presente vida. Consideremos os ensinos do apstolo
Paulo.

2 Corntios 9:6 "E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco tambm ceifar; e o que semeia em abundncia, em
abundncia ceifar."

Quando algum semeia por girar seu brao e espalhando abundantemente as sementes com a mo aberta, parece que est
apenas jogando fora bom gro. Mas, se ele firmemente prendesse as sementes na sua mo [no deixando nenhuma escapar],
ou se apenas jogasse uma ou duas sementes, teria uma ceifa muito pequena. Assim tambm com o dadivar do crente. Se
no dermos nada ou se dermos muito pouco, s podemos esperar muito poucas bnos. Mas, se dermos com uma mo
aberta e generosa, podemos esperar que colhamos abundantemente. John Bunyan disse uma certa vez: "Um santo nunca
dizia 'esta moeda  minha', e, quanto mais ele dadivava, mais ele tinha." Muitos tm torcido 2Cor 9:9 como se ensinasse
que Deus quer que dadivemos tendo, dentro de ns mesmos, o objetivo de recebermos. Este tipo de ensino apela para a
carne, e faz crescer um esprito de avareza e cobia nos crentes. Mas, ao contrrio disto, Paulo nesta passagem est
ensinando que devemos dadivar com o objetivo de recebermos mais para podermos dadivar [ainda] mais. Vejamos como
Paulo expressa isto, nos versos 8-11: "8 E Deus  poderoso para fazer abundar em vs toda a graa, A FIM DE QUE,
tendo sempre, em tudo, toda a suficincia, abundeis em toda a boa obra; 9 Conforme est escrito: Espalhou, deu aos
pobres; A sua justia permanece para sempre. 10 Ora, aquele que d a semente ao que semeia, tambm vos d po
para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justia; 11 Para que em tudo enriqueais
PARA toda a beneficncia, a qual faz que por ns se dem graas a Deus." Notemos, nesta passagem, que Paulo est
asseverando que Deus abenoar o dadivador generoso fazendo toda a graa abundar sobre ele, para que, em conseqncia,
este tenha uma abundncia para toda boa obra. Ademais, Deus promete multiplicar a semente do dadivador para semear e
[promete] aumentar a colheita de sua retido. Estas passagens sem dvida alguma apontam para o fato de que Deus
abenoa aqueles que dadivam, de modo que possam dar ainda mais. Uma vez que Deus  o maior dadivador de todos,
devemos nos esforar para sermos na semelhana dele. E a nica maneira de podermos ser maiores dadivadores no futuro 
comearmos a dar generosamente agora!  muito interessante que isto seja exatamente o que os Provrbios de Salomo nos
ensinam, embora tenham sido escritos centenas de anos antes.

Provrbios 19:17 "Ao SENHOR empresta o que se compadece do pobre, Ele lhe pagar o seu benefcio."

Provrbios 11:24-25 "24  Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retm mais do que  justo,  para a sua
perda. 25  A alma generosa prosperar e aquele que atende tambm ser atendido."

Em adio, tambm devemos esperar que Deus nos abenoar na vida futura. Se h uma coisa que a Bblia deixa muito
clara  que, quando dadivamos, estamos entesourando para ns mesmos tesouros no cu. Note a nfase nos tesouros
celestiais, futuros, nas seguintes passagens:

Mateus 6:19-21 "19  No ajunteis tesouros na terra, onde a traa e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladres
minam e roubam; 20 Mas ajuntai tesouros no cu, onde nem a traa nem a ferrugem consomem, e onde os ladres
no minam nem roubam. 21 Porque onde estiver o vosso tesouro, a estar tambm o vosso corao."

Lucas 12:33 "Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vs bolsas que no se envelheam; tesouro nos cus que
nunca acabe, aonde no chega ladro e a traa no ri."

1 Timteo 6:18-19 "18 Que faam bem, enriqueam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicveis; 19 Que
entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcanar a vida eterna."

Em todas estas passagens (quer dirigidas aos discpulos, ao rico jovem proprietrio, ou aos opulentos crentes de feso) a
mensagem  a mesma -- o generoso dadivar ser recompensado por tesouros celestiais. Preferirias tu ter o teu tesouro na
terra, onde perecer, ou no cu, onde o gozars eternamente? Tua resposta a esta pergunta ter muito a ver com o como
vers e usars tuas riquezas.

4. Devemos dadivar animadamente (com nimo, alegria):

Em 2Corntios 9:7 ns aprendemos qual esprito devemos ter ao dadivarmos "Cada um contribua segundo props no
seu corao; no com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que d com alegria."

Se cada crente soubesse quo grande chuva de bnos gozaramos atravs do dadivar, seramos como os crentes da
Macednia, que imploraram a Paulo para terem a oportunidade de dadivar (2Cor 8:3-4)! Dadivar deveria ser visto como um
grande privilgio, no como uma pesada carga ou um doloroso dever. Deus no deseja que seu povo dadive movido por um
sentimento de compulso [ser empurrado  fora e contra a vontade], mas sim movido por uma atitude de alegria e
animao. A suprema e definitiva passagem no NT que declara a atitude com a qual devemos dadivar, descrev-a como
"com alegria". Que Deus nos ajude a dadivar em um esprito que O honre!

5. Devemos dadivar sacrificialmente:

Nas Escrituras temos vrios exemplos onde Deus olha com aprovao para o nosso dadivar sacrificial:

2 Corntios 8:1-5 "1  Tambm, irmos, vos fazemos conhecer a graa de Deus dada s igrejas da Macednia; 2
Como em muita prova de tribulao houve abundncia do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em
riquezas da sua generosidade. 3 Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder,
deram voluntariamente. 4 Pedindo-nos com muitos rogos que aceitssemos a graa e a comunicao deste servio,
que se fazia para com os santos. 5 E no somente fizeram como ns espervamos, mas a si mesmos se deram
primeiramente ao Senhor, e depois a ns, pela vontade de Deus."

Logo de partida, notemos que os crentes macednicos tinham pouqussimos dinheiro e bens. So descritos como estando
suportando muita aflio e experimentando profunda pobreza. Apesar de tudo, tambm  dito que tinham dadivado alm
das suas possibilidades! Que Deus nos habilite a os imitarmos em nossas prprias vidas!

Marcos 12:41-44 "41  E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a
multido lanava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito. 42 Vindo, porm, uma pobre viva,
deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo. 43 E, chamando os seus discpulos, disse-lhes: Em verdade
vos digo que esta pobre viva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; 44 Porque todos ali
deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento."

Jesus escolheu esta mulher para servir aos seus discpulos de maravilhoso exemplo do dadivar. Quando Cristo viu o esprito
sacrificial dela [amoroso e de vontade livre e boa], Ele chamou os Seus discpulos para se aproximarem, observarem, e
aprenderem uma lio, atravs da vida dela. Que tambm aprendamos, e saiamos, e faamos semelhantemente!

Podes tu afirmar que teu dadivar  caracterizado por um esprito de sacrifcio [com felicidade]? Teu dadivar realmente te 
custoso? [Realmente representa um sacrifcio?] Na realidade, no  quanto dadivamos que  to importante, mas sim
quanto [ que resta e] guardamos para ns mesmos, depois de dadivarmos. Que nosso grande e glorioso Deus nos habilite a
praticarmos um gozoso e sacrificial dadivar!

4.4 - a motivao do nosso dadivar

Agora que j temos visto os que as Escrituras nos ensinam com referncia ao total, ao propsito, e  maneira de
dadivarmos, voltemo-nos para examinar o que a Bblia nos ensina sobre qual deve ser a motivao do nosso dadivar.

1. O exemplo de Cristo:

Justo na metade da mais extensa exposio do Novo Testamento sobre o dadivar (2Cor 8-9), o apstolo Paulo lana mo
do exemplo de Jesus Cristo para estabelecer qual deve ser nossa maior motivao. Considere as palavras de Paulo em 2Cor
8:9, "Porque j sabeis a graa de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vs se fez pobre; para que
pela sua pobreza enriquecsseis." Cristo era infinitamente rico em sua existncia pr-encarnao, no cu. Era
incessantemente adorado por uma grande hoste de seres angelicais. Sendo Deus, exercia onipotncia, oniscincia e
onipotncia. Juntamente com o Pai e o Esprito Santo, reinava sobre todo o universo que tinham criado. Todavia, Cristo de
livre vontade escolheu se tornar pobre. Jogou no cho seu direito ao exerccio independente de seus atributos. Nasceu em
um estbulo e foi criado por pais muito pobres. Viveu uma vida obscura e simples. Dependeu do [Deus-] Pai para toda a
sua sobrevivncia. Nunca acumulou possesses durante [todo o] tempo de sua vida; na verdade, parece que as nicas
possesses que ele podia chamar de suas foram as roupas sobre suas costas. Ao final de sua vida, [pela prpria vontade] ele
entregou a nica coisa que ainda lhe restava, sua prpria vida. Ao depor sua vida Jesus estava dando tudo, para nos livrar
dos nossos pecados. Embora fosse rico, tornou-se pobre. E qual foi o propsito deste grande ato de sacrifcio? Foi que,
atravs de sua pobreza, ns nos tornssemos ricos. Ns, aqueles que cremos nele, temos herdado grandes riquezas: perdo,
adoo, justificao, Deus o Esprito Santo habitando em ns, paz com Deus, acesso a Deus, santificao, e a glria eterna
que em breve vir! Note que Cristo no nos deu apenas dez por cento dos seus recursos ao nos comprar e presentear
tamanhos tesouros! Ele deu 100%! Um discpulo naturalmente deseja ser como seu senhor. Portanto, empenhemo-nos
esforadamente para imitar nosso Senhor. No nos contentemos em dar uma pequena frao de nossa renda. Oremos que
Deus nos habilite a dar mais e mais, para ajudar pessoas sofrendo e para expandir o reino de Deus atravs do mundo!

2. A ordem de Cristo:

No apenas temos o exemplo de Cristo para nos motivar, como tambm temos sua ordem. Jesus expressou-se muito
claramente em Joo 15:12-13, "12 O meu mandamento  este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
13 Ningum tem maior amor do que este, de dar algum a sua vida pelos seus amigos." Jesus, nesta passagem, est
ordenando aos seus seguidores que amem um ao outro de modo idntico quele com que Ele os amou -- a saber, sendo
totalmente dedicado a eles. Este tipo de dedicao tem que, pela prpria natureza do caso, incluir a vontade de darmos dos
nossos recursos para ajudarmos um ao outro. Jesus deu tudo, inclusive sua prpria vida, por ns.  deste modo que somos
ordenados amar um ao outro. Saberemos se realmente amamos nossos irmos e irms quando estivermos desejosos de abrir
nossa carteiras ou tales de cheque e dar para satisfazer suas [reais] necessidades. Que Deus nos habilite a seguirmos seu
Filho em obedincia!

5 - Concluso

As Escrituras no ensinam que o dzimo  obrigatrio sobre os crentes durante [a dispensao de] o Novo Testamento. No
entanto, as mesmas Escrituras [decididamente] ensinam que os crentes devem ser dadivadores generosos, sacrificiais,
expectantes, e prazerosamente animados! Ser que isto descreve voc?  minha sincera orao que o Esprito Santo use
este escrito para o desafiar a repensar os seus padres de dadivar, e para verificar se eles se alinham com a vontade de
Deus, conforme expressa no Novo Testamento. Se no estiverem, v ao Senhor em orao e pea-lhe o poder e a graa para
lhe obedecer plenamente em todas as coisas.

Brian Anderson - Milpitas Bible Fellowship, 1715 E. Calaveras Blvd, Milpitas, Ca 95035, brian@solidrock.net

Traduzido por Hlio de Menezes Silva, visite http://solascriptura-tt.org


[0] Nota do Tradutor: Ningum pode deixar de se impressionar com a perfeita semelhana entre os argumentos dos maiores
defensores (e rebatedores) da extenso da obrigatoriedade da guarda do stimo dia para os crentes da dispensao da igreja
(to literalmente como se estivssemos sob a Lei) e os argumentos dos maiores defensores (e rebatedores) da
obrigatoriedade dos 10% para os crentes da dispensao da igreja (to literalmente como se estivssemos sob a Lei)!...

[1] Nota do Tradutor: Melquisedeque foi especialssimo, nem mesmo nenhum outro sacerdote pode ser comparado a ele, e
parece ter sido uma Cristofania, isto , uma manifestao do Verbo antes de Sua encarnao. No Novo Testamento, todos
os crentes so sacerdotes.

[2] Nota do Tradutor: A questo no  esta. Se, no contexto tecnolgico e econmico de hoje, fssemos o mesmo povo
[Israelitas] sob a mesma dispensao [da Lei] em que viveu Davi, ento o mesmo princpio que vigorava quando quase
todos viviam da agricultura, com renda anual, estender-se-ia a ns, quando quase todos tm renda em perodos menores que
anuais e no oriundas do praticarem a agricultura ...

[3] Nota do Tradutor: Lembremos que:

(a) ns, os crentes desta dispensao, somos sacerdotes e reis;

(b) estes no podiam beber nada alcolico;

(c) Deus (talvez por ironia, ou com desgosto, ou para nos testar) s vezes, por certo tempo, expressou TOLERAR-nos
certos erros (esta  Sua vontade PERMISSIVA), mas, depois, ORDENOU-nos Sua vontade PERFEITA. Compare com o
divrcio, a poligamia, etc. !!! ...

[4] Nota do Tradutor: Arrisquemo-nos a ser repetitivos, para que ningum perca algum aspecto da verdade -- O Velho
Testamento fala de vrios tipos dzimos:

- Todos os israelitas davam um dzimo de suas rendas anuais, aos levitas (Lev 27:30-33; Nu 18:21-24; 2Cr 31:4-12; Ne
10:37; 12:44; 13:5; Ml 3:8-12), para alimentao e sustento deles (no para o Templo!); davam a si mesmos outro dzimo
das suas rendas anuais, deleitando-se ao comerem e descansarem e alegrarem-se, em gozoso "acampamento - frias - festa -
adorao", que s podia ser em Jerusalm (Dt 12:6-7,11-21; 14:22-27); e, a cada 3 anos, davam aos pobres outro dzimo
das suas rendas, para que se deleitassem ao comerem e descansarem e alegrarem-se aonde quer que morassem (Dt 14:28-
29; 26:12).

- Os levitas davam aos sacerdotes (que eram levitas descendentes de Aro) o dzimo do dzimo que tinham recebido (Nu
18:26-29; Ne 10:38-39; 12:44; 13:5,12; Ml 3:8-12).

- Ag 2:9-11 no tem nada a ver com nenhum destes tipos de dzimo e sim com ofertas para a reconstruo do Templo. H
analogia entre cada crente neotestamentrio e o Templo, mas no h nenhuma analogia entre o Templo e os prdios de uma
igreja local.

[5] Nota do Tradutor: Muito mais importante  que ningum mais o saiba!

Para ajudar um pastor ou missionrio ou irmo em necessidade:
Pr um envelope com dinheiro e annimo por baixo da porta dele [0 pessoas lhe glorificaro]  melhor que

Dar-lhe pessoalmente, pedindo-lhe segredo [1 pessoa glorificar a voc]  melhor que

Pedir a um irmo (de outra igreja?) que leve sua oferta a ele, sem lhe revelar a fonte [1 pessoa glorificar a voc]  melhor
que

Pedir seu pastor ou 1 oficial que leve sua oferta a ele, sem lhe revelar a fonte [1 pessoa glorificar a voc]  melhor que

Pedir a todo o corpo de oficiais que leve sua oferta a ele, sem lhe revelar a fonte [8 pessoas glorificaro a voc]  melhor
que

Dar-lhe ante toda a igreja, fazendo-o anunciar pelo microfone [1000 pessoas glorificaro a voc]. [Que coisa horrvel!
Mesmo alguns descrentes dadivam anonimamente]

[6] Nota do Tradutor: Por causa da presente nfase em "riquezas e todo tipo de prosperidade, j", dos pentecostais,  bom
notarmos que o autor no necessariamente est enfatizando bnos materiais ...

P.S. - Amigos leitores: Esta apostila - contendo artigos de 2000 a 2004 - era bem mais extensa, pois continha artigos de um
telogo de Joanesburgo. Infelizmente, no posso mais usar o seu nome neste trabalho, pois ele mudou suas convices, no
com respeito ao dzimo, mas  prpria f religiosa. Isso me faz lembrar a 1 Corntios 10:12: "Aquele, pois, que cuida
estar em p, olhe no caia" e ento peo que Deus tenha misericrdia de mim, para que jamais venha a perder a minha f
no Senhor JESUS CRISTO. Por isso, toda noite, antes de deitar-me, fao esta orao: "Pai amado: se eu tiver de perder a
minha f no Teu Filho Jesus Cristo amanh, por favor me leva esta noite!"

Mary Schultze, Julho 2005.
